sábado, 19 de novembro de 2011

[Ceoinvest] Bom dia! Segue nosso informativo do dia 19/11

 
Mercados no Mundo

 

Mercados Ontem

 

O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 3,19%, fechando aos 244,76 pontos, pressionado pela falta de progresso dos Estados Unidos para a redução de seu endividamento. Segundo as notícias veiculadas pela imprensa, o "supercomitê" do Congresso norte-americano não havia conseguido chegar a um acordo para o corte de US$ 1,2 trilhão da dívida do país em 10 anos. Além disso, a advertência da Moody´s quanto a um possível corte no rating de crédito da França, somado a redução da previsão de crescimento da economia alemã para 2012 pelo Banco Central da Alemanha repercutiram negativamente no pregão de hoje.

 

As bolsas norte-americanas encerraram o pregão em forte queda, influenciadas pelo fracasso do "supercomitê" dos EUA em chegar a um acordo para os cortes do déficit, gerando um forte pessimismo durante a sessão, que foi reforçado pelos crescentes temores quanto ao cenário europeu. Além disso, foram divulgados na agenda econômica o índice de atividade do Fed de Chicago, que ficou aquém das expectativas dos analistas, e os dados de vendas de casas existentes, que veio melhor do que o esperado pelos investidores.

 

Mercados Hoje

 

Após um dia de forte aversão ao risco causada pelos temores de que mais uma vez o impasse político nos EUA, às vésperas de ano eleitoral, atrapalhe o acordo para um plano de redução de déficit do país e pelo fato de a agência de classificação de risco Moody's ter advertido a França quanto a um possível corte de rating ontem (21), hoje o mercado tenta respirar um pouco mais aliviado.

 

Os futuros do S&P indicam uma abertura no positivo, em alta de 0,4%, enquanto o composto europeu operava em alta de 0,6%, liderado pelas empresas produtoras e exportadoras de commodities. O alívio de hoje é motivado pelas declarações da Moody's e da Standard & Poor's de que a nota norte-americana permanece inalterada, mesmo após o comitê de redução da dívida do Congresso dos EUA ter falhado sobre um acordo de corte em US$ 1,2 trilhões.

 

Investidores acompanharão a importante agenda norte-americana, que hoje conta com revisão do PIB e ata da última reunião do FOMC. Na Europa será divulgada a confiança do consumidor de novembro, esse que será outro ponto de atenção aos investidores. Essa semana é mais curta por conta do feriado na quinta-feira nos EUA e com os mercados fechando mais cedo na sexta-feira.

 

Fechamento Ásia

 

Principais mercados asiáticos tiveram fechamentos divergentes após uma sessão bastante volátil e negativa nos EUA e na Europa ontem (21). Na Ásia os investidores continuam pessimistas e na defensiva com o desenrolar da crise de déficit europeia e também com o impasse sobre os planos para redução do déficit dos EUA. No entanto, alguns mercados locais reagiram a noticias corporativas positivas e conseguiram sustentar leves altas em meio a um cenário tão conturbado. Assim, o composto da região encerrou o dia em leve alta de 0,13%.

 

Destaques Agenda

 

Hoje na agenda norte-americana será divulgada a primeira revisão do PIB do terceiro trimestre, às 11h30, com esperados de: alta em 2,5% na comparação trimestral, alta de 2,4% para o consumo pessoal, alta de 2,5% no índice de preços e alta de 2,1% para os principais gastos pessoais. Mais tarde, às 13h, será divulgado o índice de atividade do FED de Richmond de novembro, com esperado em -2. E próximo ao fechamento do mercado, às 17h, será divulgada a ata da última reunião do FOMC. Amanhã será outro dia de agenda cheia. Serão divulgados os dados de solicitações de empréstimos hipotecários, pedidos de bens duráveis, renda pessoal, gastos pessoais, seguro desemprego e novos pedidos de seguro desemprego, número final da confiança do consumidor medida pela Universidade de Michigan e atividade manufatureira do FED de Kansas. Na quinta-feira e na sexta-feira não teremos a divulgação de dados na agenda americana em função do feriado de Ação de Graças, onde os mercados não abrem na quinta-feira e na sexta-feira ficam abertos apenas até às 16h horário de Brasília.

