terça-feira, 6 de setembro de 2011

[Ceoinvest] Bom dia! Segue nosso informativo do dia 6 de Setembro.

 

Mercados no Mundo

 

Mercados Ontem

 

O composto europeu Stoxx 600 encerrou o dia com baixa de 4,14%, aos 223,45 pontos, influenciado pelos crescentes temores quanto a uma desaceleração das economias da zona do euro, e pelas especulações sobre um possível rebaixamento da Itália. Além disso, a derrota do partido da chanceler alemã, Angela Merkel, nas eleições regionais, e a ação judicial da Agência Federal de Financiamento à Habitação dos EUA (FHFA) contra diversas instituições financeiras internacionais, na sexta-feira (02), reforçaram as perdas nas bolsas locais.

 

As bolsas americanas não operaram no pregão dessa segunda-feira (05/09) devido ao feriado do Dia do Trabalho no país.

 

Mercados Hoje

 

Após um dia de fortes perdas na Europa ontem (05), onde o composto encerrou o dia em queda de mais de 4%, com algumas bolsas tendo o pior desempenho desde 2009, hoje (06) o desempenho dos mercados é de leve recuperação, com os investidores aguardando a divulgação do ISM de serviços do mês passado nos EUA, aguardando para verificar se mais este dado norte-americano apontará que as chances do país entrar em nova recessão vêm crescendo.

 

Assim, o composto europeu operava em leve alta de 0,1%, liderado pelo índice londrino que avançava mais de 1,4%. Já os futuros do S&P, que aguardam a reabertura dos mercados em Nova York após o feriado do Dia do Trabalho ontem, apontam para uma abertura em queda, recuando por volta de 1,5%, após ter caído mais de 2,8% durante a madrugada. O franco suíço tem a maior queda já registrada contra o euro, após o BC do país anunciar um limite mínimo de 1,2 franco por euro para a negociação da moeda, e que a instituição comprará a moeda europeia ilimitadamente se preciso, para defender as empresas exportadoras do país.  

 

Investidores atentos a diversas discussões. Hoje na Europa, ministros da Alemanha, Finlândia e Holanda se reúnem para discutir o uso de colateral em pacotes de apoio à Grécia, que desde o início da crise de déficit europeia não deu trégua aos investidores. Além dessa discussão, na Itália, o senado começa as conversas sobre medidas de austeridade propostas ao país por Berlusconi, em meio a ameaças de uma greve geral da população amanhã. E os parlamentos da França e da Itália analisam hoje mudanças na EFSF, Linha de Estabilidade Financeira Europeia.

 

Na agenda de divulgação europeia, na Alemanha foram divulgados os pedidos de fábrica de julho, que ficou em alta de 8,7% em julho na comparação anual, contra esperado de alta em 9,8%. Na comparação mensal, o esperado era de queda em 1,5%, porém ficou em queda de 2,8%. O PIB da zona do euro ficou em alta de 0,2% na comparação trimestral, em linha com as estimativas do mercado, na comparação anual o PIB da região ficou em alta de 1,6% contra esperado de alta pelo mercado em 1,7%. 

 

Fechamento Ásia

 

Após um início de semana bastante negativo, com todos os principais índices asiáticos caindo, hoje (06) os mercados continuaram reagindo mal às recentes notícias e expectativas econômicas nos EUA e na Europa, porém em queda menor do que a registrada ontem (05). Um dos grandes receios dos investidores, além dos EUA entrarem em uma nova recessão, é a do agravamento da crise de déficit europeia, arrastando consigo os maiores bancos da região. Assim, as principais bolsas da região tiveram fechamentos divergentes, porém o composto asiático encerrou o dia em queda de 1,31%, após um recuo de 2,63% ontem.

 

Destaques Agenda

 

Após feriado do Dia do Trabalho nos EUA ontem, hoje o destaque da agenda por lá fica com o ISM de serviços de agosto, com esperado em 51,0 contra 52,7 em julho. Amanhã conheceremos as solicitações de empréstimos hipotecários, oferta de empregos e livro bege. Na quinta-feira os destaques ficam com a balança comercial de julho, novos pedidos de seguro desemprego, seguro desemprego e crédito ao consumidor. E para fechar a semana na sexta-feira conheceremos o crédito ao consumidor.

