segunda-feira, 19 de setembro de 2011

[Ceoinvest] Bom dia! Segue nosso informativo do dia 19 de Setembro.

 

Mercados no Mundo

 

Mercados Ontem

 

O composto europeu Stoxx 600 encerrou o dia com alta de 0,64%, aos 230,16 pontos, ainda apoiada pelas últimas declarações dos bancos centrais mundiais em promover liquidez em moeda americana aos bancos europeus, e do comprometimento da Alemanha, França e China em buscar uma saída para a crise de déficit grega, divulgados na quinta-feira (15/09). Entre os destaques do dia, as declarações do presidente do eurogrupo, Jean Claude Juncker, a respeito da postergação da ajuda de 8 bilhões de euros, do pacote de resgate grego para outubro, e as expectativas quanto à reunião dos ministros de finanças da europa em Wroclaw, na Polônia.

 

As bolsas norte-americanas fecharam em alta, ainda influenciadas pelo bom humor trazido pelos anúncios de operação coordenada entre os bancos centrais de diversos países, para aumentar a liquidez dos mercados. Além disso, a divulgação do índice de confiança dos consumidores, medido pela Universidade de Michigan, veio melhor do que o esperado pelo mercado, contribuindo assim para a manutenção dos ânimos dos investidores.

 

Mercados Hoje

 

Após uma semana positiva e volátil nos mercados europeus e norte-americanos, parte dessa alta auferida vem sendo devolvida no início dessa semana, que conta com a decisão do FOMC e possíveis comentários sobre estímulos à economia por parte do FED na quarta-feira (21). Investidores ainda preocupados com o desenrolar da crise de déficit europeia. Na sexta-feira (16) e durante o final de semana, ministros das finanças europeus se reuniram na Polônia para discutir a atual situação europeia, em particular a crise de déficit grega.

 

As autoridades europeias fizeram ainda mais pressão sobre o primeiro ministro grego, George Papandreou, que precisa cumprir as exigências impostas ao país, para que eles recebem as novas tranches de empréstimos do FMI e UE, a fim de reestruturar a dívida do país e evitar default no curto prazo, fato que pode gerar um efeito dominó nocivo ao sentimento dos mercados, afetando a confiança na reestruturação da dívida da Espanha, Itália e Portugal. Assim, o composto europeu recuava 1,90% após ter subido mais de 2,50% na semana passada e os futuros do S&P recuavam por volta de 1,50%.

Os investidores também aguardam nessa semana, mais precisamente na quarta-feira, a decisão do FOMC sobre a taxa de juros nos EUA. O esperado é a manutenção da taxa, porém o que o mercado realmente aguarda é o anúncio de mais e novos estímulos à economia norte-americana, já que por diversas oportunidades o seu presidente, Ben Bernanke, disse que o FED somente discutiria ou anunciaria algo novo nessa reunião. 

 

As principais commodities também recuavam, o petróleo negociado em Nova York caía para o nível mais baixo em uma semana, com receios de que a demanda pela commodity diminua por conta de um crescimento econômico mais baixo nos EUA. O cobre recuava mais forte após as declarações do premiê chinês, Wen Jiabao, de que o governo continuará a tomar medidas para controlar a inflação, afetando assim a expectativa de demanda futura do maior consumidor mundial da commodity. O ouro avançava com investidores procurando investimento em ativos mais seguros.  

 

Fechamento Ásia

 

Com a bolsa japonesa fechada devido a ferido local, os mercados na região encerram o dia em forte queda, e o composto asiático fechou a primeira sessão dessa semana com recuo de 1,58%. Investidores seguem pessimistas com o desenrolar da crise de déficit europeia, principalmente com a possibilidade cada vez mais crescente da Grécia dar default na dívida em breve, já que as reuniões entre ministros das finanças europeus, na sexta-feira (16) e durante o final de semana, não aliviaram as pressões para que o país não receba as novas tranches de empréstimos financeiros internacionais, caso o governo deixe de cumprir parte das exigências para a liberação desses recursos. Na China, o índice recuou para o menor nível em 14 meses, após o premiê Wen Jiabao ter dito que o governo continuará tomando medidas para controlar a inflação. 

 

Destaques Agenda

 

Agenda norte-americana começa a semana com apenas um destaque, às 11h será divulgado o índice NAHB do mercado de habitação de setembro, com esperado em 15. Amanhã o destaque fica com a construção de casas novas de agosto e as licenças para construção. Na quarta-feira os destaques ficam com as solicitações de empréstimos hipotecários, vendas de casas existentes e a decisão do FOMC sobre a taxa de juros. Na quinta-feira conheceremos os novos pedidos de seguro desemprego da semana passada, indicadores antecedentes e o índice de preços de casas. E na sexta-feira a agenda nos EUA é vazia, sem nenhum dado relevante a ser divulgado.

