quarta-feira, 28 de setembro de 2011

[Ceoinvest] Bom dia! Segue nosso informativo do dia 28 de Setembro.

Mercados no Mundo

 

Mercados Ontem

 

O composto europeu Stoxx 600 fechou o pregão em alta de 4,37%, aos 229,91 pontos, ainda influenciado pelo otimismo gerado pelas declarações das autoridades europeias realizadas na segunda-feira (26), quanto a um possível corte da taxa de juros. Além disso, as especulações de uma ampliação do Fundo de resgate europeu pelo Banco Central Europeu (BCE), continuaram animando os investidores no pregão de hoje, apesar das declarações contrárias de algumas autoridades, a exemplo do ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble.

 

As bolsas americanas fecharam o dia em alta pelo segundo pregão consecutivo, ainda influenciado pelas expectativas acerca de um alívio monetário na região da Europa e da liberação da próxima tranche de empréstimos do FMI à Grécia, reforçadas após especulações de que o país deverá cumprir as exigências estabelecidas pela instituição para a liberação dos recursos. Além disso, na agenda econômica americana, foram divulgados o índice de atividade de manufatura do FED de Richmond, acima das expectativas do mercado e a confiança do consumidor que veio melhor que o dado anterior, mas levemente abaixo das expectativas dos analistas. A soma do otimismo dos mercados internacionais e a divulgação dos dados referentes à economia do país, levaram os índices americanos a terminar o dia com valorização.

 

Mercados Hoje

 

Mais um dia de alta nos mercados mundiais, sustentada apenas em expectativas quanto a um desfecho melhor para a crise da dívida grega, enquanto os mercados caminham para o fechamento do trimestre nessa sexta-feira (30). As recentes altas na Europa e nos EUA são alimentada também por esperanças positivas relação à situação grega, que até agora tem evitado dar default na sua dívida. Esse otimismo de curto prazo é fraco, já que pelo menos até agora nada foi concluído ou oficializado sobre a continuidade do recebimento das tranches de empréstimos da União Européia e do FMI pela Grécia.

 

Hoje a chanceler alemã Angela Merkel disse que está aguardando os relatórios que mostram o progresso ou não da Grécia em conter o déficit do país, antes de decidir sobre um segundo pacote de financiamento. Ontem (27) o parlamento grego aprovou um novo imposto sobre propriedades, com a função de aumentar a arrecadação do estado e diminuir o rombo das contas públicas. Assim, o composto europeu operava em alta de 0,20% e os futuros do S&P avançavam mais forte, em alta de 0,8%. 

 

Dia de agenda relativamente fraca na Europa também. Na Itália, foi divulgada a confiança do empresariado, que ficou em 94,5 em setembro contra esperado em 98,1 sendo essa a pior leitura do índice desde janeiro de 2010. Na Alemanha foi divulgado o índice de preços de importação de agosto, que registrou queda de 0,7% contra esperado de queda em 0,3% na comparação mensal, já na comparação anual o índice acumula alta de 6,6% contra esperado pelo mercado de alta em 6,7%. 

 

Fechamento Ásia

 

Principais mercados asiáticos encerram a sessão sem direção definida, porém o composto subiu 0,51%, aumentando os ganhos dessa semana após a forte alta de ontem (27). As ações chinesas operaram novamente na contramão do otimismo asiático, encerrando em queda pela quarta vez em cinco sessões, com investidores receosos que as medidas para conter a inflação desacelerem a economia local e afetem o lucro das empresas. O otimismo asiático se dá com as expectativas de um acordo para a Grécia evitar um default no curto prazo, fato inevitável caso o país não receba as tranches de empréstimos da UE e FMI.

 

Destaques Agenda

 

Na agenda norte-americana, já foram divulgadas as solicitações de empréstimos hipotecários até o dia 23 de setembro, que ficou em alta de 9,3%. Mais tarde, às 09h30 serão divulgados os pedidos de bens duráveis de agosto, com esperado de queda em 0,2%. Nos pedidos de bens duráveis excluindo transportes, o esperado também é uma redução de 0,2% frente a julho. Às 11h30 serão divulgados os estoques de petróleo da semana passada, com esperado em de alta em 2,050 milhões de barris. Após o fechamento do mercado às 18h o presidente do FED, Ben Bernanke, discursará em Cleveland. Para amanhã os destaques ficam com a última divulgação da revisão do PIB norte-americano do segundo trimestre, novos pedidos de seguro desemprego e vendas pendentes de moradias. E para fechar a semana na sexta-feira, serão divulgados os dados de renda e gastos pessoais de agosto, assim como o índice dos gerentes de compras de Chicago e o número final da confiança do consumidor medida pela Universidade de Michigan.

 

Agenda local bastante fraca hoje, com destaque para a divulgação das vendas nos supermercados às 11h e do fluxo cambial da semana passada às 12h30. Amanhã será divulgado o IGP-M de setembro. E para fechar a semana na sexta-feira conheceremos o coeficiente da dívida/PIB de agosto.

