quinta-feira, 17 de novembro de 2011

[Ceoinvest] Bom dia! Segue nosso informativo do dia 17/11

 

 

Mercados no Mundo

 

Mercados Ontem

 

O composto europeu Stoxx 600 encerrou o dia praticamente estável, com ligeira alta de 0,13%, aos 237,34 pontos. O foco da sessão ficou por conta da nomeação dos ministros do governo interino italiano, comandado pelo novo primeiro-ministro, Mario Monti, além da queda do yield dos títulos italianos devido a compra de quantias significativas pelo Banco Central Europeu. Em contrapartida, o anúncio pessimista do Banco da Inglaterra sobre a piora da sustentabilidade econômica da Zona do Euro esfriou os ânimos dos investidores, enfraquecendo a força da ponta compradora.

 

As principais bolsas americanas encerraram a sessão em forte baixa após as declarações do Banco Central da Inglaterra a respeito do agravamento da crise européia e a revisão do crescimento econômico do país em 2012. Além disso, a divulgação de uma rodada de diversos indicadores da agenda econômica norte-americana como o índice de preços ao consumidor e a produção industrial nos EUA em outubro acima das expectativas do mercado, não amenizaram as perdas da sessão dessa quarta-feira, que foram intensificadas no final da sessão após a agência de classificação de risco Fitch ter alertado que o contágio da crise de déficit europeia colocará em risco os bancos norte-americanos.   

 

Mercados Hoje

 

Mercados mundiais amanhecem sob pressão, e os índices europeus recuam pelo terceiro dia em quatro. Ontem (16), no fechamento dos mercados nos EUA, a agência de classificação de risco Fitch Ratings declarou que os bancos norte-americanos que possuem grande exposição às dívidas de países problemáticos da zona do euro poderão ter os seus ratings ameaçados, gerando pessimismo nos mercados. Assim, o composto europeu recuava 1,0%, liderado pelo setor financeiro, que recuava 1,7%. Os futuros do S&P operavam próximos a estabilidade.

 

Na Espanha foi realizado um leilão de bônus de 10 anos que foi desastroso, o governo espanhol pagou o maior yield da história do euro, com máximo de 7,088% o montante leiloado foi de 3,563 bilhões com vencimento em 2022, em um leilão anterior realizado em outubro, com uma série diferente da realizada hoje, para vencimento em 2021 o yield máximo ficou em 5,453%.

Hoje a França também realizou leilão mensal de bônus, captando 6,976 bilhões de euros com vencimento para 2013, 2015 e 2016, com o yield médio desses papéis subindo em relação à leilões anteriores, porém nenhuma diferença tão alarmante como a ocorrida com Espanha e Itália, a exceção ficou com o vencimento mais longo aonde o yield recuou frente a leilão similar ocorrido mês passado.  Após esses dois leilões traders europeus declararam que o BCE voltou a atuar no mercado comprando títulos franceses e italianos.

 

Em dia de agenda econômica fraca na Europa, no Reino Unido foi divulgado as vendas no varejo de outubro, que na comparação mensal mostraram alta de 0,6% frente ao esperado pelo mercado de recuo em 0,3% ficando em linha com a alta de setembro. Na comparação anual as vendas no varejo avançaram 0,9% ficando bem acima do esperado pelo mercado de queda em 0,2%.

 

Fechamento Ásia

 

Principais mercados asiáticos encerraram a sessão dessa quinta-feira (17) sem direção definida. A bolsa japonesa avançou 0,19%, após iniciar a sessão em queda devido ao fechamento negativo dos mercados em Wall Street, que recuaram com declarações pessimistas da Fitch sobre o sistema financeiro norte-americano. Porém, com as recentes desvalorizações do iene, as empresas exportadoras foram beneficiadas, levando o índice a encerrar a sessão em leve alta. Os demais mercados asiáticos também não demonstraram brilho, fazendo o composto asiático encerrar dia em estável, em alta de 0,01%.

 

Destaques Agenda

 

Na agenda norte-americana às 11h30 será divulgado a construção de casas novas de outubro, com esperado em 610 mil residências. Nas licenças para construção o esperado para o mês passado é de 603 mil. Para os novos pedidos de seguro desemprego o esperado é de 395 mil. Mais tarde às 13h será divulgado o FED de Filadélfia de novembro, com esperado em 9,0. Amanhã o destaque fica com os indicadores antecedentes de outubro.

 

Na agenda local o destaque fica com o fluxo cambial da semana passada a ser divulgado às 12h30, e para fechar a semana, na sexta-feira será divulgado o IPC da FIPE e o IGP-10.  

 

Brasil

 

Mercados Ontem

 

No pregão posterior ao feriado da Proclamação da República, o Ibovespa encerrou a sessão em alta de 0,52%, aos 58.559 pontos. A mínima do dia registrou 57.784 pontos e a máxima, 58.877. Já o giro financeiro totalizou R$ 6,12 bilhões.