 

Na agenda local já foi divulgado o IPC da FIPE até o dia 15 de setembro, que ficou em alta de 0,25% contra esperado de alta em 0,35%. Também já foi divulgadA a segunda prévia do IGP-M de setembro, que ficou em alta de 0,52% contra esperado de alta em 0,55%. Às 08h30 foram divulgados os dados da pesquisa Focus do Banco Central, com os detalhes na tabela ao lado. E às 11h serão divulgados os dados da balança comercial semanal, da semana até o dia 18 de setembro. Amanhã, o destaque fica com o IPCA- 15 de setembro. Na quinta-feira será divulgada a taxa de desemprego de agosto e a coleta de impostos. E na sexta-feira para fechar a semana conheceremos o IPC-S até o dia 22 de setembro e os dados da conta corrente mensal de agosto. 

 

Brasil

 

Mercados Ontem

 

O Ibovespa encerrou a semana com alta de 1,47%, com mínima de 56.257 pontos, máxima de 57.210 pontos e giro financeiro de R$ 5,28 bilhões.

 

Em função da fraca agenda macroeconômica interna e da falta de indicadores importantes, a bolsa brasileira seguiu o desempenho das bolsas internacionais, impulsionadas pelo anúncio de operações coordenadas entre os principais bancos centrais para aumentar a liquidez em dólar no mercado, operando no campo positivo em boa parte do dia, gerando a terceira alta consecutiva.

 

As ações preferências das principais blue chips da bolsa encerraram o dia em alta. A Petrobrás PN e a Vale PNA fecharam o dia com alta de 0,24% e 0,66%, respectivamente.

 

Fluxo Bovespa

 

Os investidores estrangeiros retiraram no dia 14 de setembro, quarta-feira, R$ 64,38 milhões na Bovespa, quando o índice fechou em alta de 1,34%. Neste mês, o superávit dos investimentos estrangeiros diminuiu para R$ 217,91 milhões na Bovespa após este ingresso de recursos. Já no acumulado do ano, os investimentos estrangeiros apresentam saldo positivo de R$ 107,44 milhões. Já os investidores Pessoa Física retiraram R$ 122,43 milhões na Bovespa no dia 14 de setembro. No mês de setembro, o déficit dos investimentos de pessoas físicas aumentou para R$ 340,54 milhões na Bovespa. No acumulado do ano, o saldo de pessoa física apresenta déficit de R$ 5.576 bilhões.

 

Mercados Hoje

 

Investidores na ponta mais pessimista com o desenrolar da crise de déficit europeia, em especial com a situação grega. Commodities em baixa com os receios sobre a crise de déficit europeia e também com as declarações do premiê chinês sobre aperto monetário. Investidores também seguirão atentos à reunião do FOMC na quarta-feira sobre a decisão dos juros, e principalmente com indicações de novos estímulos à economia.

 

}  Anhanguera Educacional - A companhia anunciou ontem (18), através de um fato relevante, que o seu conselho de administração aprovou a aquisição da rede de faculdades "Uniban", grupo fundado há 30 anos e com aproximadamente 55,1 mil alunos matriculados, por meio de uma operação que totalizou R$ 510 milhões. De acordo com o presidente da Anhanguera, Alexandre Dias, a negociação que levou aproximadamente seis meses contará com o pagamento de R$ 235 milhões durante a assinatura do contrato na data de hoje (19) e de R$ 285 milhões em até 24 meses corrigidos pelo CDI. Acreditamos que a notícia seja positiva para as ações da companhia, à medida que a compra da Uniban não apenas adicionará 12 campus universitários ao portfólio da empresa, como também demonstra uma estratégia  de consolidação da Anhanguera como a empresa com maior número de alunos no Brasil, contando com aproximadamente 400 mil alunos matriculados entre os cursos online e presenciais, cerca de 67% a mais de estudantes da segunda colocada ocupada pelo grupo "Estácio de Sá".

 

}  Mafrig - De acordo com o jornal "Valor Econômico", ontem (18) a Marfrig Alimentos anunciou a venda do negócio de serviços logísticos de sua subsidiária Keyston Foods, que atende EUA, Europa, Oriente Médio, Oceania e Ásia, para a The Martin-Browener Company, empresa focada em logística, por US$ 400 milhões, valor que será pago no último trimestre do ano. De acordo com o presidente da companhia, Marcos Molina, a decisão já havia sido tomada e não está relacionada com o nível de endividamento da Marfrig (relação dívida líquida e EBITDA, atualmente em 3,9x), e nem com as recentes perdas na bolsa, na qual suas ações caíram 34,42% desde 5 de agosto, resultado da venda de posições alavancadas da companhia pela gestora de recursos GWI. Segundo Molina, a venda dos ativos de logística tem como objetivo reforçar o caixa, atualmente estimado em R$ 3,97 bilhões, e permitir à Marfrig e a Keyston Foods focarem estrategicamente no negócio principal de proteínas. A notícia é marginalmente positiva para as ações da companhia.