 

Na agenda local já foi divulgada a segunda prévia do IGP-M de novembro, que ficou em alta de 0,40% contra esperado de alta em 0,45%. Mais tarde, às 10h30, serão divulgados os dados das contas externas de outubro e os investimentos estrangeiros do mês passado. Amanhã (23) serão divulgados índices de preços ao consumidor IPC-S da FGV, IPCA-15 do IBGE de novembro, dados do setor de empréstimos, fluxo cambial semanal e orçamento do governo.  Na quinta-feira (24) teremos o índice de preços ao consumidor da FIPE (esperado de 0,62%) e a taxa de desemprego de outubro, onde o esperado é de 5,9%.  Na sexta-feira (25), para finalizar a semana, teremos confiança do consumidor da FGV, custos de construção, balança orçamentária nominal e primaria e coeficiente da divida/PIB.

 

Brasil

 

Mercados Ontem

 

A Bovespa encerrou o pregão desta segunda-feira com baixa de 0,79% aos 56.284 pontos, acompanhando o tom pessimista dos mercados internacionais, que perdurou durante a sessão inteira. Em dia de grande volatilidade, o índice brasileiro atingiu 55.504 pontos na mínima e 56.721 pontos em sua máxima. O giro financeiro totalizou R$ 8,7 bilhões.

 

Na agenda doméstica, a divulgação do superávit da balança comercial e o vencimento de opções no início da manhã, influenciaram o forte giro dos negócios no mercado brasileiro. Além disso, as incertezas quanto à situação da dívida americana agravadas pela possível rejeição do plano de redução do déficit do país pelo "supercomitê" dos EUA, somado ao agravamento do cenário econômico da zona do euro, principalmente instigada pelos comentários pessimistas da Moody´s sobre os ratings da Espanha e da Alemanha, esfriaram os ânimos dos investidores desde o início das negociações. Nem mesmo a divulgação da expansão das vendas de casas existentes em outubro nos EUA e as declarações do primeiro ministro da China, Wen Jiabao, sobre a flexibilização do Yuan, colaboraram para a redução das perdas na bolsa local.

 

As principais blue chips da bolsa, Petrobrás PN e Vale PN encerraram o dia próximo da estabilidade, porém em direções opostas, apresentando uma valorização de 0,23% e desvalorização de 0,24%, respectivamente.

 

Fluxo Bovespa

 

Os investidores estrangeiros ingressaram no dia 17 de novembro, quinta-feira, R$ 167,44 milhões na Bovespa, quando o índice fechou em queda de 2,68%. No mês de novembro, os investidores estrangeiros ingressaram R$ 826,21 milhões na Bovespa. No acumulado ano, os investimentos estrangeiros apresentam superávit de R$ 865,15 milhões. Já os investidores Pessoa Física ingressaram R$ 188,39 milhões na Bovespa no dia 17 de novembro. No mês de novembro, os investidores pessoa física ingressaram R$ 134,49 milhões na Bovespa. No acumulado do ano, o saldo de pessoas físicas apresenta déficit de R$ 6,607 bilhões.

 

Mercados Hoje

 

Mercado local mais uma vez deverá seguir o humor dos investidores internacionais, que hoje seguem mais aliviados após agência de classificação de risco manterem o rating dos EUA inalterado, além disso investidores seguem na defensiva com o cenário macro mundial, porém localmente a divulgação da segunda previa do IGP-M abaixo das expectativas poderá dar um ânimo a mais nos setores que foram prejudicados por conta da alta do índice nesse ano, à espera da divulgação do IPCA-15 amanhã.

