Mercados no Mundo
Mercados Ontem (Sexta-Feira 28-10-2011)
O composto europeu Stoxx 600 encerrou o dia em queda de 1,17%, aos 249,0 pontos, influenciado pelos questionamentos dos investidores quanto à eficácia do plano de resgate à zona do euro, divulgado na quarta-feira (26) após a reunião da cúpula da União Europeia. Além disso, o pronunciamento da agência de rating Fitch em relação ao perdão da dívida grega em 50%, que sinalizou que o rating do país deve permanecer baixo, reforçou as incertezas dos investidores. O leilão de títulos italianos realizado hoje (28), apesar de ter atingido volume próximo ao desejado pelo governo, registrou aumento no yield dos títulos, refletindo a desconfiança dos investidores.
As bolsas americanas terminaram o pregão em leves quedas, também refletindo as incertezas dos investidores em relação ao plano de resgate europeu, além do movimento de realização dos lucros por parte dos investidores, após as recentes altas. Na agenda econômica norte-americana de hoje (28), foram divulgados os dados sobre gastos dos consumidores, que vieram em linha com as expectativas, além da renda da população e o índice de confiança dos consumidores medido pela Universidade de Michigan, que vieram melhores do que o esperado pelos analistas.
Mercados Hoje
Mercados ainda cautelosos com a crise de déficit europeia e com falta de detalhes sobre o pacote para conter a crise na região, além de como o fundo de estabilização europeu irá se financiar para atingir a ampliação proposta pelos líderes europeus. Nesta quinta-feira (03/11), começará a reunião da cúpula do G-20 em Cannes na França. O mercado aguarda, após os encontros, a divulgação de detalhes de como será ampliado o fundo de resgate europeu.
As commodities metálicas, lideradas pelo cobre, recuam hoje, após o premiê chinês, Wen Jiabao, anunciar que o governo irá manter restrições ao setor imobiliário, diferentemente do que o mercado havia especulado durante a semana passada, que por conta da desaceleração da economia chinesa estar em curso, o governo iria começar a aliviar as restrições no setor, a fim de estimular a economia. Hoje, ás 23h no horário de Brasília, será divulgado o PMI chinês de outubro, com esperado em 51,8. Assim, o composto europeu recuava 1,16% enquanto os futuros do S&P recuavam 1,0%.
No campo das divulgações econômicas, na Zona do Euro, foi divulgado o índice de preços ao consumidor de outubro, que ficou em alta de 3,0% na comparação anual, acima dos 2,9% esperados pelo mercado, também foi divulgada a taxa de desemprego da região, que ficou em 10,2% contra esperado pelo mercado em 10,0%. Na Itália também foi divulgado a taxa de desemprego, que atingiu 8,3% contra esperado pelo mercado em 7,9%. O índice de preços ao consumidor preliminar, harmonizado de outubro, ficou em alta de 0,9% contra esperado de alta em 0,6% na comparação mensal, na comparação anual o CPI italiano ficou em alta de 3,8% contra esperado de alta em 3,5%.
Na Alemanha foram divulgadas as vendas no varejo de setembro, que mostrou alta de 0,4% na comparação mensal, abaixo dos 1,0% esperados pelo mercado. Na comparação anual a alta ficou em magros 0,3% contra esperado pelo mercado de alta em 1,6%. Na França foi divulgado o índice de preços ao produtor, que na comparação mensal mostrou alta de 0,2% contra esperado em 0,1%. Na comparação anual o índice mostrou avanço de 6,1% em linha com as expectativas do mercado.
Fechamento Ásia
Início de semana com os mercados asiáticos em queda. O composto da região encerrou a sessão com recuo de 2,50%. O Japão decidiu desvalorizar a sua moeda novamente, assim, o iene chegou a cair 4,6% em relação ao dólar. Esta medida foi tomada com finalidade de proteger as empresas exportadoras do país. Além disso, alguns resultados de empresas japonesas decepcionaram o mercado, adicionando pressão sobre os mercados. Nos demais países da região, os investidores aproveitaram a falta de detalhes de como o fundo de estabilização europeia irá se financiar para realizaram os lucros auferidos nas últimas sessões.
Destaques Agenda
Na agenda norte-americana, será divulgado às 11h45 o índice de gerentes de compras de Chicago de outubro, com esperado em 59,0. Às 12h30 será divulgado o índice de atividade do FED de Dallas de outubro, com esperado em -5,0. Para amanhã, os destaques ficam com os gastos com construção e os manufaturados ISM. Na quarta-feira (02/11) serão divulgadas as solicitações de empréstimos hipotecários, os dados da ADP e a decisão do FOMC. Na quinta-feira (03) serão divulgados os novos pedidos de seguro desemprego, ISM de serviços e pedidos de fábricas. E na sexta-feira (04) para fechar a semana, serão divulgados os dados do payroll.
