sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

[Ceoinvest] Bom dia! Segue nosso informativo do dia 9/12

 

Mercados no Mundo

 

Mercados Ontem

 

Dando sequência às perdas registradas na segunda-feira, o composto europeu Stoxx 600 encerrou o dia com leve queda de 0,20%, aos 241,44 pontos, influenciada pelas declarações negativas do porta-voz alemão, Steffen Seibert, descartando uma possível ampliação dos recursos do FMI no combate à crise financeira dos países da zona do euro durante a reunião da União Europeia, marcada para ter início amanhã. Especulações de que a Finlândia não estaria de acordo com as propostas da França e Alemanha utilizadas para futuras operações dos recursos do EFSF, direcionando novamente os holofotes para o cenário turbulento na Europa e aumentando a aversão ao risco dos investidores no pregão desta terça-feira.

 

As bolsas norte-americanas fecharam em alta, impulsionadas pelo anúncio ainda não oficial, de que o G-20 está cogitando oferecer US$ 600 milhões ao FMI para ajudar a conter a crise da dívida europeia. O mercado norte-americano, em mais um dia de fraca agenda econômica local, operou em baixa durante grande parte do pregão, influenciado pelo cenário europeu, no entanto, reverteu as perdas após esse anúncio ter vindo a público através de uma agencia de noticias japonesa.

 

Mercados Hoje

 

Mercados europeus, que operavam em alta mais cedo, agora reduziam esse movimento, aguardando o início da reunião dos líderes europeus em Bruxelas. Espera-se a divulgação de acordos entre os líderes europeus para conter o aprofundamento da crise de déficit da região, além das bases para uma união fiscal do bloco. Assim, o composto europeu avançava 0,15% enquanto os futuros do S&P recuavam 0,4%.

 

Investidores aguardam o anúncio de medidas para combater a recessão pelo Banco Central Europeu. Hoje pela manhã, o mercado espera que seja anunciado um corte de 0,25% na taxa de juros da zona do euro, passando dos atuais 1,25% para 1,0% ao ano. Além disso, é esperado o anúncio de mais medidas para estimular à concessão de crédito pelos bancos, dando acesso às instituições financeiras europeias a capital mais barato, permitindo incentivos a financiamentos de longo prazo. 

 

O petróleo operava em alta de 0,3% aos US$ 100,8 por barril em Nova York, o cobre também avançava em alta de 0,4%, já o ouro recuava por volta de 0,18% e o euro operava em leve queda de 0,15% sendo cotado em 1,339 dólares por euro.

 

Em dia de agenda fraca na Europa, os investidores aguardam a divulgação da taxa de juros do BCE e possível anúncio de novos estímulos monetários, também aguardam a divulgação dos dados chineses sobre atividade, que poderá adicionar mais pressão aos mercados caso a desaceleração do país de sinais de atenuação e, acompanharão qualquer novidade ou declaração que venha dos líderes europeus que se reunirão hoje à noite em Bruxelas.

 

Fechamento Ásia

 

Mercados asiáticos apresentaram um movimento de realização dos recentes lucros, e o composto da região encerrou o dia em queda de 0,63%, com investidores aguardando o desfecho da reunião dos líderes europeus em Bruxelas, que começa hoje. É aguardada a divulgação de detalhes positivos desse encontro, como soluções para crise de déficit da região e também sobre o futuro da zona do euro. Investidores também ficaram na defensiva após a divulgação de relatórios sinalizando desaceleração das economias japonesa e australiana.

 

Destaques Agenda

 

Na agenda norte-americana, às 11h30 serão divulgados os novos pedidos de seguro desemprego da semana passada, com esperado em 395 mil pedidos. Mais tarde, às 13h serão divulgados os estoques no atacado de outubro, com esperado de alta em 0,3%. E para fechar a semana, será divulgada a balança comercial de outubro e a primeira leitura da confiança do consumidor medida pela Universidade de Michigan.

 

Na agenda local já foi divulgado o IPC-S até o dia 7 de dezembro, que ficou em alta de 0,63% contra esperado de alta em 0,61%. Também já foi divulgada a ata da última reunião do COPOM. O IPCA de novembro foi divulgado às 09h, que ficou em alta de 0,52% contra esperado de alta em 0,50% na comparação mensal, na taxa anualizada o índice avançou 6,64% contra esperado de alta em 6,62%. E para fechar a semana será divulgado o IPC da FIPE e também a primeira prévia do IGP-M de dezembro.  

