São Paulo, 7 - As ações da Usiminas devem reagir hoje à divulgação do resultado trimestral da empresa. Os números serão divulgados
antes da abertura do mercado. CCR e EDP - Energias do Brasil também soltam seus balanços hoje, mas após o fechamento do pregão.
De acordo com a média de seis instituições consultadas pela Agência Estado, a CCR deve anunciar um lucro líquido de
aproximadamente R$ 262 milhões para o quarto trimestre do ano passado. Com relação ao Ebitda (lucro antes de juros, impostos,
depreciação e amortização), a expectativa é de R$ 807 milhões. Já a receita líquida deve somar cerca de R$ 1,233 bilhão.
Já EDP no Brasil deve registrar forte recuo de 37,2% no lucro líquido do quarto trimestre, para R$ 126 milhões, de acordo com a média
das estimativas de seis casas consultadas pela Agência Estado. Já a receita líquida da companhia deve ter leve evolução, de 1%,
passando de R$ 1,363 bilhão para R$ 1,377 bilhão.
A agenda de balanços prevê ainda a divulgação, após o fechamento do mercado, dos resultados de MRV, Multiplan, Aliansce, Magnesita
e Tegma.
Ontem à noite saíram os balanços de Cyrela Commercial Properties (CCP) e Sonae Sierra. A CCP registrou lucro líquido de R$ 30,47
milhões no quarto trimestre do ano, queda de 33% ante os R$ 45,49 milhões registrados no mesmo período de 2010. No ano, a empresa
acumulou lucro de R$ 113,73 milhões, crescimento de 21,1% na comparação com 2010.
Já a empresa de shopping centers obteve lucro líquido de R$ 94,6 milhões no quarto trimestre, um aumento de 6,1% em relação ao
mesmo período do ano anterior. Em 2011, o lucro líquido atribuível aos acionistas alcançou R$ 231,1 milhões, evolução de 66% sobre
2010.
Vale e Petrobras
Investidores estarão atentos também às ações de Vale e Petrobras, que registraram fortes perdas nas duas últimas sessões, em meio à
aversão a risco nos mercados globais. Vale sofre ainda pressão de notícias negativas sobre uma disputa com a Receita Federal sobre o
pagamento de impostos. Vale PNA acumulou queda de 7,62% nos dois dias, enquanto a ON perdeu 7,71%. Petrobras PN e ON caíram
6% e 6,61%, respectivamente.
A Vale sofreu ontem uma nova derrota na disputa bilionária que trava com a Receita Federal em torno da cobrança de tributos sobre o
lucro de empresas controladas no exterior. O Tribunal Regional Federal da 1ª. Região, com sede em Brasília, cassou uma liminar obtida
pela mineradora que suspendia a cobrança de Imposto de Renda e CSLL no valor de R$ 9,8 bilhões. Cifra que, com juros e multa, chega
a R$ 24 bilhões.
Em nota, a Vale informou que irá recorrer da decisão, que permite que a Fazenda Nacional cobre os tributos referentes ao período de
2003 e 2007 por meio de uma execução judicial. "Processos administrativos e judiciais têm curso dinâmico, com possibilidade de
decisões desfavoráveis", diz o comunicado.
O embate jurídico travado pela Vale, um dos maiores na Justiça na área tributária, já dura oito anos. Só os R$ 24 bilhões referentes a
essa liminar correspondem a cerca de 80% de todo o lucro obtido pela mineradora no ano passado.
No comunicado, a companhia informa que discute a tributação de controladas no exterior em diversos processos administrativos e
judiciais. De acordo com a Vale, até o momento, não há nenhuma decisão definitiva que "implique em pagamento ou desembolso
financeiro imediato".
Na segunda-feira, a Vale amargou uma decisão negativa em outra batalha envolvendo a cobrança de IR e CSLL sobre o lucro das
controladas no exterior entre 1996 e 2002, no valor de R$ 3 bilhões. Para continuar discutindo o tema, a empresa precisou dar R$ 1,6
bilhão em ativos como garantia.
BM&FBovespa e elétricas
Os papéis da BM&FBovespa também podem se destacar, depois de a empresa comunicar ontem que celebrou com o CME Group, o
principal e mais diversificado mercado de derivativos do mundo, acordo de listagem e licenciamento cruzados envolvendo os contratos
futuros sobre os índices S&P 500 e Índice Bovespa (Ibovespa).
A BM&FBovespa também vai licenciar os preços de ajuste do contrato futuro de soja mini, negociado na Chicago Board of Trade (CBOT),
e do contrato futuro de petróleo (WTI), negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), ambas pertencentes ao CME Group. O
acordo também prevê o licenciamento de outros produtos pelas empresas no futuro.
No setor de energia elétrica, investidores devem repercutir o adiamento do leilão A-3. O Ministério de Minas e Energia adiou para o dia
28 de junho o leilão de compra de energia elétrica de novos empreendimentos de geração, denominado A-3, para início de suprimento de
energia elétrica a partir de 1º de janeiro de 2015. O leilão estava marcado inicialmente para o dia 22 de março. A portaria do Ministério
de Minas e Energia está publicada hoje no Diário Oficial da União. O cadastramento terá que ser feito até o dia 28 de março.
Ainda merece destaque a OSX, depois que o conselho de administração da empresa aprovou a emissão de títulos da dívida ("project
bonds") pela controlada OSX 3 Leasing B.V.. A emissão tem como objetivo financiar parcialmente os dispêndios de capital, juros
pagáveis durante o período de construção e outras despesas relacionadas à aquisição, customização e demais atividades correlatas
relativas ao fornecimento do FPSO OSX-3.
A empresa não informou, no entanto, o valor da operação. Mas a Agência Estado publicou no último dia 28 de fevereiro, citando fontes do
mercado, que a captação ficaria entre US$ 400 milhões a US$ 500 milhões.
Agenda
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anuncia nesta quarta-feira a decisão sobre a taxa de juros Selic, atualmente
em 10,50% ao ano. O IBGE divulga os dados de produção industrial de janeiro e o Banco Central, o Índice de Commodities Brasil (IC-Br)
relativo ao mês de fevereiro.
A agenda de indicadores dos EUA traz como destaque a divulgação da pesquisa da Automatic Data Processing (ADP) sobre as vagas
de trabalho criadas pelo setor privado.
Na Europa saem dados sobre as encomendas à indústria da Alemanha e a produção industrial da Espanha.
Fonte: AE Broadcast /UM INVESTIMENTOS
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