 

Na agenda local já foi divulgado o IGP-DI de agosto, que ficou em alta de 0,61% contra esperado de alta em 0,54%. Mais tarde conheceremos o IPCA do mês passado, com esperado de alta em 0,36% na comparação mensal, e na taxa anualizada o esperado fica em 7,20%. E às 11h será divulgada pela CNI a utilização da capacidade instalada de julho, com esperado em 82,0%. Na quinta-feira os destaques ficam para o IPC-S até do dia 02 de setembro, será também divulgado a ata da ultima decisão do COPOM, aonde foi inesperadamente cortada em 0,5 pp a taxa de juros, e o último destaque do dia fica para os dados da Anfavea de produção e vendas de veículos. E para fechar a semana na sexta-feira será divulgada a primeira prévia do IGP-M de setembro.

 

Brasil

 

Mercados Ontem

 

O Ibovespa terminou o pregão com baixa de 2,71 %, aos 54.998 pontos, com máxima de 56.520 pontos e mínima de 54.817 pontos, registrando um fraco giro financeiro de R$ 3,30 bilhões.

Em um pregão marcado pela fraca agenda doméstica e recesso nos mercados americanos, a bolsa brasileira acompanhou o pessimismo dos mercados internacionais e terminou a sessão com desvalorização. A divulgação do aumento da expectativa de inflação trazida pelo relatório focus para 2011 e 2012, juntamente com a queda nos índices de atividade industrial no mês de julho dos países da zona do euro e das expectativas quanto ao pronunciamento do presidente americano, Barack Obama, sobre novas medidas voltadas para estimular o mercado de trabalho norte-americano aguardado para quinta-feira, afetaram o ânimo dos investidores levando o Ibovespa para o campo negativo.

 

As principais blue chips brasileiras fecharam em baixa, acompanhando a queda das commodities nos mercados internacionais. As ações ON e PN da Petrobrás apresentaram uma desvalorização de 2,31% e 1,66 % respectivamente, enquanto os papéis ON e PNA da Vale, encerraram a sessão com perdas de 2,27 % e 1,,66%, respectivamente.

 

Fluxo Bovespa

 

Os investidores estrangeiros ingressaram no primeiro dia do mês de setembro, quinta-feira, R$ 571,81 milhões na Bovespa, quando o índice fechou em alta de 2,87%. Já no acumulado do ano, após este ingresso, os investimentos estrangeiros voltaram ao terreno positivo, com superávit de R$ 461,34 milhões no início deste mês. Já os investidores Pessoa Física voltaram a retirar recursos na Bovespa. No dia 01 de setembro retiraram R$ 618,41 milhões na Bovespa. No acumulado do ano, o saldo de pessoa física atingiu déficit de 5.853 bilhões.

 

Mercados Hoje

 

Mercado local deverá reagir mais aos mercados europeus do que os norte-americanos, já que esses ajustarão às quedas de ontem (05), já que estavam fechados devido ao feriado do Dia do Trabalho por lá. Um dos principais pontos de atenção hoje é com a agenda dos EUA, que tem como destaque o ISM de serviços, além das discussões no senado italiano sobre as medidas de austeridade propostas ao país, o uso de colaterais nos empréstimos gregos e mudanças na EFSF

 

}  Abril Educação - Segundo uma notícia publicada no jornal "Valor Econômico", a empresa de educação informou que deverá lançar uma plataforma voltada para o ensino de idioma em parceria com a "Livemocha, site americano voltado para aprendizado de idiomas, nos próximos meses. Após a aquisição de 6% do capital social da empresa americana em julho/11 por US$ 2 milhões, a Abril Educação divulgou que irá atuar em escolas e empresas brasileiras com a nova ferramenta a fim de suprir as necessidades de ensino de idioma trazido pela Copa do Mundo (2014) e Jogos Olímpicos (2016) no país. A notícia é marginalmente positiva para as ações da companhia.

 

}  AES Tietê - De acordo com o jornal "Valor Econômico", o grupo AES, proprietário da AES Tietê e da AES Eletropaulo, pretende construir uma usina termelétrica em São Paulo por R$ 1,1 bilhão. A construção é uma resposta ao acordo firmado com o governo na época da privatização, na qual a companhia se comprometeu a ampliar o parque gerador em 15%, que corresponde a 400 megawatts. Segundo o presidente da AES do Brasil, Britaldo Soares, a térmica possuirá 500 megawatts de capacidade, superando a meta estipulada, e disponibilizará a energia em 2016, caso vença o leilão A-5 em dezembro. O presidente também afirmou que o grupo analisa outras oportunidades de investimentos em geração, como eólicas e hidrelétricas. A notícia é marginalmente positiva para os papéis da companhia, dado que em 18/7/2011, o governo do Estado cogitou oficialmente em aplicar multa pelo não cumprimento do investimento, que poderia levar até ao cancelamento do contrato de privatização.

