TÓQUIO - As ações despencaram na Bolsa de Tóquio nesta segunda-feira, levando o índice Nikkei 225 a uma queda de 6,2%, em meio às preocupações com a situação de emergência nuclear no país depois do devastador terremoto e tsunami de sexta-feira. O índice perdeu 633,94 pontos e fechou aos 9.620,49 pontos, com a maior queda porcentual desde dezembro de 2008. O volume de negócios atingiu o recorde de 4,88 bilhões de papéis negociados. As ações das empresas exportadoras e das operadoras de usinas de energia foram as mais atingidas.
Segundo os analistas, o mercado pode se estabilizar nas próximas semanas, na medida em que os investidores locais busquem se aproveitar dos preços mais baixos, mas isso depende muito da situação numa problemática usina nuclear no nordeste do país, e de quando as empresas vão retomar a produção nos setores de tecnologia e automotivo. Os economistas também começam a examinar os dados para fazer as estimativas iniciais do prejuízo econômico, o que por sua vez pode afetar a situação fiscal do governo.
Na sexta-feira, os investidores tiveram pouca chance de reagir ao terremoto de 8,9 graus de magnitude, que atingiu o Japão pouco antes do fechamento do mercado. Nesta segunda-feira, porém, eles foram rápidos em vender os papéis. "Os investidores estrangeiros que vinham comprando ações japonesas podem ver o terremoto como uma chance de realizar lucros", escreveram num relatório os estrategistas Kiichi Murashima e Kenji Abe, da divisão japonesa do Citigroup. Dados recentes tinham apontado um fluxo de entrada nas bolsas japonesas a partir do exterior.
As ações foram conduzidas em grande medida pelo fluxo de notícias ligadas ao terremoto. Enquanto diminuíam as notícias sobre os efeitos devastadores do tsunami no nordeste do Japão, espalhavam-se novas preocupações, em meio à luta para conter o derretimento na usina nuclear Daiichi, da Tokyo Electric Power (Tepco), em Fukushima.
A atenção dos investidores se concentrou nos reatores 1 e 3 da instalação, que foram destruídos pelos efeitos do terremoto e do tsunami. As vendas se aceleraram à tarde depois de uma nova explosão no reator 3, semelhante à que atingiu uma outra parte do complexo no sábado. As informações são da Dow Jones
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