Mercados Ontem (Sexta-Feira 29/07/2011)
O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou o pregão em queda de 0,69%, aos 265,25 pontos. Os principais fatores que influenciaram as bolsas européias foram a divulgação do PIB americano, que veio abaixo das expectativas, e a indefinição quanto à dívida americana. Além disso, o anúncio de revisão da nota de crédito da Espanha pela Moody's reforçou o pessimismo dos investidores.
O NYSE Composite encerrou o dia em baixa de 0,55%, aos 8079,44 pontos, refletindo novamente o desconforto dos investidores, por causa do impasse do teto da dívida pública do país, intensificado pelo adiamento da votação de ontem, aumentando a possibilidade de um default norte-americano. Além disso, a divulgação de dados da economia americana frustrou as expectativas dos investidores, a exemplo do PIB e do índice de confiança da Universidade de Michigan, derrubando ainda mais o índice.
Mercados Hoje
Sentimento de alívio prevalece nos mercados hoje, as bolsas asiáticas enceram o dia em alta, o composto da região avançou 1,4%, o composto europeu avançava um pouco menos em alta de 0,72% e os futuros do S&P subiam 0,9%. Ontem à noite (31/07) o presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou que os líderes dos democratas e republicanos, finalmente, após semanas de negociações, chegaram a um acordo para reduzir o déficit do país e também em elevar o teto do déficit norte-americano.
O acordo firmado e anunciado pelo Obama prevê a elevação do teto da dívida em US$ 2,1 trilhões em dois estágios, e contempla também a redução de déficit do governo em US$ 2,4 trilhões ou mais, por meio de uma reforma tributária, e também através de alterações nos programas de segurança do governo. Esse acordo ainda precisa ser finalizado e aprovado na Câmara dos Representantes e no Senado, para que seja sancionado pelo presidente até amanhã (02/08), que é quando o prazo final se expira. Mercados tentam respirar mais aliviados à espera da votação nas duas casas para aprovação desse acordo, porém as tensões em relação aos dados econômicos dos EUA desapontando os mercados, com receios sobre o mercado de trabalho norte-americano, possível rebaixamento do rating AAA do país e crise de déficit na Europa ainda preocupam e muito os investidores. O sentimento é de alívio, porém os investidores ainda estão longe de não estarem preocupados com os EUA e também com a situação europeia.
No campo das divulgações econômicas na Europa, no Reino Unido foi divulgado o PMI de julho, que ficou em 49,1 abaixo dos 51 esperados pelo mercado, indicando retração da atividade industrial na região. O PMI da Alemanha também decepcionou o mercado, porém ficou muito próximo ao esperado, fechando julho em 52 contra esperado em 52,1. Na França o PMI final do mês passado ficou em 50,5 levemente acima do esperado pelo mercado em 50,1. O número final do PMI da zona do euro de julho ficou em 50,4 em linha com as expectativas do mercado, e a taxa de desemprego de junho ficou em 9,9% também em linha com as projeções do mercado.
Fechamento Ásia
Mercados asiáticos respiraram aliviados nesta segunda-feira, com o anúncio feito ontem (31) à noite pelo presidente dos EUA, Barack Obama, de que os democratas e republicanos chegaram a um acordo sobre a aprovação do teto do déficit norte-americano, que deverá ser votado nas duas casas, senado e câmara ainda hoje (01). Assim, o composto da região reagiu positivamente, encerrando o dia em alta de 1,4%, liderado por bancos e empresas exportadoras. Além desse alívio por conta do acordo anunciado, na China foi divulgado o PMI de julho, que ficou em 50,7 em julho, contra 50,9 em junho e 50,2 esperado pelo mercado, dando mais uma contribuição positiva para os mercados hoje.
Destaques Agenda
Agenda norte americana começa a ser divulgada hoje às 11h com os gastos com construção de junho, com esperado de alta em 0,1% na comparação mensal, no mesmo horário será divulgado o ISM da industrial de julho, com esperado em 54,5 e para o ISM preços pagos o esperado para julho fica em 64. Mercados de olho principalmente na votação na câmara e no senado, sobre o acordo firmado no final de semana, na elevação do teto da dívida do país. Amanhã os destaques ficam com a renda pessoal e gastos pessoais de junho. Na quarta-feira conheceremos os números da Challenger da redução de postos de trabalho de julho, os números da ADP, da criação de empregos no mês passado, o ISM de serviços e os pedidos de fábricas de junho. Na quinta-feira serão divulgados os novos pedidos de seguro desemprego e seguro desemprego. E na sexta-feira para fechar a semana será divulgado os dados do payroll de julho e crédito ao consumidor de junho.
