Mercados no Mundo
Mercados Ontem
Mercados europeus encerraram a sessão em mais um dia de queda, o composto europeu recuou 0,60% aos 237,03 pontos. As tensões políticas na Itália, da formação de um novo governo, liderado por Mario Monti, pra enfrentar a crise de déficit do país deixaram os investidores no tom de cautela com a capacidade do novo primeiro-ministro do país em realizar um governo de coalizão capaz de enfrentar e vencer essa batalha contra o déficit e a desconfiança dos mercados em relação ao futuro do país, e consequentemente o futuro da Zona do Euro.
Ao contrário dos mercados europeus, os índices norte-americanos, encerraram a sessão em alta, impulsionados pelas especulações de que o novo primeiro-ministro italiano, Mario Monti, irá formar um novo governo de coalizão que irá lutar e vencer a crise de déficit que está impactando duramente o país. Além disso, os dados de vendas no varejo de outubro vieram melhores do que as expectativas, registrando alta de 0,5% contra esperado de alta em 0,3% dando ainda mais sustentação para a valorização dos índices.
Mercados Hoje
Após duas sessões de queda, provocadas pelos receios do agravamento da crise de déficit europeia, com os yields dos títulos Italianos subindo, assim como o CDS dos demais países da região, hoje (16) os investidores respiram mais aliviados, e os mercados da região ensaiam uma recuperação. O composto europeu avançava 0,9%, liderado pelo setor financeiro. Já os futuros do S&P operavam perto da estabilidade, após os mercados em Wall Street terem avançado ontem (15).
Especulações de que o BCE comprou títulos da Itália, Espanha e Portugal hoje, forçando os yields desses papéis para baixo, trouxeram mais alívio aos mercados. Investidores seguem atentos também ao cenário político europeu. Hoje, por volta das 20h no horário de Brasilia, o primeiro-ministro interino grego, Luca Papademos, deverá ser submetido a um voto de confiança do parlamento do país. Após a votação, será discutido o orçamento do país para 2012. Na Itália, o novo primeiro-ministro Mario Monti, deverá apresentar ao presidente do país, Giorgio Napolitano, o seu gabinete de governo, e provavelmente amanhã (17), Monti deverá enfrentar um voto de confiança do parlamento.
Investidores seguem acompanhando também diversos indicadores que estão sendo divulgados na Europa. No Reino Unido, o Banco Central Inglês, BOE sigla em inglês, divulgou o seu relatório de inflação, indicando que o outlook para o crescimento econômico se deteriorou, e que a inflação para a região nos próximos 2 anos deverá ficar abaixo do target de 2%, e que com o cenário desta maneira, mais alívio quantitativo será necessário para "blindar" a economia do país contra a deterioração econômica europeia, e que o maior risco para a economia do país é o aprofundamento da crise de déficit do país.
Ainda no Reino Unido, foi divulgada a taxa de novos pedidos de seguro desemprego, que em outubro ficou em 5,0% contra esperado em 5,1%. A taxa de desemprego do país cresceu mais uma vez em outubro, atingindo 8,3% contra esperado em 8,2% e taxa de 8,1% em outubro, essa é a maior leitura desde 1996. O número de desempregados aumentou em 129 mil para 2,62 milhões. Em Portugal, também foi divulgado a taxa de desemprego do terceiro trimestre, que ficou em 12,4% acima dos 12,1% registrados no segundo trimestre.
Na Zona do Euro, o índice de preços ao consumidor de outubro ficou em alta de 0,3% na comparação mensal, em linha com as expectativas do mercado. Na taxa anualizada, o índice mostrou alta de 3,0% também em linha com as projeções do mercado. O índice de preços ao consumidor, CPI, italiano ficou em alta de 0,6% em linha com as expectativas do mercado, em comparação com o mesmo período do ano passado, o índice avançou 3,4%.
Fechamento Ásia
Mercados asiáticos encerraram sessão dessa terça-feira (15) em queda. Investidores seguem receosos com o desenrolar da crise de déficit europeia, com dúvidas sobre a capacidade dos novos primeiros-ministros italiano, Mario Monti, e grego, Lucas Papademos. Além das já rotineiras preocupações, os investidores também temerosos com a possibilidade de desaceleração das economias da China e do Japão, trazendo mais risco para o crescimento mundial. Assim, o composto da região encerrou a sessão em queda de 1,22%.
Destaques Agenda
Dia de agenda cheia nos EUA, às 10h serão divulgadas as solicitações de empréstimos hipotecários da semana passada, mais tarde às 11h30 será divulgado o índice de preços ao consumidor de outubro, com esperado de estabilidade na comparação mensal, na taxa anualizada o esperado é de alta em 3,7%. Para o núcleo do índice que exclui alimentos e energia, na comparação mensal o esperado é de alta em 0,1% e na taxa anualizada o esperado é de alta em 2,1%. Às 12h será divulgado o fluxo de compra e venda de ativos de longo prazo, às 12h15 conheceremos a produção industrial de outubro, com esperado de alta em 0,4% e para fechar a agenda às 13h será divulgado o índice de confiança de construtoras de casas divulgada pela NAHB de novembro, com esperado em 18. Amanhã os destaques ficam com a construção de casas novas, novos pedidos de seguro desemprego e o índice de atividade do FED de Filadélfia. E para fechar a semana na sexta-feira serão divulgados os indicadores antecedentes de outubro.
Agenda local já foi divulgado o IPC-S da segunda quadrissemana de novembro, que ficou em alta de 0,38% em linha com as estimativas do mercado, sendo esse o único dado relevante do dia a ser divulgado. Amanhã (17) o destaque fica com o fluxo cambial da semana passada, e para fechar a semana, na sexta-feira (18) será divulgado o IPC da FIPE e o IGP-10.
Brasil
Mercados Ontem (Segunda-Feira - 14-11-2011)
O Ibovespa encerrou o dia com baixa de 0,49%, aos 58.258 pontos, com máxima de 58.717 pontos e mínima de 58.013 pontos. Em função do feriado de amanhã (15), o giro financeiro totalizou apenas R$ 3,79 bilhões.
Devido à fraca agenda econômica no Brasil, com exceção do Boletim Focus, e nos Estados Unidos, a bolsa nacional seguiu a direção dos mercados europeus, ainda temerosos quanto ao desenrolar da crise da dívida da região, com foco na Itália. Em contrapartida, as medidas macroprudenciais anunciadas pelo Banco Central na sexta-feira (11), retirando parte das restrições ao crédito impostas desde o fim do ano passado, animaram parcialmente o mercado, com destaque para o setor financeiro. Além disso, o relatório Focus deu indícios de um afrouxamento monetário maior e mais duradouro, amenizando parte das perdas do pregão.
As blue chips nacionais encerraram o dia em direções divergentes. As ações ON e PN da Petrobrás encerraram o dia com valorização de 0,42% e 0,74%, respectivamente. Já os papéis ON e PNA da Vale fecharam o pregão com baixa de 0,48% e 0,43%.
Fluxo Bovespa
Os investidores estrangeiros retiraram no dia 10 de novembro, quinta-feira, R$ 15,72 milhões na Bovespa, quando o índice fechou em queda de 0,40%. No mês de novembro, os investidores estrangeiros ingressaram R$ 294,854 milhões na Bovespa. No acumulado ano, os investimentos estrangeiros apresentam superávit de R$ 333,80 milhões. Já os investidores Pessoa Física ingressaram R$ 48,09 milhões na Bovespa no dia 10 de novembro. No mês de novembro, os investidores pessoa física também ingressaram R$ 207,69 milhões na Bovespa. No acumulado do ano, o saldo de pessoas físicas apresenta déficit de R$ 6,534 bilhões.
Mercados Hoje
Mercado local, no pós feriado, deverá se ajustar aos mercados ontem, além de seguir pressionado com o desenrolar da crise de déficit na Europa, que hoje deverá ter um voto de confiança na Grécia, apresentação do gabinete do novo primeiro-ministro italiano, e também reage com a divulgação do relatório de inflação no Reino Unido, que revisou para baixo o crescimento do país assim como comentou os riscos do agravamento da crise de déficit europeia, ressaltando que mais estímulos quantitativos sejam necessários para "blindar' a economia do Reino Unido.
} Petrobras - De acordo com uma notícia publicada no jornal "Estado de São Paulo", a greve dos funcionários da estatal programada para hoje (16) foi adiada para o início da próxima semana. Segundo um comunicado enviado pela "Federação Única de Petroleiros (FUP)", a prorrogação se deve à maratona de reuniões agendadas entre a entidade e a Petrobrás nos próximos dias voltados para a discussão a proposta de reajuste dos salários proposta pela companhia de 10,7% frente a um pedido de aumento salarial de 17% pelos empregados da Petrobrás. Além disso, o coordenador geral da FUP, João Antônio de Moraes, informou que cerca de 90% dos trabalhadores da companhia já votaram a favor de uma paralisação nos próximos dias caso a Petrobrás não reveja o reajuste proposto. As informações são marginalmente negativa para as ações da companhia.
Resultados
} Cemig - A companhia divulgou segunda (14), depois do pregão, seus números referentes ao 3° trimestre de 2011, que em linhas gerais vieram acima das expectativas do mercado em. A receita líquida foi de R$ 4,047 bilhões, alta de 10,76% em relação ao mesmo período do ano passado, 5,94% acima do trimestre anterior, registrando um valor 7,52% acima das expectativas do mercado, que giravam em torno de R$ 3,76 bilhões. Já o EBITDA ficou em R$ 1,5 bilhões, alta de 20,77% na comparação anual, alta de 18,39% em relação ao último trimestre, 12,54% acima das expectativas do mercado, que totalizavam R$ 1,33 bilhões. O grande destaque positivo ficou para a forte expansão da margem EBITDA, que se expandiu em 3,07 p.p em relação ao 3T10 e 3,9 p.p em relação ao 2T11. O lucro líquido divulgado foi de R$ 657 milhões, queda de 0,3% em relação ao mesmo período do ano passado (maior base tributária), alta de 25,62% em relação ao trimestre passado, 14,66% acima das estimativas do mercado. A companhia ainda destacou que "os resultados apresentados no terceiro trimestre de 2011 refletem com clareza o sucesso do nosso Plano Diretor e da estratégia a ele ligada que, ao focar no longo prazo, propicia à Cemig apresentar resultados crescentes, com um portfólio de negócios equilibrado e de baixo risco. Continuamos a fazer o nosso dever de casa, crescendo em todos os setores de forma equilibrada e com foco em excelência operacional. Por fim, os resultados apresentados evidenciam que estamos na trajetória certa e que as decisões tomadas nos últimos anos estão constantemente agregando valor aos nossos negócios, tornando a Cemig uma empresa cada dia mais forte, sólida e com uma gestão empresarial eficiente". Em linhas gerais, os números apresentados foram sólidos e acima das expectativas do mercado, devendo ter um impacto positivo sobre os ativos da companhia.

