Recorde do índice paulista foi atingido em 20 de maio de 2008, batendo em 73.516 pontos
A queda de 7,81% do Ibovespa, principal índice de ações da Bovespa, no ano tende a indicar que algumas ações caíram para patamares atrativos para a compra. Porém a contínua instabilidade assusta potenciais novos aplicadores no mercado.
"A bolsa de valores está instável e aparentemente desanimadora, mas é adequado que investidores permaneçam aplicando", afirma a economista Luciana Pazos, da gestora de recursos coreana Mirae Asset Securities.
Luciana, entretanto, recomenda investimentos com retorno a longo prazo, reduzindo, assim, possíveis perdas com as oscilações constantes dos papéis.
A economista explica que é difícil definir um "fundo do poço" no mercado financeiro. "O Brasil já passou por um momento em que chegou a operar aos 30 mil pontos e ninguém acreditava que isso poderia acontecer", lembra a economista da gestora que administra mundialmente US$ 75 bilhões em investimentos.
Atualmente, o Ibovespa varia na faixa dos 63.000, 64.000 pontos. O recorde do índice paulista foi atingido em 20 de maio de 2008, aos 73.516 pontos.
Diante do cenário turbulento, Luciana orienta que os investidores fiquem atentos, principalmente, ao andamento das empresas. "Há papéis que permitem rentabilidade motivados, algumas vezes, por ajuda do governo", analisa.
Para a economista, uma boa opção aos novos investidores é pensar em fundos de investimento. "É uma aplicação programada em que um gestor identifica qual é a melhor opção de investimento."
Luciana considera que, em determinados momentos, fatores da personalidade acabam atrapalhando na hora de investir. "É preciso ter em mente que os cenários mudam, mas as diretrizes que personificam um bom investidor permanecem, ou seja, planejamento e disciplina, e saber o retorno que se quer alcançar e os riscos que se está disposto a correr", opina.
Outro ponto importante, recomenda a economista, é manter um portfólio diversificado de papéis. "Apostar todas as fichas em uma empresa - por mais que ela seja conhecida e rentável - deixa o investidor mais vulnerável caso a companhia ou o setor do qual ela faz parte enfrente crises", orienta.
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