 

A agenda econômica do dia apresentou dados referentes ao IPC-S, que vieram em linha com o nível esperado pelo mercado, não impactando de forma significativa nos mercados. O pregão foi influenciado por resultados corporativos, a exemplo de MRV, Cemig, Dasa e Gafisa, e além disso, devido ao feriado no dia anterior, houve um ajuste da bolsa brasileira em relação ao movimento de ontem nas bolsas internacionais, que operaram em alta.

 

As blue chips da bolsa encerraram o dia em alta, em direção oposta ao desempenho das commodities no mercado internacional. As ações ON e PN da Vale fecharam em alta de 0,84% e 0,74%, respectivamente. Já Petrobrás ON subiu 1,60% e a PN, 0,87%.    

 

Fluxo Bovespa

 

Os investidores estrangeiros ingressaram no dia 11 de novembro, sexta-feira, R$ 143,02 milhões na Bovespa, quando o índice fechou em alta de 2,14%. No mês de novembro, os investidores estrangeiros ingressaram R$ 547,94 milhões na Bovespa. No acumulado ano, os investimentos estrangeiros apresentam superávit de R$ 586,88 milhões. Já os investidores Pessoa Física retiraram R$ 222,13 milhões na Bovespa no dia 11 de novembro. No mês de novembro, os investidores pessoa física retiraram R$ 14,44 milhões na Bovespa. No acumulado do ano, o saldo de pessoas físicas apresenta déficit de R$ 6,756 bilhões.

 

Mercados Hoje

 

Mercado local deverá reagir aos mercados internacionais em dia de agenda local bastante inexpressiva. Investidores mundiais seguem reagindo aos desdobramentos da crise de déficit européia. Após um leilão de bônus espanhóis desastroso, o alerta fica mais uma vez ligado e bastante presente com receios do agravamento da crise de déficit do continente, hoje o spread entre os títulos alemães e franceses bateu novo recorde, mostrando que a aversão ao risco aos títulos da França também está aumentando, está muito longe da situação italiana e espanhola, porém o cenário continua se deteriorando. 

 

}  Anhanguera Educacional - De acordo com uma entrevista concedida ao jornal "Valor Econômico", o presidente da companhia, Ricardo Scavazza, informou que o grupo de ensino superior deverá voltar o seu foco no próximo ano para a integração e redução da ociosidade nas universidades adquiridas nos últimos 12 meses, de modo que até meados de 2012, a instituição não volte a realizar novas aquisições. De acordo com o executivo, serão investidos aproximadamente R$ 100 milhões em 2012 no programa voltado para a integração das operações nas dez faculdades adquiridas em 2011, das quais somaram 100 mil alunos à empresa, ao custo de R$ 780 milhões envolvido nas operações de aquisições. Além disso, Scavazza destacou que os impactos negativos gerados pelas despesas decorrentes das aquisições no resultado da Anhanguera deverão perder o fôlego após o primeiro trimestre de 2012, de modo que os benefícios das sinergias causadas pelas fusões e compras realizadas em 2011 sejam percebidas nos próximos nove meses.  As informações são marginalmente positivas para as ações da Anhanguera no médio prazo.

 

}  Banco Cruzeiro do Sul - Segundo uma fonte do jornal "Valor Econômico", o banco que atualmente está sob investigação do "Banco Central" e da "Comissão de Valores Imobiliários" por conta de indícios de superfaturamento em operações de crédito desde jan/2010, realizou ontem (16) um acordo referente à abertura de uma linha de crédito de R$ 3 bilhões com o "Fundo Garantidor de Crédito (FGC)". De acordo com essa fonte, os recursos obtidos nessa operação serão utilizados na cobertura dos fundos de direitos creditórios pertencentes à carteira de crédito do banco. Acreditamos em um impacto neutro nas ações da companhia, uma vez que não foi emitido um comunicado oficial a respeito da transação. Porém, aguardaremos maiores detalhes de uma eventual confirmação da companhia a respeito da operação para avaliarmos melhor os impactos nos papéis do Banco Cruzeiro do Sul.

 

}  Banco Pine - Em comunicado veiculado ao mercado ontem (16), o banco Pine afirmou que obteve uma vitória na Justiça contra a Receita Federal sobre o alargamento da base de cálculo da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social, liberando R$ 109,69 milhões em depósitos judiciais. Segundo a companhia, não há possibilidade de recurso da Receita e o montante impactará no resultado do banco no 4º trimestre de 2011. A notícia é marginalmente positiva para os ativos da companhia.

 

}  BM&F Bovespa - Conforme matérias vinculadas nos jornais Valor Econômico e o Estado de S. Paulo, o governo estaria em conversação com a Bolsa para uma possível retirada do IOF de 2% cobrado do investidor estrangeiro no mercado brasileiro de renda variável. De acordo com palavras do presidente da bolsa, Edemir Pinto, "acredito mais no curto prazo do que no médio prazo, principalmente em relação ao mercado acionário". As conversas com a equipe econômica já estariam em curso, conforme destacou o executivo. A justificativa dada para o mesmo é de que quando o governo optou pela taxação a bolsa estava em 70 mil pontos e hoje está com 50 mil ponto, e existem 45 empresas esperando uma melhoria das condições de mercado para realizarem a abertura de capital. A notícia é positiva para as ações da BM&F, principal beneficiada, mas também para todas as demais empresas listadas na Bovespa, que ganharão liquidez caso o IOF seja retirado.

     

}  Inepar - Em comunicado veiculado ao mercado, a Inepar S.A Indústria e Contruções encaminhou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a alteração do seu estatuto para aumentar o capital social da companhia em aproximadamente R$ 10 milhões, passando de R$ 389,05 milhões para R$ 398,97 milhões, com objetivo de incorporar a sua subsidiária Inepar Energia S.A (fato relevante comunicado ao mercado em 1º de setembro de 2011). O aumento será feito através de uma subscrição de 2.727.274 novas ações ordinárias e 4.641.020 de novos papéis preferenciais, que encerraram ontem (16) cotados a R$ 3,10 e R$ 2,91. O preço de emissão das ações será de R$ 3,832971365. A notícia é marginalmente positiva para os papéis da companhia, entretanto, aguardamos maiores informações sobre o processo.

 

}  Marfrig - De acordo com um artigo vinculado à "Agência Estado" desta quinta-feira (17), a Marfrig deverá realizar no próximo dia 24 de novembro o primeiro embarque de carne suína brasileira ao mercado chinês após a abertura do mercado local em abril/2011. Segundo o diretor geral da Seara, Mayr Bonassi, apesar da companhia não poder divulgar o volume embarcado nesta comercialização, a expectativa é de que as vendas apresentem uma freqüência regular nos próximos meses. Acreditamos que as informações são marginalmente positivas para as ações da Marfrig, uma vez que representa o acesso ao mercado de um dos maiores países importadores e consumidores de carne suína , cuja expectativa é de que esse consumo atinja 50 milhões de toneladas em 2011, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs).

 

}  Mundial - Conforme uma notícia publicada hoje (17) no jornal "Valor Econômico", a Mundial deverá reajustar para baixo a partir de janeiro de 2012 os preços de seus produtos entre 8% a 12%. De acordo com o artigo, a redução da demanda por produtos de consumo provocada pela desaceleração da economia brasileira em 2011 somado à forte entrada de concorrentes no mercado de esmaltes e alicates de unha neste ano, tem provocado uma crescente pressão nos preços praticados de mercado, levando a Mundial a reavaliar sua política de preços para 2012. A notícia é marginalmente negativa para as ações da companhia.

 

}  Petrobrás - De acordo com o jornal "O Estado de São Paulo", a Petrobrás não atingirá a meta de investimentos de R$ 84,7 bilhões prevista para este ano. Em teleconferência realizada ontem (16), o diretor financeiro da companhia, Almir Barbassa, revelou que a companhia fechará o ano com investimentos no montante de R$ 76,4 bilhões, alterando o planejamento de atividades de algumas áreas devido à falta de equipamentos de produção, a exemplo do campo Carioca no pré-sal da bacia de Santos, que teve a declaração de comercialidade postergada para dezembro de 2013. Entretanto, o dirigente afirmou que a companhia pretende ligar 20 novos poços ao sistema de produção (210 mil barris/dia por poço), expandindo a produção média diária de 2,013 milhões barris para 2,2 milhões barris. Além disso, Barbassa citou a chegada de 15 novas sondas em 2012, que ampliará a capacidade produtiva da estatal e compensará o atual baixo nível de investimentos. Segundo o dirigente, na segunda metade de 2012, ele espera que sejam adicionados 414 mil barris à produção diária. A notícia é de cunho informativo e não deve impactar sobre o preço dos ativos da companhia.

 

}  Profarma - Segundo o jornal "Valor Econômico", a distribuidora de produtos farmacêuticos Profarma anunciou um programa de recompra de 1,3 milhão de ações, representando aproximadamente 10% do free float da companhia. O programa durará até 15 de novembro de 2012 e será efetuado através da corretora Icap. A notícia é marginalmente positiva para os ativos da companhia.

 

}  Usiminas - De acordo com matéria vinculada ao jornal Valor Econômico, a novela sobre a venda dos 26% da Usiminas detidos pela Camargo Correa e pela Votorantim ganhou mais um personagem; a argentina Ternium. De acordo com a matéria, a Ternium, empresa argentina, onde a própria Usiminas chegou a ser detentora de uma fatia de 14,25% (vendida no começo do ano por US$ 1 bilhão), teria ofertado R$ 40 por ação ordinária detida pela Camargo Correa e pela Votorantim na Usiminas, valor que teria agradado ambas as partes, dado o alto prêmio sobre as cotações atuais (fechamento de R$ 23,24 ontem). Para que o negócio seja concretizado, a sócia japonesa da Usiminas, a Nippon Steel, deve aprovar o novo sócio e não exercer o seu direito de compra sobre os ativos, dado o acordo de acionistas. Conforme apurado pelo jornal, a Nippon enxergaria com bons olhos a entrada da Ternium em detrimento a CSN, a qual a Nippon afirma publicamente não desejar como sócia em seu investimento na Usiminas. A notícia é positiva para as ações da Usiminas.

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