Mercados no Mundo
Mercados Ontem
Após um dia mais otimista em relação aos próximos desfechos da crise de déficit grega, hoje os mercados levaram um banho de água fria, no começo do dia os mercados apontavam para uma abertura sem direção clara definida, porém ao longo do dia, o pessimismo com os dados divulgados nos EUA trouxe à tona preocupações sobre o andar da economia americana e mundial, trouxe reflexos nas commodities, ajudando na queda das empresas de petróleo. O setor financeiro europeu também teve uma performance negativa hoje, com o rebaixamento de recomendações de alguns bancos por casas de Research.
Assim como na Europa os mercados nos EUA encerraram a sessão em queda, o índice Dow Jones teve o maior recuo desde junho de 2010, os dados da ADP, sobre criação de empregos formais de maio mostrou criação de 38 mil postos de trabalho, bem abaixo dos 175 mil esperados pelo mercado, os manufaturados ISM de maio também desapontaram, registrando em maio 53,5 abaixo dos 57,1 esperados pelo mercado, e no final do pregão a notícia de rebaixamento do rating grego pela Moody's ajudou a trazer ainda mais pressão sobre os índices acionários.
Mercados Hoje
Mercados europeus e futuros norte-americanos, operando em direções opostas hoje após as fortes quedas ocorridas ontem devido aos dados divulgados nos EUA bem abaixo do esperado, adicionando dúvidas sobre a recuperação econômica norte-americana e global. O composto europeu operava em queda de 0,8%, enquanto os futuros do S&P avançavam por volta de 0,1%.
Ontem após o fechamento do mercado europeu, e próximo ao fechamento do mercado norte-americano a Moody's rebaixou o rating da Grécia para Caa1 de B1, colocando o país com o mesmo rating de Cuba, isso representa segundo a agência de classificação de risco uma probabilidade de moratória em 50%.
Assim as commodities ainda seguem pressionadas, como as empresas produtoras exportadoras de matéria prima. Investidores aguardando também a divulgação da agenda norte-americana de hoje, a fim de tomar decisão sobre se as quedas recentes são uma oportunidade de compra ou não.
No campo das divulgações econômicas, no Reino Unido foi divulgado o PMI da construção de maio, que ficou em 54 acima dos 53,5 esperados pelo mercado e também acima dos 53,3 divulgados em abril.
Fechamento Ásia
Mercados asiáticos fecharam em queda relevante no pregão dessa quinta-feira, o composto da região apresentou recuo de 1,66% hoje, os reflexos negativos dos mercados mundiais ontem, que foram impactados por dados bastante negativos nos EUA, e no final do dia por mais um rebaixamento no rating da Grécia, impactaram os mercados na Ásia e Pacífico. No Japão ainda foi divulgado os gastos das empresas com bens de capital, que mostrou desaceleração, reforçando os receios com a recuperação econômica global após os dados divulgados ontem nos EUA.
Destaques Agenda
Agenda norte-americana com alguns destaques, às 09h30 será divulgado a produtividade da indústria do primeiro trimestre, com esperado para o número final de alta em 1,7%, os custos da mão de obra para o mesmo período deverá ficar, segundo a mediana das projeções do mercado, em alta de 0,8%. Para os novos pedidos de seguro desemprego, da semana passada, o esperado é de 417 mil novos pedidos, e para o seguro desemprego o esperado são 3,675 milhões de auxílios, ambos os dados também serão divulgados às 09h30. Mais tarde às 11h conheceremos os pedidos de fabrica de abril, com esperado de queda em 1,0%. E às 12h será divulgado os estoques de petróleo da semana passada, com esperado de queda em 1,6 milhões de barris no óleo. Amanhã conheceremos os dados do payroll, e o ISM de serviços.
Agenda local fraca hoje, o único dado relevante do dia já foi divulgado, o IPC da FIPE de maio registrou alta em 0,31% contra esperado de alta em 0,39%, e às 09h o IBGE vai divulgar a inflação do produtor. Amanhã será divulgado o destaque da semana, quando conheceremos o PIB do primeiro trimestre.
Brasil
Mercados Ontem
Acompanhando os mercados externos a nossa bolsa também encerrou o dia em queda, o primeiro dia do mês teve um recuo de 1,87% encerrando o dia aos 63.411pontos, com giro financeiro de R$ 5,913 bilhões, na média das últimas vinte e uma sessões.
As notícias negativas nos EUA, que hoje apresentou dados econômicos bem abaixo do esperado pelo mercado, assim como ontem, trouxeram mais aversão ao risco pelos investidores, no final do pregão a Standard & Poor's, anunciou mais um corte no rating da Grécia, agora em Caa1 piorando ainda mais o sentimento dos investidores.
Ações das principais blue chips locais foram as principais responsáveis por segurar um pouco o nosso índice. As ações ON da Petrobras recuaram 0,11% e as ações PN caíram 0,37%, o barril do petróleo negociado na Nymex cedeu 2,35% aos US$ 100,29. As ações da Vale fecharam em queda de 0,96% nas ON's e queda de 0,80% nas PNA's.
Fluxo Bovespa
Mercados Hoje
Após duros golpes sofridos ontem, nos mercados mundiais e também por aqui, hoje os investidores aguardam ansiosamente a divulgação dos dados norte americanos, que caso venham bem abaixo do esperado o movimento de queda de ontem poderá se intensificar. Em dia de agenda fraca por aqui, o mercado local deverá continuar reagindo aos movimentos externos.
