Mercados Ontem
O composto europeu Stoxx 600 fechou com baixa de 2,75%, aos 217,46 pontos, influenciado pelo atraso da última parcela do pacote de resgate à Grécia, devido à extensão do prazo aos auditores da TROICA, para que estes tenham tempo para concluir seus trabalhos. Com isso, os temores dos investidores quanto à crise da dívida europeia somado à preocupação quanto aos impactos sobre as instituições financeiras locais cresceram levando os mercados a operarem no negativo.
As bolsas americanas fecharam em alta, influenciadas pelas declarações do presidente do Fed, Ben Bernanke, de que a instituição está preparada para tomar ações que estimulem a economia do país, não descartando uma terceira rodada de afrouxamento quantitativo. Além disso, informações de que os ministros de Finanças dos países da zona do euro estão coordenando a recapitalização de instituições financeiras em dificuldade auxiliaram na recuperação das perdas dos índices da região, levando os índices para o campo positivo.
Mercados Hoje
Assim como ocorreu com os mercados nos EUA no final da sessão ontem (03), hoje as ações europeias se recuperam das recentes quedas, com especulações de que os governantes europeus estariam fazendo uma ação coordenada para blindar o sistema financeiro da região, aliviando um pouco as tensões sobre a deterioração dos balanços dos principais bancos europeus.
O FMI anunciou hoje que há sérias razões de preocupações com a Europa, e que os governantes deveriam tomar medidas decisivas rapidamente, além de defender mais ação por parte do BCE. Todo esse otimismo e sensação de alívio no curto prazo fazem com que os índices na Europa, assim como os futuros norte-americanos operem em alta. O composto europeu avançava 1,90%, liderado por bancos e empresas produtoras e exportadoras de commodities, e os futuros do S&P avançavam 0,8% após operaram estáveis mais cedo.
Nem tudo no mercado hoje é positivo, em épocas de crises e incertezas, além da volatilidade estar sempre presente, os investidores tem que lidar com noticias positivas e negativas. Ontem (03), a agência de classificação de risco Moody's rebaixou em três níveis o rating da Itália, que passou de Aa2 para A2, com perspectiva negativa. O governo italiano emitiu uma nota dizendo que já esperava tal rebaixamento, e que está trabalhando duro para atingir os objetivos fixados para o plano de austeridade em 54 bilhões de euros. No mês passado, a Standard & Poor's também rebaixou o rating da dívida italiana.
Hoje na Europa foram divulgados diversos PMI's na Zona do Euro o PMI composto de setembro ficou em 49,1 em linha com o esperado pelo mercado, o PMI de serviços ficou em 48,8 abaixo dos 49,1 esperados pelo mercado. As vendas no varejo de agosto ficaram em queda de 0,3% na comparação mensal, em linha com as expectativas do mercado, e em queda de 1,0% na comparação anual, abaixo das expectativas de queda em 0,7%. O PMI de serviços da Itália, de setembro, ficou em 45,8 contra esperado em 47,0.
O mesmo índice na Alemanha também desapontou as expectativas, ficando em 49,7 contra esperado em 50,3. Já no Reino Unido o PMI de serviços do mês passado surpreendeu, ficando em 52,9 contra esperado em 50,5. Ainda no Reino Unido foi divulgado o número final do PIB da região, que na comparação trimestral mostrou avanço de 0,1% contra esperado pelo mercado de alta em 0,2% na comparação trimestral a alta ficou em 0,6% contra esperado em 0,7%.
Fechamento Ásia
Na contramão do fechamento dos mercados nos EUA ontem (03), que tiveram forte alta após notícias de que os ministros das finanças da União Europeia estão coordenando uma recapitalização das instituições financeiras da região, os investidores asiáticos continuaram na esteira pessimista com a crise europeia, impedindo que os principais índices da região tivessem um fechamento no positivo. A liquidez das bolsas da região também foi reduzida devido aos mercados na China e em Hong Kong estarem fechados por conta de feriados locais. Assim, o composto asiático encerrou o dia em leve queda de 0,22%.