Na agenda local, já foi divulgado o boletim Focus com os detalhes na tabela ao lado, às 10h30 será divulgado os dados da balança orçamentária e o coeficiente da dívida/PIB. Amanhã os destaques ficam com o IPC-S, PMI de manufatura e balança comercial. Na quinta-feira será divulgado o IPC da FIPE e para fechar a semana na sexta-feira será divulgado os dados da Anfavea de outubro.
Brasil
Mercados Ontem (Sexta-Feira 28-10-2011)
No último pregão da semana, o Ibovespa fechou em alta de 0,41%, aos 59.513 pontos, atingindo a máxima de 59.668 pontos e mínima de 58.760 pontos. O giro financeiro totalizou R$ 6,21 bilhões.
Na agenda econômica, foram divulgados os números do IGP-M, que foram melhores do que o esperado pelo mercado, minimizando o impacto negativo das bolsas europeias. A maioria dos resultados divulgados hoje (28) frustraram as expectativas dos investidores, especialmente aqueles apresentados pelas Lojas Renner e pela Oi. Por outro lado, os desempenhos da Hering e da Brasil Foods foram positivos.
As principais blue chips brasileiras fecharam em direções divergentes, assim como as principais commodities negociadas no mercado internacional, a exemplo dos metais básicos, que em sua maioria subiram, e do petróleo que recuou. As ações ON e PN da Petrobrás avançaram 3,06% e 2,11%, respectivamente, enquanto os papéis ON e PNA da Vale recuaram 0,47% e 0,02%, respectivamente.
Fluxo Bovespa
Os investidores estrangeiros ingressaram no dia 26 de outubro, quarta-feira, R$ 46,63 milhões na Bovespa, quinto dia consecutivo de ingressos de recursos, quando o índice fechou em alta de 1,52%. Neste mês de outubro, os investimentos estrangeiros apresentam saldo negativo de R$ 173,44 milhões. No acumulado ano, os investimentos estrangeiros apresentam saldo negativo de R$ 533,57 milhões. Já os investidores Pessoa Física retiraram R$ 121,72 milhões na Bovespa no dia 26 de outubro. Neste mês, os investimentos de pessoas físicas apresentam déficit de R$ 990,81 milhões na Bovespa. No acumulado do ano, o saldo de pessoas físicas apresenta déficit de R$ 6,024 bilhões.
Mercados Hoje
Mercado local, assim como nos mercados mundiais, os investidores devem reagir com cautela em relação aos próximos desdobramentos sobre a crise de déficit europeia, a reunião dos G-20 em Cannes é amplamente aguardada pelo mercado, com a expectativa do anúncio dos detalhes remanescentes sobre o plano de resgate europeu, além disso mais um banco europeu cortou as projeções de crescimento econômico do bloco para apenas 0,2% em 2012 adicionando preocupações sobre o aprofundamento da crise na região.
} HRT Petróleo - De acordo com o jornal "Valor Econômico", a HRT fechou a venda de 45% dos 21 blocos na bacia do Solimões para a anglo-russa TNK-BP por US$1 bilhão, aproximadamente R$ 1,670 bilhão, valor que será pago em 5 parcelas de US$ 200 milhões ao longo de 30 meses. Segundo o jornal, o acordo será assinado na manhã desta segunda-feira (31) e garante uma opção de compra à TNK-BP, dando o direito de aquisição de mais 10% das ações ao final do prazo, com um prêmio de 15% sobre o preço de mercado estimado pela companhia. A aquisição considerou a existência de 1,09 bilhão de barris nos 21 blocos, dos quais 490 milhões pertencem a TNK-BP, e prevê o pagamento adicional por novos volumes descobertos. Segundo o jornal, o acordo encerra a associação entre a HRT e a Petra Energia, ex-detentora da fatia vendida a TNK-BP. Em maio de 2011, a HRT pagou R$ 1,288 bilhão pelos 45% de participação da Petra. A notícia é marginalmente positiva para os papéis da companhia.