 

}  Pão de açúcar - A companhia divulgou ontem (05/09) após o fechamento do mercado, a conclusão do processo de conversão das bandeiras "Compre-Bem" e "Sendas" para "Extra" e "Pão de Açúcar" situadas em 221 lojas localizadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Ceará. Em relação aos investimentos utilizados para a modernização das lojas e a conversão das bandeiras, a estratégia adotada pela empresa faz parte de seu plano de investimentos anunciado há 18 meses de aproximadamente R$ 230 milhões, destinados para a remodelação nas seções de produtos de cada bandeira (ex: frutas, congelados e carnes), além da adequação do processo de conversão das marcas. A notícia é marginalmente positiva para as ações do Pão de Açúcar, porém acreditamos que as informações já se encontram devidamente precificadas nos papéis da companhia.

 

}  Setor Financeiro - De acordo com um levantamento realizado pela "SPC Brasil" (Serviço de Proteção ao Crédito) do qual o jornal "Valor Econômico" obteve acesso, o índice de inadimplência do consumidor registrou um aumento anual de 6,37% em agosto, enquanto que no acumulado de 2011, o índice de inadimplência registrou um crescimento acumulado de 5,14%. Segundo o mesmo relatório, em relação às vendas a prazo no Brasil, a comercialização dos produtos por meio dessa via de negociação cresceu 6,36% em agosto se comparado com mês de julho, alcançando um aumento de 5,72% no acumulado do ano. A notícia é marginalmente negativa para as empresas do segmento de capital aberto.

 

}  Setor de Telecomunicações - Segundo o jornal "Valor Econômico", o mercado de telecomunicações encerrou o primeiro semestre com 18,3 milhões de novos acessos, expansão de 15,8% com relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 247,7 milhões de clientes. As informações são da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil) e são de cunho informativo.

 

}  Telefonica - Em notícia veiculada ao jornal "Valor Econômico", a Telefônica, controladora da Telesp, anunciou ontem (5) uma reorganização estrutural da companhia, com a criação da Telefonica Digital e a diminuição da importância do mercado espanhol. A nova unidade de negócios, Telefonica Digital, pretende focar em serviços de tecnologia e no mercado digital, como serviços de vídeo, entretenimento, comunicação máquina a máquina e aplicações móveis em saúde, finanças e publicidade, além de promover a inovação, englobando também o portal Terra (provedor de Internet), a rede social Tuenti, a Media Networks e as áreas de novos negócios e de pesquisa e desenvolvimento. Além disso, a Telefónica da Espanha será absorvida pela Telefónica Europa, deixando de existir como unidade independente, e a América Latina, unidade que ganhou relevância nos últimos anos, dividirá a atenção do grupo com a Europa. A notícia é de cunho informativo e não deve impactar nos ativos da companhia no Brasil, contudo, iremos acompanhar a reestruturação para maiores informações.

 

}  Vale - De acordo com matéria apurada pelo Jornal O Estado de S.Paulo, a Vale estaria mudando sua estratégia com relação aos investimentos em frota naval; a companhia agora considera a venda ou arrendamento dos 19 supercargueiros encomendados pela antiga gestão, dentro de um pacote de investimentos de US$ 2,348 bilhões para o segmento. De acordo com fontes, com a saída de Roger Agnelli, que encomendou a frota com o objetivo de garantir competitividade da empresa no transporte do minério de ferro, a diretoria da companhia adotou a visão de que a mesma só precisa garantir que o custo do frete não dispare (não deseja atuar no segmento de transporte marítimo) e, portanto, só necessita de parceiros que assumam os investimentos e garantam a estabilidade de preços com contratos de longo prazo. A preocupação da companhia se deve a uma possível disparada no preço do frete, como a que ocorreu em 2008, onde o frete médio foi superior a US$ 50 por tonelada, chegando a US$ 105 no pico (em 2011 o preço médio do frete ficou abaixo dos US$ 30). Ainda não está claro se a Vale receberá sanções/multas dos fabricantes dos cargueiros por estarem negociando os mesmos antes da entrega, que será realizada em 2013. Há fontes que ponderam questões políticas e até especulam que a estatal chinesa Cosco estaria envolvida no processo. A notícia, caso se concretize (que a Vale consiga vender os navios sem multa e ainda garantir um contrato de longo prazo), é positiva para as ações da companhia dado que o caixa será inflado e as margens deste business são inferiores as margens operacionais da companhia.  

 

 

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