Destaques Agenda
Na agenda norte-americana, já foram divulgadas as solicitações de empréstimos da semana passada, que apresentou queda de 4,3%. Às 08h30, serão divulgado os números da Challenger de redução dos postos de trabalho de setembro. Mais tarde, às 09h15 serão divulgados os números da ADP da criação de empregos do mês passado. Às 11h, conheceremos o ISM de serviços, com esperado pelo mercado em 52,8. E às 11h30 serão divulgados os estoques de petróleo da semana passada, com esperado de alta em 1,5 milhões de barris. Amanhã os destaques ficam com os novos pedidos de seguro desemprego e seguro desemprego, e para fechar a semana, na sexta-feira serão divulgados os dados do payroll de setembro, estoques no atacado e crédito ao consumidor.
Agenda local fraca hoje, às 12h30 será divulgado o fluxo cambial da semana passada, e também o índice de preços das commodities de setembro. Amanhã os destaques ficam com o IGP-DI e os dados da Anfavea, e para fechar a semana na sexta-feira será divulgado o IPCA do mês passado.
Brasil
Mercados Ontem
O Ibovespa terminou o pregão em queda, com máxima de 50.790 pontos, mínima de 49.433 pontos, gerando um giro financeiro de R$ 7,74 bilhões.
Hoje foi divulgado na agenda local o IPC da FIPE, que veio em linha com o esperado, e os dados de produção industrial do IBGE, que veio abaixo das expectativas do mercado. A bolsa brasileira abriu em baixa influenciada negativamente pelo pessimismo quanto à situação da crise europeia e a decepcionante divulgação da produção industrial local. Porém, recuperou parte das perdas no fim do pregão após o anúncio de medidas para aumentar a liquidez do sistema financeiro europeu, feito pelas autoridades locais no fim da tarde.As principais blue chips brasileiras registraram fortes perdas. As ações ON e PN da Petrobrás fecharam com perda de 4,02% e 3,61%, respectivamente. Vale ON recuou 3,00% e PNA teve baixa de 2,50%.
As principais blue chips brasileiras fecharam em direções divergentes, enquanto as principais commodities metálicas no mercado internacional desvalorizaram, a exemplo do cobre, o petróleo encerrou a sessão no campo positivo. As ações ON e PN da Petrobrás apresentaram alta de 0,40% e 0,76%, já as ON e PNA da Vale, com desvalorização de 0,89% e 1,05%, respectivamente.
Fluxo Bovespa
Os investidores estrangeiros ingressaram no dia 30 de setembro, sexta-feira, R$ 413,67 milhões na Bovespa, quando o índice fechou em queda de 1,99%. No fechamento do mês de setembro, o déficit dos investimentos estrangeiros foi de R$ 249,66 milhões na Bovespa após este ingresso. Já no acumulado do ano, os investimentos estrangeiros apresentam saldo negativo de R$ 360,12 milhões. Já os investidores Pessoa Física ingressaram R$ 157,47 milhões na Bovespa no fechamento de setembro (30). No mês de setembro, o saldo dos investidores fechou com superávit de R$ 202,18 milhões na Bovespa. Este foi o primeiro fechamento com superávit de investimentos de pessoas físicas desde janeiro de 2011. No acumulado do ano, o saldo de pessoa física apresenta déficit de R$ 5,033 bilhões.
Mercados Hoje
Mercados globais mais otimistas com as expectativas de ajuda coordenada para blindar os bancos europeus, porém muito ainda tem a ser absorvido e detalhado sobre esse plano, por tanto nada está resolvido, a crise está longe de acabar, porém águas um pouco mais calmas em tempos de tormentas são bem vindas. Assim a influência positiva, caso a mesma continue nos mercados, deverá influenciar também os nossos negócios.
} HRT - De acordo com uma notícia vinculada ao jornal "Estado de São Paulo", o presidente da petroleira, Marcio Mello, informou que a sua empresa de exploração deverá possuir 40% do capital social de uma nova fábrica de sonda voltadas para exploração de petróleo e gás natural, cujo objetivo principal é construir inicialmente oito sondas nos próximos anos. Segundo o executivo, a nova instalação que deverá ser construída em Manaus, contará ainda com uma joint venture formada entre as empresas "Andrews Technologies" e "Sichuan Hongshua Petroleum". As noticiais são de cunho informativo não devendo impactar nos preços das ações, à medida que ainda carece de dados referentes ao volume de investimentos e prazo de produção das sondas da companhia.