 

}  Petrobrás - Em entrevista veiculada ao jornal "Folha de São Paulo", o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, afirmou que no curto prazo a companhia não dará retorno, entretanto, garantiu a lucratividade no longo prazo. Segundo o executivo, o governo não regula o preço do combustível, apesar da alta participação estatal no conselho e afirmou que o preço da gasolina nacional segue o internacional em linha, desde 2002. Gabrielli também disse que a companhia pretende produzir 12% do álcool consumido pelo mercado até 2015, 7p.p acima da atual produção, e negou atritos com a presidente Dilma Roussef e divergências estratégicas com o governo. A notícia é de cunho informativo, não devendo impactar sobre os preços dos ativos.

 

}  Random - De acordo com uma notícia vinculada ao jornal "Valor Econômico", a empresa que atua na produção de peças destinada ao setor rodoviário, pretende deslocar parte de seu parque industrial para a Argentina visando aproveitar o baixo custo da mão-de-obra e a desvalorização do câmbio no país para produzir produtos como basculantes e reboques destinados para exportação à Bolívia, Chile e Paraguai. Em uma entrevista concedida ao jornal, o diretor executivo da Randon, Norberto Fabris, informou que a nova estratégia adotada pela companhia proporcionará uma redução de aproximadamente 3% a 4% nos custos de produção da empresa. A notícia é marginalmente positiva para os papéis da companhia.

 

}  Setor de Construção Civil - Segundo um relatório publicado pelo "Secovi -SP", as vendas de imóveis no estado de São Paulo registraram uma queda de 28,6% no primeiro semestre de 2011 frente ao mesmo período em 2010, totalizando um volume de imóveis vendidos de 14,4 mil unidades durante os seis primeiros meses desse ano. Além disso, de acordo com o estudo publicado pela instituição, cerca de 60,5% das residências comercializadas no período corresponderam às residências de até dois dormitórios provenientes de lançamentos realizados em até seis meses. Acreditamos que a notícia seja marginalmente negativa para as empresas do setor.

 

}  Suzano - De acordo com um artigo publicado no jornal "Valor Econômico" dessa segunda-feira (19/09), a companhia de papel e celulose contratou o banco de investimentos JP Morgan para avaliar possíveis interessados na aquisição dos ativos da empresa ligados aos segmentos de impressão e papel-cartão. Segundo uma fonte de jornal, o intuito da operação seria destinado para readequar o perfil de endividamento da Suzano e adquirir recursos que seriam destinados para o programa de investimentos anunciada pela empresa de R$ 10 bilhões nas áreas de energia renovável e celulose nos próximos dois anos.  Dentre os possíveis compradores dos ativos da Suzano apurados pelo jornal, apenas a Klabin, empresa que atua no setor de embalagens de papéis, estaria entre as companhias brasileiras interessadas nos ativos da Suzano, enquanto que as empresa "International Paper (IP)" e alguns grupos asiáticos estariam entre os potenciais interessados na compra dos ativos da empresa. Acreditamos que a notícia seja de cunho informativo, não devendo impactar nos preços das ações da companhia.

 

}  Usiminas - Segundo o jornal "Valor Econômico", a nova reorganização societária da Usiminas deve ocorrer em 2 etapas, com a busca de um parceiro internacional. Inicialmente a estratégia da Nippon Steel, principal acionista controladora da siderúrgica mineira, será fechar o acordo de compra da participação da Votorantim e da Camargo Corrêa, totalizando 54% do capital votante e 28% do capital total da empresa. O valor-piso para as negociações foi estabelecido pela oferta não-oficial da CSN iniciada no fim do ano passado, estimada em R$ 40,00 por ação, representando um prêmio de 67% sobre o preço de fechamento de sexta-feira (16). O passo seguinte da Nippon Steel será buscar um parceiro com visões semelhantes, com o objetivo de ampliar sua atuação no mercado de aço das Américas e buscar sinergias industriais e comerciais, sendo que os principais candidatos são o grupo Gerdau, décimo maior produtor do mundo, e a Ternium, controlada do grupo ítalo-argentino Techint, que atua na Argentina, México e EUA. Segundo a notícia, a Ternium já possui uma parceria com a Nippon Steel no México,o que pode aproximar os grupos, enquanto que a Gerdau teria que oferecer como principal ativo a controlada Açominas, que geraria ganhos de sinergia operacionais, logísticas e comerciais para a companhia japonesa. A notícia é positiva para as ações da companhia.

 

 

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