quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

[Ceoinvest] Bom dia! Retomando nosso informativo, segue o do dia 8/12

Mercados Ontem

 

Em dia marcado pela divulgação da agência de classificação de risco Standard & Poor's que colocou em revisão a nota de 15 países da zona do euro, inclusive Alemanha e França, com possível rebaixamento de rating, o composto europeu Stoxx 600 encerrou o pregão em queda de 0,34%, aos 242,75 pontos. O cenário ficou ainda mais pessimista pelo fato de que a nota de crédito de longo prazo do EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira) também fora colocado em revisão pela mesma agência de risco. Nem mesmo o número melhor do que o esperado de pedidos de fábricas na Alemanha foi capaz de diminuir a aversão ao risco dos mercados.

 

As bolsas norte-americanas operaram próximas à estabilidade durante grande parte do pregão, porém encerrando o dia em leve queda. O pregão de hoje foi influenciado pelo anúncio da agência de classificação de risco S&P de um possível corte do rating de diversos países europeus, inclusive daqueles com rating AAA, a exemplo da França e Alemanha, levando os investidores a assumirem postura mais conservadora durante o pregão.

 

Mercados Hoje

 

Após leve realização dos mercados em meio a um rally de alta que já durava mais de cinco sessões, hoje o otimismo volta à tona, com os investidores atentos ao Summit dos membros da UE na sexta-feira (09), que irão se reunir para tentar conter o aprofundamento da crise de déficit da região. Hoje o secretário americano do Tesouro, Timothy F. Geithner, está reunido com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, para dar apoio e exigir dos membros da zona do euro mecanismos antricrise mais fortes.

 

Ontem (06) o mercado se animou com as especulações de que o fundo de resgate europeu seria dobrado, gerando mais otimismo com o resultado da reunião em Bruxelas. A agência de classificação de risco S&P adicionou mais pressão aos líderes europeus, colocando em revisão o rating de todos os países membros da zona do euro, e também o rating do fundo de estabilidade europeu, sendo que a agencia se pronunciará após o encontro. Assim, o composto europeu avançava 0,50% e os futuros do S&P avançavam 0,6%.

 

As commodities, assim como os índices acionários, operam em alta. O petróleo avançava levemente, operando próximo à estabilidade em alta de 0,02% aos US$ 101,29 por barril. O cobre também avançava, operando em alta de 0,8%. Investidores atentos também com a decisão do BCE sobre os juros, o mercado aguarda corte de 0,25% na taxa.

 

No campo das divulgações econômicas, na Itália foi divulgada a produção industrial de outubro, que ficou em queda de 0,9% contra esperado em -0,3%. Na comparação anual o índice recuou 4,2% contra esperado de queda em 2,7%. Na Alemanha, também foi divulgado a produção industrial de outubro, que ficou em alta de 4,1% contra esperado de alta em 3,5% na comparação anual, na comparação mensal o índice avançou 0,8% contra esperado em 0,3%. No Reino Unido a produção industrial de outubro ficou em queda de 0,7% contra esperado de queda em 0,3%. Na comparação anual o índice mostrou recuo de 1,7% contra esperado de queda em 0,7%.

 

Fechamento Ásia

 

Mercados asiáticos, após a interrupção do rally de alta ontem (06), com a realização de lucros em voga após a Standard & Poor's ter colocado em revisão, para possível rebaixamento a nota de 15 países da zona do euro, hoje se recuperaram, com o composto encerrando a sessão em alta de 1,43%. Investidores reagiram positivamente à expectativa de que o fundo de resgate europeu seja dobrado, aumentando os recursos disponíveis para ajudar financeiramente os países europeus com problemas de déficit.

 

Destaques Agenda

 

Na agenda norte-americana, às 10h serão divulgadas as solicitação de empréstimos hipotecários da semana passada, e no fechamento do nosso mercado às 18h será divulgado o crédito ao consumidor de outubro. Amanhã (08) serão divulgados os novos pedidos de seguro desemprego, e estoques no atacado. E para fechar essa semana, na sexta-feira, será divulgada a balança comercial de outubro e a primeira leitura da confiança do consumidor medida pela Universidade de Michigan.

 

Na agenda local, já foi divulgado o IGP-DI de novembro, que ficou em 0,43% contra esperado em 0,53%. Às 10h30 será divulgada a produção de veículos de novembro pela Anfavea. Às 12h30 será divulgado o fluxo cambial da semana passada e também o índice dos preços das commodities de novembro. Amanhã será divulgado o IPC-S, ata da última reunião do COPOM e IPCA de novembro. E para fechar a semana será divulgado o IPC da FIPE e também a primeira prévia do IGP-M de dezembro.  

 

Brasil

 

Mercados Ontem

 

O Ibovespa terminou o pregão dessa terça-feira em alta de 1,06% aos 59.536 pontos, com máxima de 59.575 pontos e mínima de 58.496 pontos, totalizando um giro financeiro de R$ 4,95 bilhões.

