segunda-feira, 7 de novembro de 2011

[Ceoinvest] Bom dia! Segue nosso informativo do dia 7/11

 

Mercados no Mundo

 

Mercados Ontem (Sexta-Feira - 04-11-2011)

 

O composto europeu Stoxx 600 encerrou em queda de 1,01%, aos 239,76 pontos, influenciado pelo encontro das nações do G-20 que terminou sem definir como o FMI deve ajudar a combater à crise europeia e sem o apoio de nenhum dos seus membros à Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF). Além disso, o primeiro-ministro grego, George Papandreou, deve enfrentar um voto de confiança do governo durante a noite de hoje (04), contribuindo para o aumento das preocupações dos investidores.

 

As bolsas norte-americanas terminaram o dia em baixa, influenciadas pelos temores dos investidores quanto à falta de apoio do G-20 aos países europeus e pela deliberação do voto de confiança do governo grego ao atual primeiro-ministro, George Papandreou, elevando as incertezas dos investidores. Na agenda econômica local foram divulgados os dados do payroll, que veio pior do que o esperado pelo mercado. No entanto, ambos contribuíram para a postura mais conservadora adotada pelos investidores.

 

Mercados Hoje

 

Após mais uma semana negativa, hoje o tom pessimista continua, com os investidores ainda receosos com o desenrolar da crise de déficit europeia. Durante o final de semana, na Grécia, o primeiro-ministro, George Papandreou, renunciou ao cargo após muitas pressões da UE, e uma nova coalizão foi formada. Essa terá a missão de implementar novas medidas de austeridade, com finalidade de garantir que o país continue recebendo ajuda financeira europeia, continuando na zona do euro evitando assim um calote desordenado.

 

Porém, mesmo com a boa notícia da Grécia, com a situação e a oposição se unindo para evitar o pior, as atenções se voltaram para a crise de déficit italiana. Amanhã (08) a Câmara Baixa do Parlamento do país deverá votar as medidas orçamentárias, e caso essas medidas não forem aprovadas, Berlusconi poderá mais uma vez passar por um voto de confiança, colocando em risco a habilidade política do país em lidar com a crise de déficit. Assim, o composto europeu recuava 1,3% e os futuros do S&P operavam em queda de 1,0%.

 

No campo das divulgações econômicas, na Zona do Euro foram divulgadas as vendas no varejo de setembro, que ficaram em queda de 0,7% na comparação mensal, abaixo do esperado de queda em 0,1%. Na comparação anual o índice mostrou recuo de 1,5% contra esperado pelo mercado de queda em 0,5%. Na Alemanha foi divulgada a produção industrial de setembro, que ficou em queda de 2,7% contra esperado de queda em 0,9% na comparação mensal, na comparação anual o índice avançou 5,4% contra esperado pelo mercado de alta em 7,2%.

Fechamento Ásia

 

Início de semana com os mercados negativos. O composto da região recuou 0,45%, acompanhando os mercados da sexta-feira (04). No Japão, a bolsa encerrou em queda de 0,4%, com o cenário corporativo deixando investidores apreensivos, já que diversas empresas divulgaram balanços decepcionantes, além de projeções pessimistas de resultados futuros. Na China as ações caíram com as especulações de que não haverá alívio monetário no país, mesmo com a desaceleração econômica em curso.  O pessimismo nos mercados asiáticos continuou mesmo após a divulgação de um acordo grego para formação um novo governo, após a renúncia do primeiro-ministro, George Papandreou, abrindo espaço para a aprovação das medidas de austeridade impostas ao país, para que recebam o novo plano de resgate proposto.

 

Destaques Agenda

 

Agenda norte-americana com apenas um destaque, às 18h será divulgado o crédito ao consumidor de setembro, com esperado em US$ 5,200 bilhões. Amanhã os destaques ficam o otimismo dos pequenos negócios, otimismo econômico e oferta de empregos. Na quarta-feira os destaques ficam com as solicitações de empréstimos hipotecários e estoques no atacado. Na quinta-feira a agenda é um pouco mais cheia com o índice de preços de importação, balança comercial, novos pedidos de seguro desemprego e orçamento mensal, e para fechar a semana na sexta-feira será divulgada a primeira leitura da confiança do consumidor medida pela Universidade de Michigan. 

 

Na agenda local os destaques ficam com o boletim Focus, com os detalhes na tabela ao lado, e também às 10h30 será divulgado a produção, vendas e exportação de veículos de outubro, mais tarde às 11h conheceremos os dados da balança comercial semanal até o dia 06 de novembro. Amanhã os destaques ficam com o IGP-DI de outubro IPC-S e utilização da capacidade instalada. Na quarta-feira será divulgado o IPC da FIPE e fluxo cambial da semana passada, na quinta-feira será divulgada a primeira prévia do IGP-M e vendas no varejo de setembro, e para fechar a semana na sexta-feira será divulgado o IPCA de outubro. 

 

Brasil

 

Mercados Ontem (Sexta-Feira - 04-11-2011)

 

O Ibovespa terminou o pregão dessa sexta-feira (04) em direção divergente à das principais bolsas internacionais, fechando em alta de 0,81%, aos 58.669 pontos, com máxima de 58.804 pontos e mínima de 57.547 pontos. O giro financeiro da sessão foi de R$ 5,28 bilhões.

 

A bolsa brasileira abriu com forte volatilidade, impactado pelo cenário externo. Porém, conseguiu reverter às perdas, impulsionada principalmente pela valorização das blue chips locais, Vale e Petrobrás, beneficiadas pelas especulações quanto a um possível afrouxamento monetário na China.

As principais blue chips brasileiras fecharam em alta, enquanto as principais commodities negociadas no mercado internacional, com exceção ao petróleo, recuaram. As ações ON e PN da Petrobrás avançaram 0,97% e 0,82%, respectivamente. Já os papéis ON e PNA da Vale em alta de 2,04% e 1,32%.

 

Fluxo Bovespa

 

Os investidores estrangeiros retiraram no primeiro dia do mês de novembro, terça-feira, R$ 98,95 milhões na Bovespa, quando o índice fechou em queda de 1,74%. No acumulado ano, os investimentos estrangeiros apresentam leve superávit de R$ 14,40 milhões. Já os investidores Pessoa Física ingressaram R$ 98,95 milhões na Bovespa no dia 01 de novembro. No acumulado do ano, o saldo de pessoas físicas apresenta déficit de R$ 6,643 bilhões.

 

Mercados Hoje

 

Mercado local deverá seguir os mercados internacionais que operam na expectativa com a votação alemã que ocorrerá amanhã, o tom de alívio vindo da Grécia ainda poderá influenciar positivamente os mercados caso os investidores entendam que o orçamento será aprovado amanha na Itália. Os receios de que a China não comece a aliviar a sua política monetária ajudaram a trazer mais peso sobre as ações do país, podendo também influenciar os negócios por aqui. 

 

}  Bic Banco - Em comunicado veiculado ao mercado, o Banco Industrial e Comercial S.A anunciou na sexta-feira (7), após o fechamento do mercado, o pagamento de dividendos intermediários no montante de R$ 5.000.000,00, totalizando R$ 0,020323218 por cada ação ON ou PN e considerando a  posição acionária do dia 7 de novembro. As ações serão negociadas na forma EX a partir do dia 8 de novembro e a data do pagamento será no dia 18 de novembro de 2011. A notícia é de cunho informativo.

 

}  Petrobrás - De acordo com uma entrevista concedida hoje (07) pelo presidente da estatal, Sérgio Gabrielli, a jornalistas no Japão, a Petrobrás deverá colocar a venda todos os ativos de sua refinaria localizada na ilha de Okinawa nos próximos meses como parte do plano de desinvestimentos adotado pela companhia anunciado em jul/11. Além disso, segundo uma notícia publicada pela Bloomberg, a Petrobrás assinou um acordo de US$ 490 milhões com a empresa de engenharia e construção "Skanska AB" referente à construção de uma usina termelétrica em Seropédica (RJ), da qual deverá ser terminada ao final de 2014. Acreditamos que a notícia seja marginalmente positiva para os papéis da Petrobrás.

 

Resultados

 

