Instabilidade na Itália volta a golpear os mercados globais
O dólar operava em alta de 1,22% em relação ao real nesta manhã, cotado a R$ 1,7590 na compra e R$ 1,7610 na venda
O sinal é negativo nas principais bolsas da Europa e nos índices futuros de Wall Street nesta quarta-feira (9/11).
A confirmação de que Silvio Berlusconi, primeiro-ministro italiano, deixará o cargo até o final do mês não foi suficiente para apaziguar os ânimos dos investidores.
As taxas de juros da dívida italiana a 10 anos batiam 7% nesta manhã, caracterizando um novo recorde e tornando cada vez mais difícil o financiamento das obrigações do país.
Berlusconi renunciará assim que o Parlamento aprovar as medidas econômicas prometidas à União Europeia (UE) para evitar o contágio da crise.
Na Itália, o FTSE Mib Index perdia 3,75%, aos 15.077,20 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX, caía 1,95%, para 5.845,15 pontos.
Em Paris, o índice CAC-40 depreciava 2,07%, a 3.078,33 pontos. E, em Londres, o índice FTSE 100 recuava 1,53%, a 5.482,33 pontos.
Dados econômicos favoráveis na China faziam o contraponto. A inflação no país arrefeceu para 5,5% em outubro, ante o mesmo mês do ano passado, atingindo a menor taxa desde maio deste ano. No mês anterior, o índice de preços ao consumidor alcançou 6,1%.
Já o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) teve queda de 0,7% em outubro, comparado a setembro; enquanto as vendas no varejo subiram 17,2% na mesma base de comparação.
Os mercados asiáticos receberam bem os indicadores e as bolsas de Tóquio e Xangai marcaram valorização de 1,15% e 0,84%, respectivamente.
Nos Estados Unidos, os futuros do S&P 500 e Nasdaq caíam 2,13% e 1,94%, nesta ordem. Na agenda de indicadores, investidores acompanham dados de vendas e estoques no atacado e reservas de petróleo.
Cena doméstica
Na véspera, a bolsa brasileira encerrou o pregão com queda de 0,28%, aos 59.026 pontos.
No mercado de câmbio, o dólar operava em alta de 1,22% em relação ao real nesta manhã, cotado a R$ 1,7590 na compra e R$ 1,7610 na venda.
Autora: Michele Rueda / Brasil econômico
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