 

Brasil

 

Mercados Ontem

 

O Ibovespa encerrou o dia com baixa de 1,47%, aos 58.662 pontos, com máxima de 59.535 pontos, mínima de 58.581 pontos, com um giro financeiro de R$ 5,84 bilhões.

 

O mercado local já abriu em baixa, ainda influenciado pela indefinição da questão fiscal da Zona do Euro. Nem mesmo a possibilidade de confirmação de um novo fundo de resgate aos países europeus, além do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF), animou os investidores. No front interno, foram divulgados dados sobre inflação, o IGP-DI registrou avanço de 0,43% neste mês, contra alta esperada de 0,53% e alta acumulada no ano de 5,56%.

 

As principais blue chips encerraram o dia em baixa. Os papéis ON e PN da Petrobrás encerraram o dia com desvalorização de 0,24% e 0,13%. Já as ações ordinárias e preferenciais da Vale encerraram a sessão com baixa de 4,36% e 3,63%.

 

Fluxo Bovespa

 

Os investidores estrangeiros ingressaram no dia 05 de dezembro, segunda-feira, R$ 142,43 milhões na Bovespa, quando o índice fechou em queda de 0,42%. No mês de dezembro, os investidores estrangeiros já ingressaram R$ 962,39 milhões na Bovespa. No acumulado ano, os investimentos estrangeiros apresentam superávit de R$ 2,032 Bilhões. Já os investidores Pessoa Física retiraram R$ 238,91 milhões na Bovespa no dia 05 de dezembro. No mês de dezembro, os investidores pessoa física já retiraram R$ 750,43 milhões na Bovespa. No acumulado do ano, o saldo de pessoas físicas atingiu déficit de R$ 7,916 bilhões.

 

Mercados Hoje

 

Mercado local, assim como os mercados internacionais, aguarda a reunião dos líderes europeus em Bruxelas, precificará a decisão a ser anunciada pelo BCE, além também de reagir a divulgação do IPCA, que ficou levemente acima do esperado, e também da ata da última reunião do COPOM. A divulgação dos dados chineses sobre atividade também é mais um ponto de atenção dos investidores.

 

}  Aes Tietê - Em comunicado veiculado ao mercado, a AES Tietê anunciou o pagamento de juros sobre o capital próprio no montante de R$ 30.062.122,06, totalizando R$ 0,0752243759 por ação ordinária e R$ 0,0827468135 por ação preferencial. A renumeração se baseará na posição acionária de ontem (7) e as ações serão negociadas na forma EX a partir de hoje (8).

 

}  Braskem - De acordo com um comunicado enviado ontem (07) pela companhia, a Braskem anunciou que deverá investir aproximadamente R$ 100 milhões nos próximos cinco anos para a construção de novos projetos destinada à redução do consumo de água da empresa dos atuais 20% para 37% até 2016. Ainda segundo as informações, a inauguração de dois novos projetos chamados de "Braskem Água" e "Aquapolo" até 2014 deverá ampliar a reutilização de água em 12% nas plantas da empresa petroquímica. As informações são marginalmente positivas para as ações da Braskem no longo prazo.

 

}  Eletropaulo - Em comunicado veiculado ao mercado, a AES Eletropaulo aprovou o pagamento de Juros Sobre o Capital Próprio no valor de R$ 73.039.094,03, totalizando R$ 0,4116785153 por ação ON e R$ 0,4528463669 por ação PN, baseados na posição acionária de ontem (7). As ações serão negociadas na forma EX a partir de hoje (8).

 

}  Gol - Segundo notícia divulgada hoje (08) no jornal "Valor Econômico", o acordo entre GOL e Delta Airlines, anunciado ontem (7), prevê a integração dos programas de milhagens, compartilhamento de voos e o aluguel de duas aeronaves da Gol para a Delta, o que deve gerar uma economia de US$ 50 milhões até 2014 e amplia o número de rotas ofertadas pelas empresas. A notícia é de cunho informativo, não devendo gerar impacto sobre as ações da Gol, mas reforça a importância do Brasil para o segmento aéreo e o posicionamento estratégico da empresa brasileira.

