É bem verdade que os analistas e economistas enxergam um segundo semestre mais positivo na bolsa do que foi o primeiro. E isso se refletiu nas sugestões de investimento das corretoras para este mês - entraram nas carteiras recomendadas de algumas delas para julho novas ações de empresas ligadas ao consumo interno.
Ao mesmo tempo, o receio de que o cenário externo pese sobre o mercado incluiu um quê de conservadorismo a alguns portfólios.
Foi o caso, por exemplo, da corretora Banif, que alterou sua carteira recomendada para torná-la mais defensiva.
"Adicionamos Tractebel e Telesp, dois nomes tradicionalmente defensivos, reduzimos o peso de Even e retiramos Itaú", diz o chefe de análise da casa, Oswaldo Alcântara Telles Filho.
Já os analistas da Socopa passaram a sugerir os papéis da Cemig "como fonte de defesa para momentos mais turbulentos da bolsa".
A Ativa, por sua vez, recomendou a compra da ação da Copel - que, dentre as empresas do setor elétrico, é uma das poucas que ainda não está na máxima histórica.
Na ponta do consumo interno, corretoras como a XP Investimentos incluíram os papéis da Drogasil.
"Temos um viés muito positivo para o setor farmacêutico, que vem apresentando fortes taxas de crescimento, em linha com o aumento de renda e envelhecimento da população", destaca a equipe da corretora, liderada por Rossano Oltramari.
Na corretora do HSBC, Carlos Nunes, Débora Agonilha e Flavia Araújo destacam que o recente recuo da inflação no país tirou, temporariamente, o foco das questões de política monetária - razão pela qual eles optaram por manter maior exposição em consumo, varejo e bancos.
Na Ativa, houve espaço para troca de ações nesses segmentos. Saíram, por exemplo, as ações da Brookfield, que deram lugar às da PDG.
"Estamos retornando com PDG como nosso veículo de exposição de construção civil, devido ao perfil mais conservador de PDG em termos de crescimento esperado para o ano", explica a estrategista Mônica Araújo.
Dentre as ações mais recomendadas por 15 corretoras consultadas pelo Brasil Econômico, ainda têm destaque os papéis da Vale e da Petrobras, seguidas por Itaú Unibanco, Randon, Banco do Brasil, EzTec, Gerdau e Lojas Renner.
Por Mariana Segala - Brasil Econômico ( >http://www.brasileconomico.com.br/noticias/sugestoes-de-consumo-com-toque-defensivo_103844.html)
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