} JBS - A companhia divulgou segunda (14), depois do pregão, seus números referentes ao 3° trimestre de 2011, que em linhas gerais vieram dentro das expectativas do mercado em termos operacionais, porém abaixo das expectativas em termos de resultado líquido. A receita líquida foi de R$ 15,57 bilhões, alta de 10,65% em relação ao mesmo período do ano passado, 6,47% acima do trimestre anterior, registrando um valor 5,44% acima das expectativas do mercado, que giravam em torno de R$ 14,76 bilhões. O destaque negativo ficou para a retração da margem bruta de 12,6% no 3T10 para 10,9% no 3T11. Já o EBITDA ficou em R$ 789,8 milhões, queda de 24,08% na comparação anual, alta de 33,88% em relação ao último trimestre, 3,47% acima das expectativas do mercado, que totalizavam R$ 760 milhões. A margem EBITDA se expandiu em 1,03 p.p em relação ao 2T11, porém apresentou uma retração superior a 2,30 p.p na comparação anual. O resultado líquido divulgado foi um prejuízo líquido de R$ 67,5 milhões, contra um lucro de R$ 143,4 milhões no ano passado e prejuízo de R$ 180,8 milhões no trimestre anterior, ainda mais negativo que os R$ 48,6 milhões de prejuízo aguardado pelo mercado. O prejuízo no período foi decorrente do prejuízo da Unidade de Frango de US$162,5 milhões no trimestre e R$170,6 milhões de variação cambial líquida no resultado, que é um efeito não caixa. Eliminando esses efeitos, o lucro da JBS seria de R$372,1 milhões. A companhia ainda destacou que "entre julho e setembro tivemos uma melhora significativa em nossas operações. Capturamos sinergias existentes entre as diversas unidades da JBS em todo o mundo, especialmente no Brasil e nos Estados Unidos, e integramos algumas atividades. Foi um período em que colocamos todas as atenções em nossa gestão, voltando os olhares para dentro de casa e nos dedicando a melhorar cada passo da execução de nossos processos. Essas mudanças garantiram à JBS um bom resultado no terceiro trimestre, aliado a uma forte geração de caixa". Em linhas gerais, os números apresentado vieram em linha com as expectativas (leve viés positivo) em termos operacionais, porém a companhia, além de apresentar um prejuízo acima do esperado, reduziu a sua margem bruta em quase 2 p.p e apresentou uma margem EBITDA bem abaixo da concorrência (de 5,05%, enquanto Marfrig ficou em 7,8% e Minerva em 8,5%), o que nos leva a crer em um impacto marginalmente negativo sobre os papéis da companhia. Aguardamos o conference call para maiores detalhes.