 

}  BM&F Bovespa - Segundo o jornal "Valor Econômico", a bolsa americana Direct Edge estuda alternativas para contar com uma câmara de liquidação e custódia para a criação de uma nova bolsa conccorrente a BM&FBovespa. De acordo com o presidente da companhia, William O´Brien, o uso da Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) seria um facilitador, entretanto, o executivo pretende explorar algumas alternativas, sem especificá-las. A criação de uma câmara de liquidação e custódia é a principal barreira de entrada para plataformas concorrentes, dado que a BM&FBovespa não pretende ceder a sua infraestrutura a terceiros. A notícia é de cunho informativo e não deve impactar sobre os preços dos ativos, já que o anúncio dos planos de uma bolsa alternativa pela Direct Edge já havia sido realizada ontem (21), conforme noticiou o Um Bom Dia, desvalorizando em 4,44% o preço do ativo da companhia.

 

}  Embraer - A companhia de aviação informou à pouco (22), antes da abertura dos mercados, que celebrou um contrato com a empresa chinesa "BOC Aviation" para a comercialização de 15 jatos "Embraer 190", os quais serão entregues entre os anos de 2012 e 2014. Em um comunicado enviado pelo vice-presidente executivo da Embraer, Paulo Silva, o acordo refletiu ao potencial do mercado asiático na demanda por aeronaves de 100 assentos e renovação das frotas de "e-jests" das empresas aéreas do país. Acreditamos que as informações são marginalmente positivas para as ações da Embraer.

 

}  Inepar - De acordo com o jornal "Valor Econômico", ontem (21), durante o pregão, a incorporação da Inepar Energia pela controladora Inepar Indústria e Construções foi aprovada em assembléia de ambas as companhias. Os acionistas aprovaram a relação de troca de 22 ações da subsidiária para cada ação da controladora - tanto para ordinárias quanto para as preferenciais. A relação de substituição foi definida através do valor patrimonial das duas companhias. A incorporação tem como objetivo vender a participação de 16% que a subsidiária possui nas Centrais Elétricas Matogrossenses (Cemat), avaliada em aproximadamente R$ 200 milhões, reduzindo parte da dívida de R$ 600 milhões que a controladora possui com o BNDES. O prejuízo financeiro da companhia no 3º trimestre de 2011 foi de R$ 105 milhões, 85% superior ao mesmo período do ano passado, e os passivos circulantes totalizaram R$ 1,9 bilhão, o triplo do patrimônio líquido da companhia de R$ 605,6 milhões. A notícia é marginalmente positiva para os papéis da companhia, dado que irá reduzir o endividamento da companhia e possibilitará a companhia focar em seu core business.

 

}  Julio Simões Logística - A companhia anunciou ontem (21), através de um fato relevante, que o seu conselho de administração aprovou a compra de 100% do capital social da "Rodoviário Schio", empresa especializada em transporte rodoviário de cargas com temperatura controlada através de uma operação que totalizou R$ 405 milhões, dos quais R$ 22 milhões serão pagos com 1,2% das ações da JSL. De acordo com o presidente da JSL, Fernando Simões, a aquisição visa aumentar a participação da companhia no setor de produtos perecíveis, elevando a representatividade do segmento dos atuais 1,5% do faturamento anual da empresa para 15% nos próximos anos. Além disso, o executivo destacou que a aquisição da "Rodoviário Schio" permitirá à JSL utilizar as plataformas de serviços logísticos da empresa no exterior, como Argentina, Uruguai, Venezuela e Chile. As informações são positivas para as ações da companhia.

 

}  MRV - Segundo uma notícia publicada ontem (21) no "Portal Exame", a MRV foi autuada pelo "Ministério Público do Trabalho (MPT)" por irregularidades no ambiente de trabalho referentes ao "cumprimento de normas de segurança no trabalho" e "condições apropriadas dos alojamentos", sendo acusada por trabalho escravo em duas obras no interior de SP pertencentes à incorporadora. De acordo com o procurador da MPT, Cássio Calvilani, se condenada, a MRV deverá desembolsar R$ 11 milhões em indenizações e encargos trabalhistas pelas irregularidades encontradas. Apesar da MRV não ter se pronunciado a respeito do assunto, consideramos que a notícia seja marginalmente negativa para as ações da companhia.