Na agenda local já foi divulgado o IPC-S até o dia 31 de julho, que ficou em -0,04% contra esperado pelo mercado de -0,06%. Também já foi divulgado o boletim Focus, com os detalhes na tabela ao lado. Às 10h será divulgado os dados do PMI da indústria de julho, e às 11h será divulgado os dados da balança comercial do mês passado. Amanhã será divulgado a produção industrial de junho. Na quarta-feira a agenda local é vazia, sem nenhum dado relevante a ser divulgado, na quinta-feira os destaques ficam com o IPC da FIPE de julho, e os dados da Anfavea da produção e vendas de veículos. E para fechar a semana na sexta-feira será divulgado o IPCA de julho.
Brasil
Mercados Ontem (Sexta-Feira 29/07/2011)
O Ibovespa encerrou essa sexta-feira (29) em alta de 0,20%, aos 58.823,45 pontos, na mínima de 58.009 pontos e na máxima de 58.703,07 pontos, totalizando giro financeiro de R$ 6,27 bilhões. O pregão abriu em queda seguindo o pessimismo dos mercados externos, amenizados pela divulgação de resultados corporativos, que não decepcionaram os investidores locais.
Os destaques positivos foram a Embraer, balanço trimestral acima do esperado, Gafisa e o Pão de Açúcar, que apresentaram altas de 7,17%, 4,46% e 4,07%, respectivamente. Já as maiores baixas ficaram para a Gol, queda de 21,62%, com revisão do guidance da empresa para baixo, TAM e a MMX, com baixas de 7,74% e 4,13% respectivamente.
A Petrobrás encerrou a sessão sem direção definida enquanto a Vale encerrou o dia com a PN registrando perda de 1,42% e a ON, 1,89% com investidores reagindo negativamente ao balanço do segundo trimestre da mineradora.
Fluxo Bovespa
Os investidores estrangeiros retiraram no dia 27 de julho, quarta-feira, R$ 210,64 milhões na Bovespa, quando o índice fechou em queda de 1,77%. No mês de julho, o saldo acumulado de recursos estrangeiros está positivo em 1,253 bilhões. No acumulado do ano, os investimentos estrangeiros estão positivos em R$ 142,61 milhões. Já os investidores Pessoa Física ingressaram, no dia 76 de julho, R$ 64,64 milhões na Bovespa. No mês de julho, o saldo está negativo em R$ 625,17 milhões na Bovespa. No acumulado do ano, o saldo de pessoa física está negativo em R$ 4,580 bilhões.
Mercados Hoje
Mercado local deverá seguir o otimismo dos mercados mundiais, que operam em alta com o acordo firmado entre democratas e republicanos para elevar o teto da dívida dos EUA, assim como também reduzir os gastos públicos. Os dados do PMI chinês de julho que vieram acima do esperado, também ajudarão no otimismo local. Porém esse otimismo global não representa uma mudança de postura dos investidores, que ainda estão muito na defensiva em relação aos dados econômicos dos EUA, que estão decepcionando, receio em relação ao corte do rating dos EUA, mesmo com a aprovação da elevação do teto da dívida do país, e com a crise de déficit que assola a Europa.