} Gafisa - A companhia divulgou na última segunda-feira (14), após o pregão, seus números referentes ao 3° trimestre de 2011, que, em linhas gerais vieram abaixo das expectativas do mercado. A receita líquida foi de R$ 1,00 bilhão, alta de 5,5% em relação ao mesmo período do ano passado, 3,4% abaixo do trimestre anterior, apresentando um valor 13,5% abaixo das expectativas do mercado, que totalizavam R$ 1,16 bilhão. O crescimento anual foi influenciado positivamente pelo maior reconhecimento das receitas provenientes de vendas de imóveis residenciais dos segmentos de média e alta renda, que apresentaram um expressivo aumento de 56,5% frente ao 3T10, enquanto que a queda do desempenho das vendas dos imóveis pertencentes à unidade de negócios "Tenda", dos quais apresentaram um volume 71,2% abaixo do mesmo período do ano anterior, afetando negativamente a receita da incorporadora no 3T11, ocasionando um crescimento mais contido do faturamento frente ao mesmo período de 2010 e abaixo das estimativas do mercado. Já o EBITDA ficou em R$ 202,2 milhões, registrando um valor 2,5% superior ao 3T10 e 34,0% maior que o divulgado no 2T11, superando as estimativas do mercado em 5,9%, que totalizavam R$ 190,8 milhões. O forte aumento do imposto de renda no período, que atingiu R$ 23,8 milhões, valor 15x acima do alcançado no 2T11 proveniente da amortização de impostos diferidos, somado à contratação de dívidas para a aquisição de terrenos e lançamentos de curto prazo, aumentaram as despesas financeiras da Gafisa em 190% pela comparação trimestral, afetando fortemente o lucro líquido. Em relação ao lucro líquido divulgado, a Gafisa atingiu R$ 46,2 milhões no terceiro trimestre de 2011, registrando um forte recuo no comparativo anual de 60,3% e um crescimento de 84,1% pela comparação trimestral, atingindo um montante 69,6% abaixo das expectativas do mercado. Ao que se refere aos lançamentos, a Gafisa atingiu R$ 1,05 bilhão durante o 3T11, valor 24% abaixo do mesmo período de 2010 e 15% inferior ao atingido no 2T11, totalizando nos nove meses de 2011 um total de R$ 2,94 bilhões, valor que corresponde a 56% do ponto médio do guidance de lançamentos para este ano. Sobre as vendas contratadas, a construtora alcançou R$ 1,04 bilhão no trimestre, um aumento de 3% frente ao 3T10 e uma redução de 9% em relação ao 2T11. O destaque negativo ficou para a redução de 30% no guidance de lançamentos para 2011, que passou de um interavalo de R$ 5 bilhões a R$ 5,6 bilhões para R$ 3,5 bilhões a R$ 4,0 bilhões. Em linhas gerais, os números apresentados vieram aquém das expectativas do mercado, devendo ter um impacto marginalmente negativo nos papéis da companhia no curto prazo, aguardaremos o conference call da Gafisa a ser realizado hoje (16) para maiores detalhes.