 

}  Petrobrás - De acordo com notícia veiculada no jornal Valor Econômico, a Petrobras está cobrando cerca de R$ 250 milhões da Bertin Energia, hoje controlada pela Angra Partners, pelo encerramento dos contratos de gás que seria usado para suprir a usina termelétrica José Alencar, que deveria ter entrado em operação em janeiro, porém a obra não foi iniciada até o presente momento. De acordo com a diretora de gás da Petrobrás, Graça Foster, afirmou que a cobrança que a estatal está fazendo se deve à multa pelo fim dos contratos, já incluído o encargo de opção de uso do combustível. A notícia é de cunho informativo, não devendo impactar no preço dos ativos.

 

}  Positivo - Segundo um estudo publicado pela consultoria IDC, ao qual o jornal "Estado de São Paulo" obteve acesso, a fabricante de computadores "Positivo" manteve entre os meses de julho a setembro a liderança de venda nos mercados de computadores no Brasil e Argentina pela segunda vez consecutiva ao registrar um market - share 12,7% e 24,5% nestes países durante o período. De acordo com uma entrevista coletiva concedida a jornalistas ontem (07) destinada a comentar os resultados do grupo brasileiro, o presidente da companhia, Hélio Rotenberg, informou que a liderança das vendas de PCs no mercado brasileiro e no país vizinho foram beneficiadas em grande parte pelo crescimento de pedidos destinados à redes de varejo juntamente com o maior volume comercializado de tablets e notebooks 3D nestas regiões. A notícia é marginalmente positiva para os papéis da companhia.

 

}  Setor de Energia - Segundo a "Agência Estado", ontem (7) o governo de Portugal reduziu de cinco para quatro anos o prazo mínimo que o novo sócio do grupo Energias de Portugal (EDP) terá que manter sob propriedade antes de uma nova venda. A fatia de 21,35% da companhia, estimada em ? 2 bilhões, está sendo disputada pela Eletrobrás, Cemig, além da alemã E.ON e a China Three Georges e será vendida amanhã (9). A companhia portuguesa é  umas das maiores geradoras  de energia eólica do mundo e possui distribuidoras que atendem os Estados de São Paulo e do Espírito Santo. O BNDES já informou que irá apoiar a Eletrobrás, alterando o estatuto social para poder financiar aquisições e investimentos de empresas brasileiras no exterior. Já a Cemig deve realizar uma captação em notas promissórias para financiar sua potencial compra. A notícia é de cunho informativo, contudo, deve trazer volatilidade para os ativos de ambas as companhias.

 

}  Setor Financeiro - De acordo com um artigo publicado hoje (08) no jornal "Estado de São Paulo", o "Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE)" aprovou ontem (07) a parceria formada pelo Banco do Brasil, Bradesco e Caixa Econômica Federal com a bandeira de cartões Elo, após concluir que a operação não deverá inibir a entrada de novos concorrentes no setor. Segundo o conselheiro relator do processo, Alessandro Octaviani, a união entre os bancos brasileiros com a empresa de cartões deverá contribuir positivamente para a competição no mercado brasileiro, reduzindo a alta concentração de 90% nas operações efetuadas pelas bandeiras Visa e Mastercard no Brasil. Acreditamos que as informações são neutras para os papéis do setor, à medida que a aprovação da operação anunciada em mar/11 já vinha sendo cogitado por grande parte dos investidores.

 

}  Vale - Após a renegociação contratual com a China Steel, anunciado na terça-feira (8), a Vale anunciou que agora negocia o mesmo tipo de mudança no modelo de precificação com a AcelorMittal. O diretor executivo de ferrosos e estratégia da companhia, José Carlos Martins, afirmou que a companhia sofreu "pressão dos clientes para mudar o sistema de precificação". Conforme Martins, os novos contratos estão sendo negociados com um desconto de 20% sobre os preços estabelecidos nos contratos anteriores e que a companhia trabalha com a expectativa de que os preços se estabilizem entre US$ 140 a US$ 150 a tonelada. A notícia é de cunho informativo, não devendo impactar sobre o preço dos ativos, dado que não há novidades sobre o que já havia sido anunciado pela companhia. 

 

 

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