 

}  Mundial - Conforme um comunicado enviado pela empresa, uma nova assembléia especial aos acionistas preferenciais será realizada no próximo dia 12 de dezembro, cujo principal objetivo é a votação da conversão de todas as ações PN em ON na proporção de 0,8 ordinária para uma preferencial. De acordo com a Mundial, o quórum necessário para a aprovação da conversão foi reduzido a pedido pela CVM após a baixa freqüência de acionistas nas últimas duas assembléias convocadas pela companhia para a votação da medida e conseqüentemente aproximar o ingresso da empresa no Novo Mercado. A notícia é neutra para as ações da Mundial.

 

}  Pan Americano - De acordo com  Luiz Acar Pedro, diretor-superintendente do banco, as medidas de afrouxamento da exigência de capital para operações de crédito anunciadas pelo Banco Central tendem a "dar fôlego" para o índice de Basileia do PanAmericano. Com o estabelecimento das novas regras, o índice de Basileia do banco sobe de 11,9% no terceiro trimestre para 12,96%. A notícia é marginalmente positiva para as ações do PanAmericano.

 

}  Setor Bancário (I) - De acordo com matéria veiculada ao jornal Financial Times, o China Construction Bank (CCB), segundo maior banco do mundo em valor de mercado, estaria em negociação para adquirir um banco no Brasil. Segundo um executivo do CCB, o conselho do banco aprovou uma proposta para abrir uma subsidiaria no Brasil, aprovação que necessita de aprovação dos órgão reguladores chineses. Conforme fontes, o mais provável seja a aquisição de algum banco de pequeno/médio porte. A notícia é marginalmente positiva para as empresas do setor.

 

}  Setor Bancário (II) - De acordo com estudos da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), o credito às empresas cresceu 2% na média diária de novas concessões em outubro, enquanto a média para pessoa física sofreu um crescimento de 3,2% na mesma base de comparação. De acordo com a Febraban, "o segmento de pessoa jurídica deve apresentar forte influência cambial e foi mais fraco nos empréstimos para grandes empresas, o que nos deixa dúvida sobre o comportamento nos próximos meses". A notícia é de cunho informativo, não devendo impactar sobre os preços dos ativos.

 

}  Setor de Informática - De acordo com a notícia publicada no jornal "Valor Econômico", o preço do disco rígido (HD), usado para armazenar informações no PC e que representa em média 10% do preço do computador, já subiu 50% os distribuidores brasileiro, devido as enchentes na Tailândia, responsável pela produção de 45% dos HD´s usados em todo o mundo. A estimativa é que o desastre natural reduza a produção em 60 milhões de unidades neste trimestre, frente a uma demanda de 160 milhões em todo o mundo. Segundo especialistas, os efeitos serão sentidos a partir de 2012. Procuradas, as companhias do setor como Itautec, Positivo e Lenovo não comentaram o assunto, contudo, Hélio Rotenberg (executivo chefe da Positivo) já havia comentado sobre o aumento dos preços dos HD´s na teleconferência dos resultados do terceiro trimestre. Segundo o executivo, os impactos serão controlados até o início de 2012, devido ao estoque de componentes da companhia. A notícia é marginalmente negativa para as companhias do setor, devido ao aumento do custo e a possibilidade de redução de margens.

 

}  Teka - De acordo com uma notícia publicada no jornal "Valor Econômico", a Teka contratou a empresa de consultoria "KPMG" para estudar meios de uma nova reestruturação da dívida de R$ 387 milhões da companhia e elaborar um novo plano estratégico para ingressar a companhia no segmento de Novo Mercado. Segundo o vice-presidente da Teka, Marcello Stewers, o plano de reestruturação operacional obedece às exigências estipuladas no acordo assinado em 2011 com o fundo estrangeiro "Global Emerging Markets (GEM)" para o recebimento de até R$ 100 milhões referentes à subscrição em ações ordinárias da Teka. Além disso, o executivo destacou que a companhia deverá ampliar sua atuação no mercado de serviços e avaliar a aquisição de competidoras no setor após a entrada de recursos da GEM, esperada para o primeiro trimestre de 2012. As informações são marginalmente positivas para as ações da companhia no curto prazo.

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