 

Influenciada pelo cenário europeu, a bolsa brasileira, não apresentou direção definida durante as negociações, mas próximo ao fechamento especulações de dobrar o fundo de resgate europeu, colaboraram para o fechamento em alta do principal indicador local.   Na agenda econômica local, foi divulgado o PIB do terceiro trimestre, que veio dentro das expectativas dos analistas na comparação trimestral, mas pior do que o esperado na comparação anual.

 

As principais blue chips brasileiras fecharam em alta, acompanhando as principais commodities negociadas no mercado internacional. Os papéis ON e PN da Petrobrás apresentaram 0,87 % e 1,52%, respectivamente. Já as ações ON e PNA da Vale perto da estabilidade com queda de 0,11% e alta 0,07%.

 

Fluxo Bovespa

 

Os investidores estrangeiros ingressaram no dia 02 de dezembro, sexta-feira, R$ 227,59 milhões na Bovespa, quando o índice fechou em alta de 1,32%. No mês de dezembro, os investidores estrangeiros já ingressaram R$ 819,96 milhões na Bovespa. No acumulado ano, os investimentos estrangeiros apresentam superávit de R$ 1.889 Bilhões. Já os investidores Pessoa Física retiraram R$ 37,96 milhões na Bovespa no dia 02 de dezembro. No mês de dezembro, os investidores pessoa física já retiraram R$ 511,51 milhões na Bovespa. No acumulado do ano, o saldo de pessoas físicas atingiu déficit de R$ 7,677 bilhões.

 

Mercados Hoje

 

Mercado local, assim como os mercados globais, está aguardando a reunião dos líderes europeus em Bruxelas que começa a amanhã. O resultado dessa reunião deverá ser bastante decisivo para a tendência dos mercados nas próximas semanas. Os investidores e até a agência de classificação de risco Standard & Poor's estão pressionando os líderes europeus para uma conclusão positiva, com novas medidas anticrise e ação conjunta dos diversos líderes europeus para evitar o aprofundamento da crise na região.

 

}  Gol - De acordo com fato relevante publicado hoje (7) pela companhia, a Gol comunicou que foi assinado um acordo vinculante que tem por finalidade a aquisição pela companhia norte americana Delta Air Lines, Inc de uma participação acionária minoritária estratégica de US$100 milhões no capital preferencial da GOL. A Delta Air lines, Inc. ("Delta") irá investir US$100 milhões em troca de ADSs (American Depositary Shares) lastreados em ações preferenciais da GOL por meio de uma emissão de ações preferenciais com preço médio de R$22 por ação. O aumento de capital será de aproximadamente R$280 milhões, incluindo o direito de subscrição dos demais acionistas da Companhia. O Conselho de Administração da GOL se reunirá em 21 dezembro de 2011 para deliberar sobre o referido aumento de capital. No contexto desse investimento, o acionista controlador da GOL concordou em eleger um representante da Delta para o Conselho de Administração, desde que, entre outras condições,ele mantenha uma posição de pelo menos 50% das ADSs aquiridas no investimento da GOL. A Delta, concordou em não alienar, por um período de 12 meses, os ADSs que serão adquiridos (lockup) e em não adquirir, sem o consentimento da GOL, mais ações. Apesar dos preços pagos pela Delta representarem forte valorização sobre o preço atual das ações da companhia (R$ 14,96 no fechamento de ontem, a notícia é marginalmente negativa para os ativos no curto prazo, dado a diluição da posição acionaria dos atuais acionistas com a emissão das ações preferências.  

}  Iguatemi - Segundo um comunicado enviado pela companhia ontem (06), após o fechamento dos mercados, a administradora de shoppings informou que fundo de investimentos "Fidelity Investments (FMR)" reduziu a sua participação no capital social da empresa de 10,59% para 5,52%, através da comercialização de 4.028.050 ações ordinárias. De acordo com as informações, o investimento do FMR não deverá alterar a estrutura administrativa do Iguatemi. Acreditamos que a notícia é marginalmente negativa para as ações da companhia.

 

}  Light - Em comunicado veiculado ontem (6) ao mercado, a Light irá propor em assembléia a seus debenturistas a emissão de R$ 425 milhões em novas debêntures, com o objetivo de pagar as notas promissórias emitidas em 19 de agosto de 2011. Os debenturistas também irão decidir sobre a futura captação de recursos de R$ 80 milhões pelo prazo mínimo de três anos. A notícia é de cunho informativo e não deve impactar sobre o preço dos ativos.

 

}  Lupatech  - A companhia anunciou ontem (06) através de um fato relevante, que o seu conselho de administração aprovou a venda da "Steelinject Injeção de Aços", empresa subsidiária da Forja Taurus, por meio de uma operação que totalizou R$ 14 milhões. De acordo com o comunicado, a operação, ainda em transição, dependerá da aprovação do BNDES, dos detentores dos bônus perpétuos da Lupatech e até mesmo da liberação do "Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE)". As informações são marginalmente positivas para as ações da Lupatech, embora o valor da transação represente apenas 1,16% da dívida publicada da empresa de R$ 1,2 bilhão em set/11.