} Marfrig - De acordo com o jornal "Valor Econômico", a HRT fechou a venda de 45% dos 21 blocos na bacia do Solimões para a anglo-russa TNK-BP por US$1 bilhão, aproximadamente R$ 1,670 bilhão, valor que será pago em 5 parcelas de US$ 200 milhões ao longo de 30 meses. Segundo o jornal, o acordo será assinado na manhã desta segunda-feira (31) e garante uma opção de compra à TNK-BP, dando o direito de aquisição de mais 10% das ações ao final do prazo, com um prêmio de 15% sobre o preço de mercado estimado pela companhia. A aquisição considerou a existência de 1,09 bilhão de barris nos 21 blocos, dos quais 490 milhões pertencem a TNK-BP, e prevê o pagamento adicional por novos volumes descobertos. Segundo o jornal, o acordo encerra a associação entre a HRT e a Petra Energia, ex-detentora da fatia vendida a TNK-BP. Em maio de 2011, a HRT pagou R$ 1,288 bilhão pelos 45% de participação da Petra. A notícia é marginalmente positiva para os papéis da companhia.
} Petrobrás - De acordo com fato relevante divulgado pela empresa na sexta-feira (28), após o mercado, o governo reduziu a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para gasolina e diesel, o que vai compensar um reajuste de preços anunciado simultaneamente pela companhia, ajudando o Banco Central a terminar 2011 com inflação dentro da faixa de tolerância da meta (os combustíveis têm peso de 4,6 por cento no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). As alterações entrarão em vigor no dia 1° de novembro A Cide será reduzida de R$ 0,192 por litro para R$ 0,091 por litro para a gasolina. Para o diesel, ela cairá de R$ 0,07 por litro para R$ 0,047 por litro. Já a Petrobras enviou comunicado à Comissão de Valores Mobiliários dizendo que vai reajustar os preços, antes de impostos, da gasolina em 10 por cento e do diesel em 2 por cento. Os preços para os consumidores permanecerão inalterados, afirmou a Fazenda. O petróleo para entrega em dezembro teve alta de 18% neste mês, enquanto o dólar caiu 2,2% em relação ao real na sexta-feira, chegando a R$ 1,6721. A notícia é positiva para as ações da companhia.
Resultados
} BR Malls - A companhia divulgou na sexta-feira (28) após o pregão, seus números referentes ao 3° trimestre de 2011, que, em linhas gerais vieram ligeiramente abaixo das expectativas do mercado. A receita líquida foi de R$ 219,3 milhões crescimento de 67,28% em relação ao mesmo período do ano passado, 9,9% acima do trimestre anterior e 8,37% maior que as expectativas do mercado, que totalizavam R$ 202,4 milhões. Tal crescimento foi impactado pelo repasse do aumento da inflação nos reajustes contratuais de aluguel nos shoppings da empresa e a inauguração de novos empreendimentos em 2011, alavancando o faturamento gerado pela locação de lojas, que somaram R$ 132,1 milhões no 3T11, valor 68% superior pela comparação anual e 11,4% maior que o trimestre anterior. Além disso, o aumento no número de empreendimentos do portfólio da BR Malls, que totalizou 43 shoppings frente aos 36 estabelecimentos no 3T10, também gerou um impacto positivo na receita total de estacionamento no trimestre, registrando um crescimento de 54% frente ao mesmo período de 2010. Já o EBITDA totalizou R$ 175,5 milhões, montante 71,8% superior ao divulgado pela companhia na comparação anual e 9,4% maior que o 2T11, alcançando um valor 7,6% acima das expectativas do mercado, principalmente influenciado pelo crescimento no faturamento da BR Malls no trimestre. Em relação ao lucro líquido, administradora de shoppings alcançou R$ 9,3 milhões, queda de 89,6% sobre o mesmo período do ano anterior e 91,6% menor que o trimestre passado, frustrando as estimativas do mercado em 60,3%. Ao que se refere ao recuo no resultado da BR Malls, a forte valorização do dólar entre o 2T11 e 3T11 de aproximadamente 20% gerou uma despesa financeira de R$ 113 milhões no trimestre em função da variação positiva dos passivos referente ao bônus perpétuos emitidos pela empresa em jan/11, afetando negativamente o resultado financeiro da companhia. Ao excluir os efeitos negativos da variação cambial no resultado da BR Malls, a empresa encerraria o 3T11 com um lucro líquido ajustado de R$ 92 milhões, apresentando um crescimento de 29,1% sobre o mesmo trimestre de 2010 e 20,2% inferior ao divulgado pela companhia no 2T11. O destaque positivo ficou para o maior spread na renovação dos contratos com os lojistas, alcançando um valor 29,3% maior contra 22,5% no 3T10, em decorrência da alta demanda por espaços comerciais nos shoppings do portfólio da companhia. Acreditamos em um impacto marginalmente negativo para as ações da companhia.

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