} Setor de Alimentos - De acordo com o jornal "Valor Econômico", as exportações brasileiras de carne bovina devem totalizar US$5 bilhões em 2011, crescimento de 4% na comparação anual, quando as vendas externas totalizaram US$ 4,8 bilhões. Entretanto, o volume exportado será entre 15% e 20% inferior em relação ao ano passado, quando o país exportou 1,8 milhão de toneladas. O aumento da receita exportada e a queda do volume é decorrente do aumento dos preços médios de exportação, que totalizou US$ 5.423 por tonelada em setembro, 30,76% superior ao mesmo período do ano passado, segundo a Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carnes (Abiec). A notícia é marginalmente positiva para as companhias do setor.
} Setor de Calçados - Segundo um novo artigo publicado no ontem (04/10) no "Diário Oficial da União", a importação de solados e cabedais chineses pelos distribuidores no Brasil precisará de uma autorização prévia emitida pelo governo brasileiro antes da mercadoria entrar no mercado doméstico. De acordo com o decreto criado pela "Secretaria de Comércio Exterior do Ministério", os documentos obrigatórios necessários para a importação dos calçados asiáticos serão emitidos em até 60 dias após a abertura do processo, sendo que a principal finalidade do novo documento consiste em investigar alegações de "dumping" nos caçados fabricados na China pelos fabricantes brasileiros. Acreditamos que a notícia seja positiva para as ações do setor, uma vez que desaceleram as importações de componentes asiáticos utilizados nos calçados asiáticos comercializados no Brasil, cujo volume de negociação atingiu US$ 144,1 milhões entre março do ano passado e agosto de 2011.
} Setor Sucroalcooleiro - Segundo dados divulgados pela Secex e MDIC, instituições voltadas para o comércio exterior, a exportação de açúcar brasileiro registrou um volume de 2,79 milhões de toneladas em setembro, volume 18% inferior ao alcançado no mesmo período do ano anterior. De acordo com o estudo, além da quebra da safra de cana a falta de investimentos nos últimos anos e redirecionamento do açúcar exportado para atender a demanda do mercado doméstico, que atualmente negocia um ágio de 2% no preço de exportação, são os principais motivos para o declínio do ritmo de embarque da commodity em setembro/11. Apesar da redução da venda de açúcar ao exterior, acreditamos que a notícia seja neutra para os ativos do setor, uma vez que a demanda pelo açúcar no mercado doméstico ainda continua aquecida e a ainda permanece negociada com um prêmio frente às cotações do produto na exportação.
} TAM - De acordo com o jornal "Valor Econômico", a LAN Airlines e a TAM Linhas Aéreas devem retomar os trabalhos para a fusão das duas companhias nesta semana, estimando a conclusão da Latam até o fim do primeiro trimestre de 2012, conforme o comunicado conjunto divulgado ontem (4). A princípio, a iniciativa consiste na criação de mais de uma dezena de grupos de trabalho, em áreas como recursos humanos, planejamento e finanças, com representantes das duas empresas. Além disso, as duas empresas já iniciaram a análise do organograma das companhias, com o objetivo de criar um padrão para a nova companhia. Anunciado em agosto de 2010, o processo de integração foi aprovado no dia 21 de setembro pelo Tribunal de Defesa da Livre Concorrência (TDLC), órgão de defesa ao consumidor do Chile, com 11 restrições, dos quais 3 foram contestadas pela Latam. A notícia é de cunho informativo e não deve impactar sobre o preço dos ativos.
} TIM - Em nota veiculada ao jornal "Valor Econômico", a TIM definiu o preço por ação de sua oferta primária em R$ 8,60, valor ligeiramente abaixo da cotação de fechamento de ontem (4), de R$ 8,68. Segundo os dados registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia conseguiu vender todas as 190.796.858 ações do lote principal. Além disso, foi registrado o lote suplementar, que soma 9.461.510 ações. No anúncio da oferta, informada pelo "UM Bom dia", a Telecom Itália informou que não pretendia diluir sua participação no Brasil e que deveria subscrever 66,94% das ações, percentual que corresponde a sua participação na operação brasileira. O início das negociações com as ações da oferta está previsto para amanhã (6) e a data de liquidação, para segunda-feira (10). A notícia é de cunho informativo e não deve impactar sobre os preços dos ativos da companhia.
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