 

}  Pão de Açúcar - Segundo nota publicada no jornal "Valor Econômico", o Grupo Pão de Açúcar inaugurou ontem (06) 8 lojas do formato "Minimercado Extra", modelo este que faz parte do projeto de reformulação das lojas da rede "Extra Fácil". A conclusão da conversão da rede de lojas "Extra Fácil" neste novo modelo está prevista para ocorrer no primeiro semestre de 2012. A notícia é de cunho informativo, não devendo impactar sobre as ações da empresa.

 

}  Setor Aéreo - Após um ano caracterizado por promoções e tarifas baixas, o setor aéreo se prepara para um período de tarifas elevadas e crescimento moderado. Em reportagem divulgada pela Folha de São Paulo, foi destacado que a recuperação nos preços das passagens e a retração da atividade econômica no país já afeta a expansão do setor, registrando aumento de 8,8% em outubro, ritmo abaixo do aumento de 20% observado em meses anteriores. Diante desse cenário de queda na demanda, as empresas estão controlando de maneira mais rígida o aumento da oferta, com a TAM diminuindo a projeção de compra de novos aviões e a GOL adiando o recebimento de aeronaves. Além disso, a elevação nas tarifas está relacionada ao aumento no preço do combustível, principal componente dos custos das companhias aéreas e que acumula uma alta de 33% e 2011. A notícia é marginalmente negativa para os ativos do setor.

 

}  Setor de Alimentos - De acordo com um artigo publicado hoje (07) pelo jornal "Valor Econômico", a Abima, instituição que reúne empresas do setor de massas, informou que os impactos da isenção do PIS/Cofins de 9,75% para as fabricantes de massas anunciadas dentro do pacote de medidas propostas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, não deverá elevar as vendas de macarrão e lasanhas na indústria e varejo até junho/12. Segundo a associação, as vendas da categoria que já se encontram estagnadas em 1,2 milhões de toneladas por ano não deverão apresentar descontos significativos devido à isenção fiscal para o consumidor final, de modo que o preço não alavanque as vendas no próximo ano. As informações são marginalmente negativas para as ações do setor, em especial a M. Dias Branco.

 

}  Setor Financeiro - Em nota enviado ao mercado, a Standard & Poor´s Rating  Services revisou os ratings de 31 instituições financeiras latino-americanas. Segundo a notícia, foram elevados os ratings do Banco Daycoval (BB para BB+ na escala global e de brAA- para brAA na escala nacional) e do Banco Pine (BB-/B para BB+/B em escala global e de brA para brAA em escala nacional), além de outras instituições sem ações na bolsa (Banco Votorantim). A notícia é marginalmente positiva para os papéis dos bancos em questão.

 

}  Setor de Tabaco - Segundo notícia veiculada hoje (07) no jornal "Valor Econômico", a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizou ontem (06) uma audiência pública para debater duas propostas que podem vir a aumentar as restrições sobre os produtos derivados de tabaco. Uma das propostas visa limitar a propaganda dos produtos, enquanto a outra veta a adição de aromatizantes em cigarros. As sugestões e posições apresentadas no debate serão encaminhadas aos diretores da Anvisa, que munidos de estudos sobre o impacto das mudanças, deveram decidir se irão impor as medidas ou não. A notícia é de cunho informativo, não devendo impactar sobre o preço dos ativos, dado que nada foi definido até o presente momento.

 

}  Vale - Conforme já havia sendo noticiado pela mídia, a China Steel, maior siderúrgica de Taiwan, informou que a Vale concordou em reduzir de 20% a 25% o preço de venda do minério para entrega no 4° trimestre. As bases de reajuste seguiram o modelo descrito pelo presidente da companhia, Murilo Ferreira, em setembro, onde o preço final pago pelas siderúrgicas será composto pela estimativa futura para a commodity, tendo um ajuste no final do trimestre em função da comparação com os preços praticados no mercado spot no período- podendo este ser positivo ou negativo para a mineradora. A notícia é apenas a concretização do movimento esperado pelo mercado - não apresenta novidades sobre o que foi apresentado em setembro por Ferreira e o reajuste esta em linha com as expectativas - não devendo ter maiores impactos sobre o preço dos ativos da companhia.

 

}  Vivo - De acordo com o jornal "Valor Econômico", a marca Telefonica sairá de cena em abril para a companhia adotar a marca Vivo em todos os serviços oferecidos no país. A troca será o estágio final de um processo que iniciou-se ano passado, quando a Telefônica adquiriu parte da Portugal Telecom na Vivo. O objetivo do grupo espanhol é que a integração gere sinergias, através da redução de despesas e da geração de novas receitas, a partir da oferta combinada de serviços. A notícia é marginalmente positiva para as ações da companhia.

 

 

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