}  Hypermarcas - A companhia divulgou hoje (07) antes da abertura do pregão, seus números referentes ao 3° trimestre de 2011, que, em linhas gerais, vieram abaixo das expectativas do mercado. A receita líquida foi de R$ 908 milhões, crescimento de 10,3% em relação ao mesmo período do ano passado, 3,05 % abaixo do trimestre anterior, frustrando as expectativas do mercado em 9,08%, que totalizavam R$ 998,7 milhões. O aumento das vendas dos produtos das unidades de negócios "Farma" em 21,5% pela comparação anual, impactados pelo crescimento das vendas dos produtos dos segmentos de genéricos e OTC (medicamentos dos quais não são necessários recomendações médicas) frente ao 3T10, somado à expansão do market-share da Hypermarcas em 0,6 p.p, passando de 7,3% nos 9M10 para 7,9% nos 9M11, colaborou para o bom desempenho da companhia em relação ao mesmo trimestre de 2010. Já pela comparação trimestral, o decréscimo de 11,05% das vendas dos produtos ligados à unidade de negócios "Farma", do qual foi responsável por 48% da receita líquida da Hypermarcas durante o 3T11, colaborou para a queda do faturamento da companhia frente ao 3T11. Sobre o EBITDA divulgado, a companhia anunciou um montante de R$ 138 milhões, valor 24,3% menor do que o informado no mesmo período do ano passado, 37,4% abaixo do trimestre anterior, frustrando fortemente as expectativas do mercado em 29,9%, que somavam R$ 196,9 milhões. Por fim, a Hypermarcas anunciou um prejuízo líquido de R$ 190,5 milhões, revertendo o lucro de R$ 78,0 milhões no mesmo período de 2010 e apresentando forte queda frente ao resultado positivo de R$ 53,3 milhões no 3T11. O maior nível de endividamento da companhia decorrente das últimas aquisições e o impacto negativo da variação cambial de set/11 elevaram em  12x as despesas financeiras da companhia na comparação anual. Além disso, as despesas administrativas referentes à integração das operações da "Mantecorp" no trimestre elevaram essa conta em aproximadamente 10,8% frente ao 3T10, prejudicando o lucro líquido da Hypermarcas durante o 3T11. O destaque negativo ficou para o crescimento do índice de endividamento da companhia "Dív.Líquida/EBITDA" para 3,9x durante o 3T11, valor 0,4 x acima do alcançado no 2T11 e 1,7x superior ao divulgado pela companhia no 3T10. Além disso, a empresa destacou que revisou para baixo o seu guidance referente ao EBITDA para 2011, passando de R$ 900 milhões para R$ 700 milhões neste ano, refletindo a desaceleração da economia doméstica e internacional projetada para o restante de 2011 e conseqüência da política comercial de redução dos estoques nos pontos de venda de seus clientes. Acreditamos em um impacto negativo para as ações da companhia no curto prazo, porém aguardaremos a teleconferência de hoje (07) para maiores detalhes.

 

 

}  Tractebel - A companhia divulgou na sexta-feira (4), após o fechamento do mercado, seus números referentes aos 3º trimestre de 2011, que de uma forma geral, vieram em linha com as expectativas do mercado. A receita operacional líquida da companhia totalizou R$ 1,150 bilhão, aumento de 6,25% com relação mesmo período do ano passado, aumento de 8,78% na comparação trimestral e 1,37% acima das expectativas do mercado, que totalizaram R$ 1,135 bilhão. Tal crescimento é explicado principalmente pelo aumento do preço médio de venda que totalizou R$ 125,07/MWh, aumento de 6,1% na comparação anual. Além disso, houve um aumento de 6,4% no volume de vendas, totalizando 8,748 GWh, devido ao crescimento de vendas para consumidores livres (+27,8%) e para distribuidoras (+0,6%), por parte explicado pela entrada em operação das Unidades Geradoras 1 a 3 da Usina Hidrelétrica Estreito. O EBITDA totalizou R$ 725,3 milhões, crescimento de 5,34% na comparação anual, redução de 0,03% com relação ao trimestre passado e 1,54% acima das expectativas do mercado, que totalizaram R$ 714,3 milhões. O crescimento do EBITDA na comparação anual se deve a redução de 6,4% nas despesas gerais e administrativas, que totalizaram R$ 26 milhões. Já o lucro líquido foi de R$ 332,3 milhões, aumento de 3,17% na comparação anual, queda de 7,39% na comparação trimestral e 2,40% acima das expectativas do mercado, que foram de R$ 324,5 milhões. O resultado líquido foi impactado pelo aumento anual de 13,48% no prejuízo financeiro, decorrentes principalmente da elevação de R$ 23,9 milhões na despesa com variação cambial das dívidas em moeda estrangeira. Com relação ao endividamento, a dívida líquida é de R$ 2,635 bilhões, 15% inferior ao mesmo período do ano passado, totalizando uma relação com o EBITDA dos últimos 12 meses de 0,93x. A companhia também destacou que aprovou, em reunião realizada em 4 de novembro de 2011, o pagamento de crédito de juros sobre o capital próprio no montante de R$ 254 milhões, totalizando R$ 0,3891122760 por ação. Em linhas gerais, o resultado da companhia veio em linha com as perspectivas do mercado, devendo ter um impacto neutro sobre os ativos da companhia. Aguardaremos o conference call a ser realizado hoje (7) para maiores informações.

 

 

 

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