SÃO PAULO O pregão desta segunda-feira (14) marcará o primeiro dia de negociação no novo horário da BM&F Bovespa, iniciando-se às 10h00 (horário de Brasília). E para esta sessão a agenda de indicadores econômicos é pouco movimentada no cenário internacional e no doméstico, com destaque para a divulgação do relatório Focus.
Ainda por aqui, serão anunciados a balança comercial e o índice de custo de vida. No entanto, ressalta-se também o cenário internacional, com os desdobramentos do terremoto no Japão que ocasionou forte queda de 6,2% para a bolsa de Tóquio nesta segunda-feira e as tensões políticas no norte da África e no Oriente Médio.
Além disso, há rumores de que o ministério da Fazenda possa elevar a taxação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre capital externo em renda fixa e variável. Entre outras medidas especuladas, o governo pode intervir para tentar segurar a apreciação do real frente ao dólar com a imposição de quarentena ao dinheiro estrangeiro e compras pelo Fundo Soberano.
Vale
A Vale (VALE3, VALE5) divulgou na sexta-feira que iniciou a produção em Onça Puma, uma operação de níquel no Pará, com capacidade nominal de produção de 53 mil toneladas métricas por ano de níquel contido em ferro-níquel. Segundo a mineradora, Onça Puma terá investimento total estimado em US$ 2,841 bilhões, sendo US$ 146 milhões projetados para serem gastos em 2011. Com o primeiro metal na primeira de duas linhas de produção de ferro-níquel produzido em 4 de março deste ano, estima-se que a segunda linha terá a produção iniciada ainda no segundo semestre de 2011.
Além disso, rumores apontam que o presidente da Suzano Papel e Celulose (SUZB5), Antônio Maciel Neto, poderá substituir Roger Agnelli na presidência da mineradora, conforme informou a Folha de S.Paulo nesta manhã. A troca no comando seria apoiada pela presidente Dilma Rousseff, que gostaria de alguém com uma estratégia voltada mais para o País do que para as exportações, revelou a reportagem.
Cyrela
A Cyrela (CYRE3) anunciou após o fechamento do pregão de sexta-feira a revisão negativa da projeção de lançamentos e vendas contratadas para este e o próximo ano. Destaque para a redução da previsão de lançamentos para 2011 da faixa entre R$ 8,3 bilhões a R$ 9,1 bilhões para R$ 7,6 bilhões e R$ 8,5 bilhões, sendo que em 2012 o valor caiu de R$ 10,5 bilhões a R$ 11,5 bilhões para R$ 8,7 bilhões e R$ 9,8 bilhões. Já a margem Ebitda foi revisada de 20% a 24% para 15% a 19% neste ano e 18% a 22% no próximo.
Hypermarcas
No prosseguimento da temporada de resultados, a Hypermarcas (HYPE3) apresentou seus resultados trimestrais, com uma alta de 26,4% do lucro líquido no último trimestre de 2010 sobre o de 2009, em R$ 168,7 milhões. Já a receita líquida avançou 34,1% e o Ebitda (geração operacional de caixa), 44,6%, para R$ 223,6 milhões. Os valores superaram as projeções elaboradas pela Ágora, a qual indicava que, devido à forte base de comparação, os ganhos deveriam aumentar na ordem de 10%.
Fras-le
Enquanto isso, na mesma base de comparação, a Fras-le (FRAS4) reportou um recuo de 23,1% do lucro líquido, ao passo que a receita líquida saltou 13,40%. "O lucro bruto passou por oscilações no 4T10, devido ao aumento nos custos de produção, causado por reajustes de preços em algumas commodities utilizadas no processo produtivo, e também, por um custo adicional de R$ 5,7 milhões com depreciação, calculado sobre a diferença da avaliação dos ativos imobilizados ao valor justo, em adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)", revelou a companhia.
A empresa ainda anunciou as estimativas para 2011, no qual prevê uma receita bruta total de R$ 800 milhões, receita líquida consolidada de R$ 573 milhões, investimentos de R$ 60 milhões, exportações de US$ 110 milhões e importações na ordem de US$ 21 milhões.
Fonte: Info Money
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