 

Brasil

 

Mercados Ontem

 

O Ibovespa encerrou o dia em alta, apresentando mínima de 53.751 pontos, máxima de 54.992 pontos e giro financeiro de R$ 5,85 bilhões.

 

A bolsa local já abriu o pregão em forte alta na esteira do otimismo das bolsas internacionais quanto a uma melhoria da situação da crise soberana europeia, apoiando-se nos boatos sobre uma possível expansão do Fundo de Resgate Europeu. Ofuscando a retração do dado de confiança do consumidor e de custos com construção acima do esperado, medidos pela FGV. Além disso, a aprovação do imposto sobre imóveis pelo Parlamento grego impulsionou o índice, que perdeu força nas últimas horas da sessão.

 

As blue chips encerraram o dia em direção opostas. A Petrobrás ON e PN encerraram o dia com baixa de 1,15% e 1,16%, respectivamente. Já a Vale ON e PN fecharam com valorização de 1,12% e 0,79%.

 

Fluxo Bovespa

 

Os investidores estrangeiros retiraram no dia 23 de setembro, sexta-feira, R$ 349,55 milhões na Bovespa, quando o índice fechou em leve queda de 0,09%. Após esta retirada, o saldo dos investimentos estrangeiros atingiu déficit de R$ 508,37 milhões na Bovespa no mês de setembro. Já no acumulado do ano, os investimentos estrangeiros apresentam saldo negativo de R$ 618,84 milhões. Já os investidores Pessoa Física ingressaram R$ 235,41 milhões na Bovespa no dia 23 de setembro. No mês de setembro, o déficit dos investimentos de pessoas físicas diminuiu para R$ 48,01 milhões na Bovespa. No acumulado do ano, o saldo de pessoa física apresenta déficit de R$ 5,283 bilhões.

 

Mercados Hoje

 

Mercados internacionais apontam para mais um dia de altas, liderados pelas expectativas dos investidores em relação a um desfecho positivo para a situação deficitária grega. Nada ainda está confirmado, tão pouco certo de que os novos empréstimos ao país serão capazes de aliviar as preocupações no mercado em relação ao futuro do país e da zona do euro. Localmente, a pressão inflacionária continua sobre o sentimento dos investidores, sendo esse mais um fator negativo para o desenvolvimento do nosso mercado. O término do trimestre no final dessa semana também é mais um fator que contribui para os movimentos positivos dos índices mundiais.

 

}  Brasil Foods - De acordo o conselheiro do Cade, Ricardo Ruiz, o órgão antitruste está questionando a BR Foods sobre as novas aquisições que a companhia pretende realizar, como a Doux Frangosul, empresa com operações de abate e produção de suínos em Caxias do Sul (RS). De acordo com Ruiz, "todo o termo assinado com o Cade (na negociação onde foi acertada a fusão entre a Sadia e Perdigão com restrições) indica que a empresa chegou a um nível (de aquisições) que é o limite", porém a empresa poderia sim crescer "através de novas plantas, do aumento da capacidade produtiva - a empresa pode abrir fábricas, aumentar a produção por esforço próprio".  O Cade agora monitora os pronunciamentos da empresa (dentro destes se destacam o anuncio da nova marca de queijos da Sadia, os comentários de que a BRF vai "recompor rapidamente" os ativos que o Cade mandou vender, possíveis troca de ativos no exterior e, agora, aquisição da Frangosul) e pensa em pedir explicações sobre alguns movimentos da empresa. A notícia é marginalmente negativa para a companhia, que imaginava ter maior liberdade nesse processo de troca de ativos / recomposição dos que serão vendidos.

 

}  Cosan e Santander - Conforme apurou o jornal "Valor Econômico", a Raízen e o Banco Santander anunciaram uma parceria para a criação de um cartão de crédito destinado a oferecer descontos aos clientes sobre o preço do combustível de seus veículos, inicialmente limitado em até 4%. Sobre a bandeira "Mastercard", o cartão será oferecido apenas nos postos das redes "Esso" e "Shell". Acreditamos que a notícia seja marginalmente positiva para ambas as companhias, uma vez que ampliam a atuação do Santander na área de cartões de crédito, responsável por 17,40% das comissões da companhia durante os seis primeiros meses de 2011, juntamente com um aumento na base de clientes dos postos de combustíveis da Raízen.

 

}  Light - Segundo o jornal "Valor Econômico", o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) adiou o julgamento de um crédito tributário de R$ 481 milhões da Light, devido a operações da distribuidora com duas subsidiárias na Ilhas Cayman. Em 1997, a companhia captou recursos para a aquisição da Eletropaulo e menos de quatro anos depois a Light realizou uma capitalização de suas subsidiárias no exterior, que, de acordo com a Receita Federal, teria sido uma simulação  para amortizar a dívida anterior. A legislação em vigor na época permitia a redução a zero do Imposto de Renda sobre os juros de um empréstimo no exterior, desde que o capital fique no país por mais de oito anos. Assim, "a empresa fugiu da obrigação de ter que recolher imposto na fonte sobre juros remetidos ao exterior, mascarando um empréstimo que, na verdade, foi amortizado", afirmou a Receita. A notícia é de cunho informativo e não deve impactar sobre os preços dos ativos.