} DASA - A companhia divulgou na segunda-feira (14), após o fechamento do mercado, seus números relativos ao 3º trimestre de 2011, que em linhas gerais, vieram dentro das expectativas do mercado. A receita líquida da companhia totalizou R$ 599,7 milhões, crescimento de 15,02% com relação ao mesmo período do ano passado, 10,81% superior ao trimestre anterior, superando as expectativas em 6,05%, que totalizaram R$ 565,5 milhões. O crescimento da receita se deve principalmente a expansão de 18,90% na base anual do segmento Ambulatorial & Hospitalar (B2C), que responde por 84% do faturamento total da companhia, parcialmente anulados pela queda de 15,7% no segmento público, que correspondeu a 7,08% da receita total. O EBITDA foi de R$ 145,4 milhões, aumento de 0,76% na comparação anual, crescimento de 23,64% com relação ao trimestre passado, frustrando as expectativas do mercado em 2,82%, que totalizaram R$ 149,6 milhões. O aumento da receita líquida nas bases anuais e trimestrais foram os principais responsáveis pela expansão do EBITDA em ambas comparações. Entretanto, o aumento de 0,2 p.p do custo com pessoal devido ao dissídio coletivo e às novas contratações para as unidades de atendimento, além do desembolso não recorrente de R$ 1,4 milhão com despesas de M&A, impactaram negativamente o EBITDA da companhia. Já o lucro líquido totalizou R$ 56,6 milhões, queda de 20,51% com relação ao mesmo período do ano passado, aumento de 120,23% na comparação trimestral e 1,50% abaixo das expectativas do mercado, que totalizaram R$ 57,5 milhões. A queda do lucro na comparação anual se deve ao expressivo aumento de 158,50% das despesas financeiras líquidas, impulsionado principalmente pelos custos de juros das debêntures e notas promissórias, que totalizaram R$ 27,4 milhões neste período, frente a R$ 1,9 milhão no mesmo período do ano anterior. Assim, o endividamento bruto da companhia aumentou 48,16% na base anual, totalizando R$ 824,1 milhões, sendo 80,7% alocados no longo prazo e 9,1% estão indexados em moeda estrangeira. Já a dívida líquida da companhia expandiu 115% (R$ R$ 824,1 milhões), totalizando uma relação com o EBITDA dos últimos 12 meses equivalente a 1,72x (+0,94 p.p). De uma forma geral, os números apresentados pela companhia vieram em linha com as expectativas do mercado, entretanto, o aumento do endividamento, a redução da margem EBITDA na comparação anual e o recente rali sobre o preço do ativo na última segunda-feira (14) nos levam a crer em um impacto marginalmente negativo para os papéis no curto prazo.

} MRV - A MRV Engenharia divulgou seu resultado operacional do 3T11 na segunda-feira (14) após o fechamento do mercado, que em linhas gerais vieram acima das expectativas do mercado. Segundo a companhia os lançamentos no trimestre atingiram R$ 1,44 bilhão, apresentando uma forte alta de 92,9% frente ao período anterior e 40,3% maior que divulgado no mesmo trimestre de 2010, totalizando um volume acumulado em 2011 de R$ 3,2 bilhões, valor 17,8% acima do alcançado nos 9M10. Do ponto de vista da diversificação geográfica da companhia, na comparação com o trimestre anterior os lançamentos sofreram um aumento nos estados de Espírito Santo e Rio Grande do Norte, registrando um volume 5x maior e 10x acima do total atingido no 2T11. Já os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro sofreram um leve decréscimo nos lançamentos em comparação com o período anterior. Em relação às vendas contratadas, a MRV atingiu o montante de R$ 1083,3 bilhão, valor 12% acima pela comparação trimestral e 22% maior pela comparação anual, permitindo a incorporadora o alcance de 64,05% do ponto médio de sua projeção de vendas para 2011. Em relação à receita líquida, a MRV atingiu R$ 1,05 bilhão, demonstrando um forte crescimento de 19,8 % sobre o mesmo período do ano passado, 6,8% acima do trimestre anterior, porém frustrando levemente as estimativas do mercado em 1,6%, do qual totalizavam um faturamento líquido de R$ 1,07 bilhão. Ao que se refere ao EBITDA, a MRV atingiu R$ 301,1 milhões no 3T11, valor 11,5% superior ao 3T10 e 17,7% maior se comparado ao 2T11, superando as estimativas do mercado em 12,8%, que totalizavam R$ 266,8 milhões, demonstrando um sólido crescimento frente aos períodos anteriores. Sobre o lucro líquido divulgado, a companhia registrou no 3T11 um total de R$ 208,6 milhões, demonstrando uma leve queda de 3,4% pela comparação anual e um aumento de 9,9% sobre a base trimestral, superando as estimativas do mercado em 10,5%. Além disso, o destaque positivo ficou também para ficou para a redução do endividamento líquido da companhia, que encerrou o 3T11 com um índice "Dívida Líquida/EBITDA" de 1,04x, valor 8,7 p.p abaixo do segundo trimestre, juntamente com a execução de 30,9% de seu programa de recompra de ações aprovado em agosto/11, do qual estipulou a aquisição de 10 milhões de ações ordinárias a preço de mercado nos próximos 365 dias. Diante dos sólidos resultados apresentados pela companhia, acreditamos em um impacto marginalmente positivo para as ações da empresa.

Demais Resultados
} Brasil Pharma

} Abril Educação

} Vanguarda Agro

} São Martinho

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