} DASA - De acordo com a notícia veiculada ao jornal "Valor Econômico", o parecer do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), contrário à união da DASA e da MD1, apresenta inconsistências, logo, a operação não deve ser suspensa. O Cade apontou concentração de mercado superior a 50% no Rio de Janeiro e em São Paulo, no segmento de medicina diagnóstica. Entretanto, a receita da DASA e da MD1 na capital carioca em 2010 foi de R$ 150 milhões e R$ 450 milhões, respectivamente, somando 38% do mercado do Rio de Janeiro, que totaliza R$ 1,6 bilhão. Já em São Paulo, a MD1 possui apenas 5 unidades, quantidade que seria insignificante para uma mudança brusca de market share. De acordo com especialistas, a inconsistência se deve a inclusão dos laboratórios D´Or no grupo econômico da DASA/MD1, devido a participação de Edson Bueno, controlador da Amil, nestas empresas. Bueno possui participação minoritária de 8,8% na DASA/MD1 e também possui 10% da Medise, empresa que possui direitos sobre a marca D´Or. Entretanto, os laboratórios D´Or são controladas pela Fleury, principal concorrente da DASA, no mercado de medicina diagnóstica, o que torna inconsistente o argumento de monopólio sugerido pelo CADE. A notícia é positiva para os papéis da companhia, pois os principais guidances da DASA para 2011 estão balizados pela incorporação da MD1.
} Magazine Luiza - A companhia informou na sexta-feira (29/07) após o fechamento do mercado que concluiu a incorporação dos pontos de venda do "Baú da Felicidade". O acordo de R$ 83 milhões que havia sido anunciado no dia 13/06, permitiu à varejista a compra de 121 lojas da empresa do "Grupo Silvo Santos" localizadas em São Paulo, Minas Gerais e Paraná. A notícia é de cunho informativo não devendo impactar nos preços dos ativos, uma vez que já foi precificada pelo mercado.
} Minerva - O frigorífico anunciou hoje (01/08) que pretende realizar uma OPA de aquisição de 29.212.283 bônus de subscrição atualmente negociados na bolsa brasileira com o código "BEEF11". De acordo com o comunicado, o leilão será realizado no dia 31/08/11, às 13hs com um preço de R$ 0,65 a cada bônus. Além disso, a companhia informou hoje (01/08) que concluiu a emissão de R$ 200 milhões em debêntures com vencimento em 2015 remunerados a 100% do CDI, sendo que o maior acionista da empresa, a VDQ Holdings, subscreveu 45% do montante ofertado. A notícia é marginalmente positiva para as ações, à medida que a operação minimiza a diluição dos atuais acionistas.
} Tractebel - A companhia divulgou na sexta-feira, após o pregão, seus números referentes ao 2° trimestre de 2011, que basicamente, vieram em linha com as expectativas do mercado. A receita líquida foi de R$ 1,057 bilhão, crescimento de 9,71% em relação ao mesmo período do ano passado, 3,49% acima do trimestre anterior e 0,40% abaixo das expectativas do mercado, que totalizavam R$ 1,062 milhões. O crescimento na comparação histórica se deve ao aumento do preço médio dos contratos de energia, passando de R$ 108,82 MWh no 2T10 para R$121,30 MWh no 2T11. Já o EBITDA totalizou R$ 725,5 milhões, crescimento de 16,90% em relação ao mesmo período do ano passado, 4,77% superior na comparação trimestral e 2,10% acima das expectativas do mercado, que totalizavam R$ 710,6 milhões. E o lucro líquido divulgado foi de R$358,8 milhões, crescimento de 32,15% na comparação anual, 16,87% acima do ultimo trimestre, superando as expectativas em 2,66%, que totalizavam R$ 349,5 milhões. O destaque positivo ficou para a margem EBITDA, que totalizou 68,6%, representando crescimento de 4,22 p.p na comparação anual, 0,83 p.p acima do mês anterior e 1,68 p.p acima das expectativas do mercado, devido à redução do custo de venda da energia em relação à receita líquida, que totalizou 42% neste trimestre, redução de 5,9 p.p na comparação anual. O destaque negativo ficou para a queda no volume de vendas de energia para 8.488 GWh (3.886 MW médios) no 2T11, redução de 1,2% na comparação anual. A companhia ainda destacou que o Conselho de Administração da Companhia aprovou a distribuição de dividendos intercalares no valor de R$ 658,0 milhões, que corresponde a R$ 1,0080763921 por ação e 100% do lucro líquido distribuível, apurado no primeiro semestre de 2011. Além disso, a Tractebel comunicou que em 16 de maio, a agência Fitch RAtings atribuiu rating internacional BBB- para a companhia e reafirmou o rating de longo prazo AA+, ambos com perspectiva estável. Em linhas gerais, os números apresentados vieram em linha com as expectativas do mercado. Aguardaremos o conference call, a ser realizado hoje para maiores detalhes.

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