 

}  Petrobrás - Segundo o presidente da Estatal, José Sergio Gabrielli, a redução do CIDE não deverá trazer impacto no caixa da companhia, uma vez que a Petrobrás apenas repassa o tributo sem possuir qualquer controle sobre o preço final da gasolina. Além disso, o executivo destacou que a companhia deverá continuar sua estratégia de importação do combustível para suprir a escassez da oferta doméstica, principalmente motivada pela falta de álcool no mercado interno afetado pela redução de investimentos em novas áreas de plantio nos últimos três anos. Em linhas gerais, conforme o relatório enviado ontem (27/09) contendo uma avaliação sobre os impactos da redução do CIDE e descrição dos principais pontos abordados pela adoção dessa nova medida para as ações da estatal, acreditamos que a notícia seja neutra para as ações da companhia.

 

}  Setor de Energia - De acordo com o jornal "Valor Econômico", o grupo espanhol Iberdrola quer aumentar a participação na Neoenergia, controladora da distribuidoras Celpe (CEPE3), Cosern (CSRN5) e Coelba (CEEB5), de 39% para 60%, adquirindo parte dos 49,01% de participação que o fundo de pensão Previ detém atualmente. A Neoenergia é avaliada em mais de R$ 20 bilhões e além das distribuidoras, possui ativos de geração, como a participação em Tele Pires. Segundo fontes, a Previ teria sugerido à Iberdrola a utilização da Elektro (EKTR3), adquirida pelo grupo espanhol no início do ano, como moeda de troca. Caso a negociação se concretize, o fundo de pensão, que participa do bloco de controle da companhia paulista CPFL Energia, iniciaria o processo de fusão entre as duas empresas (CPFL e Elektro), almejado pela companhia desde o começo do ano. A notícia é marginalmente positiva para os papéis do setor.

 

}  Setor Financeiro - De acordo com uma notícia vinculada ao jornal "Valor Econômico", o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, informou ontem (27/09) que o crédito brasileiro fornecido pelas instituições privadas e estatais deverá apresentar um crescimento de 17% frente ao volume alcançado em 2010, valor que representaria 2 p.p acima do esperado para 2011. Segundo Maciel, apesar dos empréstimos e financiamentos concedidos pelo sistema financeiro brasileiro acabar crescendo a uma taxa acima do previsto pelo BC, o economista divulgou que o BC não trabalha com qualquer risco de explosão no nível de inadimplência no país e que a instituição trabalha com uma projeção de crescimento sustentável da oferta de crédito no Brasil, principalmente motivado pela continuidade do crescimento econômico do país e os efeitos causados pela redução da taxa de juros no valor de pagamento das dívidas das empresas e pessoas físicas nos próximos anos. A notícia é positiva para as ações do setor.

 

}  Setor Siderúrgico - De acordo com dados do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), os estoques de aços planos sofreram uma retração de 3,5 meses para 2,9 meses no mês de agosto, deixando as siderúrgicas um pouco mais aliviadas. De acordo com o Inda, em agosto foram vendidas 387 mil toneladas de aços planos, um crescimento de 15,2% sobre o volume vendido em julho, muito acima das expectativas do mercado que apontavam um crescimento de 5% na passagem mensal. A expectativa agora é de que as vendas se mantenham aquecidas este mês e que os estoques fechem o mês na casa dos 2,7 meses - muito próxima da zona de conforto, entre 2,5-2,6 meses. A explicação para essa retração nos estoques é a menor competição com produtos importados este mês, quadro que deve permanecer nos próximos meses em função da forte valorização do dólar. A notícia é positiva para as companhias siderúrgicas que atuam no segmento de aços planos; CSN e Usiminas.

 

}  Vale - De acordo com o diretor executivo da Vale Fertilizantes, Mário Alves Barbosa Neto, a companhia deve investir cerca de US$ 15 bilhões no segmento de fertilizantes até o final de 2020 com o objetivo de se tornar a quinta maior produtora de potássio e fosfato do mundo (hoje a companhia é a 14° maior produtora mundial). De acordo com o executivo, o capital necessário para os projetos de expansão está confirmado, porém a companhia precisaria fechar um acordo com a Petrobrás, para que a mesma faça o arrendamento de algumas minas que estão em zona de exploração da estatal (como no caso da mina de Taquari-Vassouras). De acordo com o diretor de operações da Vale Fertilizantes, Marcelo Fenelon, talvez a Petrobrás precise abrir mão de uma parte das reservas que estão no campo de Carmópolis (SE), onde há o maior campo de petróleo em terra do País. Nas palavras do executivo; "está sendo discutida a convivência da lavra de petróleo com a lavra de potássio - convivência ou prioridade". As notícias são de cunho informativo, não devendo impactar sobre o preço dos ativos, dado que nada está definido até o presente momento e os investimentos já foram em grande parte precificados.       

 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Twitter: