Mercados no Mundo
Mercados Ontem
O composto europeu Stoxx 600 fechou o dia em alta de 1,77%, aos 269,56 pontos, impulsionado pelos dados animadores das economias da Alemanha e dos EUA e pelo desfecho positivo da reunião do Eurogrupo. A divulgação de bons números das vendas do varejo em fevereiro nos Estados Unidos e do índice de confiança da economia alemã (ZEW) foram os principais fatores que sustentaram o bom desempenho do dia. Além disso, a reunião dos Ministros de Finanças da zona do euro, que decidiu pela liberação do segundo de pacote de ajuda a Grécia, também colaborou para a força da ponta compradora.
As bolsas norte-americanas encerraram em alta, impulsionadas pelos dados positivos da Europa e principalmente pelos dados melhores do que o esperado das vendas do varejo. Além disso, a divulgação da decisão do Fomc, na qual o FED anunciou a manutenção da taxa de juros em 0,25% e reconheceu que a economia do país esta melhorando reforçaram a alta durante a tarde. O anúncio realizado pelo JP Morgan, informando que irá elevar seus dividendos e que autorizou um programa de recompra de ações no valor de US$ 15 bilhões trouxe otimismo em relação ao setor financeiro dos EUA.
Mercados Hoje
Mercados europeus e futuros norte-americanos avançando, ainda na onda dos movimentos e declarações do FED ontem (13). Os futuros do S&P avançavam 0,18%, enquanto o composto europeu avançava 0,83%, muito influenciado pelo setor financeiro, que liderava as altas, avançando 2,36%.
Em dia de agenda fraca nos EUA e na Europa, e poucos eventos macroeconômicos, os mercados ainda "surfam" a onda positiva disparada pelo FED ontem, que declarou observar uma melhora nas perspectivas econômicas mundiais, e que a pressão em cima da economia global se reduziu, e ainda vê uma melhora no mercado de trabalho norte-americano. Essa série de fatores contribui para o avanço do mercado e sustentação das altas nos principais índices europeus e nos futuros norte-americanos.
Além das declarações do FED sobre a economia, sua evolução nos últimos meses, e também estar mais otimista com o mercado de trabalho norte-americano, o BC americano ampliou a sua confiança no sistema bancário do país, após declarar que 15 dos 19 maiores bancos podem manter níveis adequados de capital mesmo em um eventual cenário de recessão no país, ampliando as expectativas positivas sobre a economia global.
As commodities, em sua maioria operam em queda ou leve realização, as declarações do premiê chinês, Wen Jiabao, não ajudaram nas expectativas de que o país realize um alívio monetário para incentivar a economia, e com isso o cobre recuava por volta de 0,9%. O petróleo operava próximo à estabilidade em queda de 0,08% a US$ 106,61 por barril. O euro operava próximo a estabilidade, em alta de 0,01%, aos US$ 1,3086.
Fechamento Ásia
Principais mercados asiáticos apresentaram uma sessão mista hoje, enquanto a maioria dos índices avançou, os índices chineses recuaram, após as declarações do premiê chinês, Wen Jiabao, de que os imóveis estão longe de um patamar razoável, e que relaxar o controle dos imóveis poderia levar ao "caos". Assim, o maior recuo do índice Xangai em três meses, de 2,63%, impactou o desempenho do composto asiático, que ainda assim subiu 0,49%. O índice Nikkei fechou o dia em alta de 1,53%, alta motivada pelas declarações do FED de que a pressão no mercado global se amenizou e que o mercado de trabalho norte-americano está ganhando força, reforçando ainda pontos positivos sobre o setor financeiro.
Destaques Agenda
Hoje na agenda norte-americana, em dia de agenda pouco relevante, já tivemos a divulgação das solicitações de empréstimos hipotecários da semana passada pela MBA, que apresentou queda de 2,4% em relação à semana anterior. Às 09h30 teremos a divulgação do índice de preços de importação, com o mercado estimando uma elevação de 0,6% na comparação mensal e 5,8% na comparação anual. No mesmo horário também teremos a divulgação do saldo em conta corrente, com o mercado estimando um déficit de US$ 115,0 bilhões no saldo em conta corrente. Mias tarde, às 11h30 teremos a divulgação dos estoques de petróleo, com o mercado estimando uma elevação nos estoques de 1,6 milhões de barris. Amanhã (15), os destaques ficam para os dados de inflação ao produtor no mês de fevereiro (PPI), novos pedidos de seguro desemprego e para o FED da Filadélfia. Na sexta-feira (16) teremos a divulgação dos índices de inflação ao consumidor do mês de fevereiro (CPI),da produção industrial do mês de fevereiro e do índice de confiança da universidade de Michigan.
Na agenda local de hoje teremos apenas a divulgação do fluxo cambial semanal da semana passada, às 12h30. Amanhã (15) teremos a divulgação do IGP-10 de março pela FGV e também da ata da última reunião do COPOM. Na sexta feira (15) a FGV divulga o IPC-S da primeira quinzena de março.
Brasil
Mercados Ontem
O Ibovespa encerrou o pregão em alta de 3,03%, aos 68.394 pontos, com máxima aos 68.419 pontos e mínima aos 66.385 pontos, totalizando um giro financeiro de R$ 8,135 bilhões.
A bolsa brasileira, em dia de agenda econômica fraca, seguiu a movimentação das bolsas estrangeiras, acompanhando o otimismo gerado pelos dados positivos do varejo norte-americano e pelo índice de confiança da economia alemã, que vieram melhores do que o esperado pelo mercado. O movimento de alta foi reforçado após o anúncio do FED de manutenção da taxa básica de juros e pelo maior otimismo por parte da autoridade monetária norte-americana.
As principais blue chips brasileiras fecharam em alta, assim como as principais commodities negociadas no mercado internacional, com destaque aos metais básicos e ao petróleo. Os papéis ON e PN da Petrobrás avançaram 3,93% e 4,26%, respectivamente, e as ações ON e PNA da Vale subiram 5,12% e 5,37%.
Fluxo Bovespa
Os Investidores pessoa física retiraram no dia 9 de Março, sexta-feira, R$ 71,49 milhões na Bovespa. No mês de Março, os investidores pessoa física já retiraram R$ 352,86 milhões na Bovespa.
Já os investidores institucionais retiraram R$ 405,10 milhões na Bovespa no dia 9 de Março. Durante o mês de Março, os investidores institucionais retiraram R$ 478,86 milhões na bolsa brasileira.
Os Investidores estrangeiros ingressaram R$ 507,18 milhões na Bovespa no dia 9 de Março. No acumulado do mês de Março, os investidores estrangeiros ingressaram R$ 436,86 milhões na BM&F Bovespa.
Mercados Hoje
Mercado local deverá seguir os mercados globais, que ainda operam na esteira positiva das declarações do FED em relação à economia norte-americana, global e também em relação ao sistema financeiro norte-americano, já que diversos bancos do país tiveram um bom desempenho no teste de stress recentemente aplicado. Após as altas de ontem, em dia de agenda fraca nos EUA e também na Europa, algumas realizações podem ocorrer.
} Usiminas (USIM3/USIM5) Segundo o jornal "O Estado de São Paulo", a Usiminas pode se desfazer das unidades Mecânica (11,8% da receita) e Automotiva (2,9% do faturamento), reforçando o caixa em R$ 2,5 bilhões. O assunto já vinha sendo discutido durante a gestão do ex-presidente da companhia, Wilson Brumer, entretanto, uma fonte próxima da companhia informou que a conclusão do negócio pode ser realizada em breve. A venda de ativos é vista como positiva, pois impulsiona os planos de investimento da companhia, em especial, no segmento de mineração.
Resultados
} Brookfield (BISA3) - A construtora divulgou seu resultado operacional do 4T11 nesta terça-feira (13) após o fechamento do mercado, que em linhas gerais vieram marginalmente abaixo das expectativas do mercado. Segundo a companhia os lançamentos no trimestre atingiram R$ 1,80 bilhão, apresentando um aumento de 62% frente ao mesmo período do ano anterior e 97,6% maior que o divulgado durante o 3T11, totalizando um volume acumulado em 2011 de R$ 3,9 bilhões, valor 31,8% acima do atingido pela construtora no ano de 2010. Do ponto de vista da diversificação geográfica da companhia, na comparação com os períodos anteriores os lançamentos sofreram um aumento nos estados de Rio de Janeiro, Centro Oeste e SP, sendo este último a região com a maior expansão, registrando um volume 134% maior pela base trimestral e 220% em relação ao 4T10. Em relação às vendas contratadas, a Brookfield atingiu o montante de R$ 1,33 bilhão, valor 35,6% acima pela comparação anual e registrando um valor praticamente estável em relação ao 3T11, permitindo a incorporadora ultrapassar o ponto máximo do guidance de vendas (R$ 3,8 bilhões a R$ 4,2 bilhões) em 2011, com crescimento de 21,1% no volume em relação ao acumulado comercializado em 2010. Ao que se refere à receita líquida, a Brookfield atingiu R$ 917,8 milhões, demonstrando um recuo de 23,39% sobre o mesmo período do ano passado, 7,74% abaixo do trimestre anterior, demonstrando um faturamento em linha com as estimativas do mercado. O aumento do número de projetos entregues, do quais passaram de 7 empreendimentos no 3T11 para 19 no 4T11, principalmente destinados ao segmento econômico e média baixa, reduziu o preço médio dos empreendimentos entregues no trimestre, totalizando cerca de R$ 304/m², uma retração de 83,8% frente ao trimestre anterior 12,4% menor que o 4T10, afetando o reconhecimento da receita no período. Já sobre o EBITDA, atingiu R$ 179,8 milhões no 4T11, valor 22,4% inferior ao 4T10 e 28,6% menor se comparado ao 3T11, porém registrando um valor 1% acima das estimativas do mercado. Em relação à comparação trimestral e anual, a queda de 33,2% e 48,4% respectivamente nas despesas gerais da Brookfield após a implementação de políticas de redução de custos e implementação de novas estratégias associadas ao processo de aprovação e contratação dos empréstimos do SFH (Sistema Financeiro Habitacional), foram compensadas pela forte redução da receita líquida da construtora no período, provocando uma queda do EBITDA em ambas as comparações. Sobre o lucro líquido divulgado, a companhia registrou no 4T11 um total de R$ 75,1 milhões, demonstrando uma queda de 11,4% pela comparação anual e 30,46% pela comparação trimestral, frustrando fortemente as estimativas do mercado em 18,90%. O destaque negativo ficou para o aumento do endividamento líquido da companhia, que encerrou o 4T11 com um índice "Dívida Líquida/PL" de 76% valor 32,2 p.p acima do quarto trimestre de 2010, juntamente com a elevação de 2,9x no consumo de caixa frente ao 4T10 e de 40% em relação ao 3T11.
} Eletropaulo - (ELPL4) A companhia divulgou ontem (13), seus números referentes ao 4 trimestre de 2011, que em linhas gerais vieram marginalmente acima das expectativas do mercado, devido a alienação da AES Atimus para a TIM no 4T11.
} A receita líquida totalizou R$ 2,464 bilhões, queda de 7% com relação ao ano anterior, 3,6% abaixo do trimestre passado e 3% abaixo das expectativas do mercado, que totalizaram R$ 2,542 bilhões.
A redução da receita na comparação anual se deve a redução de 41,9% da linha "outros" (10.4% da receita), ocasionado pela i) redução da receita de construção, devido ao menor Capex no 4T11 (sem impacto no fluxo de caixa), ii) menor de receita de energia de curto prazo e iii) redução de R$ 42,9 milhões em PIS/COFINS não faturados, relacionados ao 4T10. Entretanto, o faturamento originado do core business da companhia (receita de fornecimento de energia 89,6% do faturamento) apresentou crescimento de 4,3% A/A, impulsionado pelo bom desempenho das classes residencial e comercial.
Já o EBITDA foi de R$ 1,131 bilhão, robusto crescimento com relação ao ano e trimestre passado, devido ao impacto não recorrente de R$ 703,7 milhões da venda da AES Atimus para a TIM , parcialmente compensado pela despesas de eventos não recorrentes relacionados a causas trabalhistas (R$ 86 milhões) e aumento das despesas com material (R$ 11 milhões).
E o lucro líquido foi de R$ 495 milhões, também apresentando um sólido crescimento devido ao recebimento de R$ 707 milhões da alienação da AES Atimus para a TIM no 4T11 e parcialmente compensado pelas despesa financeira líquida de R$ 21,8 milhões, frente a uma receita financeira líquida de R$ 31 milhões no 4T10, ocasionado pela variação cambial.
Com relação aos indicadores de qualidade, a companhia informou que os indicadores DEC e FEC apresentaram redução de 2,3% e aumento de 0,4%, respectivamente, nas bases anuais. Desta forma, o DEC totalizou 10,36 horas (acima do teto da Aneel de 8,68 horas) e o FEC, 5,45x (abaixo do limite de 6,93x). A companhia comunicou que pretende distribuir proventos na ordem de R$ 3,49 por ação ON (R$ 0,41 de JSCP e R$ 3,08 de dividendos) e R$ 3,84 por ação PN (R$ 0,45 de JSCP e R$ 3,39 de dividendos), a serem pagos no dia 15 de maio de 2012 (10,2% para ação PN totalizando um dividend yield de 15,8% em 2011, reduzido pela queda do payout para 50% no 4T11.
Em linhas gerais, o resultado veio ligeiramente acima das expectativas do mercado, devendo ter um impacto marginalmente positivo sobre os ativos da companhia. Aguardaremos o conference call a ser realizado hoje (14) para maiores informações.
} Eztec (EZTC3) - A construtora divulgou ontem (13), após o fechamento do mercado, seus resultados do 4T11, que basicamente vieram acima das expectativas do mercado. A receita líquida foi de R$ 213,2 milhões, alta de 36,4% em relação ao mesmo período do ano passado, 26% acima do trimestre anterior e superando as expectativas do mercado em 25,9%, que totalizavam R$ 169 milhões. A expansão de 33,7% no faturamento gerado pela vendas de imóveis e de 187,5% das receitas de locações pela comparação anual, impulsionaram a receita da construtora frente ao 4T10. Enquanto que pela comparação trimestral, o maior volume de vendas de unidades em estoque durante o 4T11 de empreendimentos construídos entre 2007 e 2010, somado ao crescimento de 23% nas vendas de imóveis e aumento de 16% nas receitas provenientes de prestações de serviços, contribuíram para a alta trimestral. Já o EBITDA apresentado ficou em R$ 88,4 milhões, valor 67% maior pela comparação anual e 31% acima frente ao trimestre anterior. Em relação ao lucro líquido, a Eztec reportou um resultado positivo de R$ 97,6 milhões, valor 55% maior que o divulgado no 4T10 e 27,8% acima do 3T11, registrando um volume 27,7% acima das expectativas do mercado. Ao que se refere aos lançamentos da incorporadora, a Eztec apresentou um crescimento de 49,1% no volume lançado frente ao mesmo período de 2010 e um valor 2,4x maior em relação ao 3T11, totalizando um valor geral de vendas acumulado de R$ 1,15 bilhão em 2011, valor que corresponde ao ponto médio do guidance de lançamentos (R$ 1,0 bilhão a R$ 1,2 bilhão) para o ano passado.O lançamento de apenas um empreendimento de alto-padrão durante o 3T11 na zona norte de SP, do qual já se encontra 36% vendido, em contraparte o lançamento de 5 novos prédios residenciais durante o 4T11 colaborou para a forte alta trimestral no ritmo de lançamentos da Eztec no período. Em relação ao preço médio das unidades lançadas, a construtora obteve um preço 3,1% menor que o registrado no 4T10 ocasionado pela participação do projeto "Vidabella 6 a 10" pertencente ao segmento econômico .Sobre o ritmo de vendas contratadas da companhia, a construtora atingiu R$ 249,2 milhões durante o 4T11, demonstrando um forte crescimento de 23,2% frente ao 3T10 e um acréscimo de 54,1% em relação ao trimestre anterior, impactado positivamente pelo crescimento das vendas de média renda. O destaque positivo ficou para o registro de uma margem bruta de 50,5% em 2011, valor 10,5% acima do guidance estabelecido para o ano de 2011, além de uma margem líquida de 44,2% em 2011, valor 14,2% maior que o projetado para o ano passado.



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