} Banco Daycoval - A agência de classificação de risco Moody's atribuiu pela primeira vez notas de risco de crédito para o Banco Daycoval. A Moody's definiu rating "D+" de força financeira de bancos (BFSR), rating "Baa3" (primeiro patamar de grau de investimento) em escala global em moeda local de longo prazo e "Prime 3" de curto prazo. Além disso, para os depósitos em moeda estrangeiro de longo prazo atribuiu o rating "Baa3", e de curto prazo, "Prime 3". De acordo com a agência, a perspectiva dos ratings é estável. A notícia é marginalmente positiva para o banco.
} Cemig - Banco do Brasil - Após a aquisição do direito de operar o Banco Postal por cinco anos, o BB afirmou que planeja abrir de 9 a 10 milhões de contas correntes, isto é, o dobro dos 5 milhões de clientes que o Bradesco conquistou durante os nove anos em que operou o serviço. Além disso, o Banco do Brasil espera que o retorno do investimento feito no Banco Postal ocorrerá em 2013, e que até o final de 2012 os R$ 2,8 bilhões a serem desembolsado pelo BB deverão voltar ao banco estatal. A notícia é apenas informativa, porém mostra uma postura agressiva do banco em relação às estratégias que serão adotadas para expandir suas operações e obter o retorno de seus investimentos.
} Tereos - A companhia anunciou que, por meio de sua subsidiária Syral do Brasil, assinou um contrato para adquirir 70,32% do capital social total e votante da Halotek-Fadel, uma produtora de amido de mandioca com sede em Palmital (SP). A Syral pagará R$ 49 milhões, dos quais R$ 15 milhões serão aportados diretamente na Halotek-Fadel. Os recursos serão investidos diretamente na Halotek-Fadel e serão destinados para a expansão da capacidade, atualmente de 60 mil toneladas por ano, e da linha de produtos da unidade industrial. Trata-se do primeiro investimento da Tereos em amido no Brasil. A notícia é apenas informativa.
} Cemig - Segundo matéria divulgada no jornal "O Estado de São Paulo", a Taesa, empresa de transmissão de energia controlada pela Cemig, negocia a compra do controle da espanhola Abengoa no Brasil por um valor em torno de R$ 1 bilhão. A Abengoa, que investe no Brasil há cerca de 10 anos, possui atualmente 11 concessões em operação, totalizando mais de 4 mil quilômetros de linhas, além de possuir duas unidades de produção de etanol. Após a aquisição da Terna, dois anos atrás, a rede da Cemig atingiu 8 mil quilômetros de extensão, o que ampliou sua participação no mercado de transmissão de energia elétrica de pouco mais de 5% para aproximadamente 13%. A notícia não foi confirmada oficialmente por nenhuma das empresas, porém poderá trazer certa pressão sobre os papéis da Cemig no curto prazo, com os investidores receosos sobre o valor da aquisição. Porém, no longo prazo a notícia é positiva para a companhia, uma vez em que a empresa visa investir no setor de transmissão de energia, que apresenta altas margens e riscos reduzidos.
} Raízen (Cosan) - O vice-presidente de etanol, açúcar e bioenergia da companhia, Pedro Mitzutani, comentou ontem sobre os planos de investimento da joint venture, que prevê investimentos na ordem de R$ 1 bilhão por ano, nos próximos 5 anos, para elevar a capacidade de moagem de suas 24 usinas de 62 milhões para 70 milhões de toneladas ano, em uma primeira etapa, e depois eleva a capacidade total para 100 milhões de toneladas ano através de um "mix de aquisições e novas usinas". De acordo com o executivo, a companhia deve moer aproximadamente 58,1 milhões de toneladas de cana nesta safra, valor inferior a capacidade instalada, porém 7% superior ao mesmo período do ano passado. A estimativa trabalhada pela companhia é de uma produção para este ano de 4,4 milhões de toneladas de açúcar (crescimento de 12,8% no ano) e 2,2 milhões de toneladas de etanol (crescimento de 10% na comparação com o mesmo período do ano passado) - o mix deve permanecer em 55% açúcar e 45% etanol. Mitzutani ainda afirmou que com os custos de produção por volta de 18 a 20 cents por libra e com um preço de 22 a 23 cents por libra em Nova York, não há incentivos paea a construção de novos projetos do tipo greenfield. A empresa hoje possui quatro projetos com orçamento aprovado e licenças ambientais obtidas - um em Minas Gerais, dois em Goiás e um no Mato Grosso do Sul. As declarações são positivas para as ações da companhia no longo prazo, porém já foram precificados no pregão de ontem (01).
} Oi - De acordo com matéria vinculada ao jornal O Estado de S. Paulo, a Oi apresentou ao governo uma proposta de ofertar por apenas R$ 35,00 banda larga de 1 Mbps para as cidades pobres e sem serviço de banda larga, porém realizou a ressalva de que não deseja que esta obrigação valha para as 600 cidades com o maior IDH - locais onde a companhia tem uma receita mais expressiva e maior competição. O Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, acredita que a companhia erra nessa estratégia, pois se a Oi não deseja ofertar o serviço nas capitais, "alguém vai oferecer". Segundo o Ministro, outras companhias, como a Telefônica, ainda não terminaram suas respectivas rodadas de negociações com o governo. O fato é que nada foi definido até o presente momento, porém a Oi vem despontando na disputa com as demais companhias. A notícia é marginalmente positiva para Oi, dada a proximidade da conclusão de um acordo com o governo, e negativa para a Telebrás, que cada vez mais está assumindo uma posição de regulação sobre o Plano Nacional de Banda Larga do que funções operacionais.
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