O mercado amanheceu de bom humor surpreendido pelo superávit comercial da China bem acima do esperado e alimentado pela expectativa com os ganhos das empresas nos EUA, com o início da temporadade balanços. O reforço veio com a agência de classificação de risco Fitch, ao anunciar que não prevê um rebaixamento do rating triplo A da França este ano. O prejuízo divulgado pela gigante norte-americana Alcoa ontem após o fechamento do mercado, não foi exatamente bom, mas as receitas aumentaram e a empresa previu forte melhora do seu desempenho em 2012, aumentando as apostas de que as companhias americanas terão bom desempenho este ano. Os dados de estoques no atacado dos EUA, divulgados há pouco, aumentaram menos que o esperado, em um possível sinal de cautela das empresas em relação ao potencial de demanda. No entanto, as vendas no atacado registraram crescimento mensal de 0,6% em novembro. O cenário internacional mais positivo fez as principais bolsas no exterior e no Brasil subirem e o dólar cair. O Ibovespa avançou durante toda a manhã e ensaia se firmar nos 60 mil pontos, patamar que a bolsa brasileira não marca em um fechamento desde 22 de julho de 2011. O dólar cai frente todas as moedas mais importantes e, principalmente, frente ao real. A valorização da moeda brasileira é mais forte em razão da expectativa de entrada de dólares das captações realizadas por empresas no exterior. Descolado do cenário externo, o mercado de juros devolve prêmios, com as taxas dos contratos futuros caindo em bloco desde a abertura do pregão. Contribuiu para o movimento tanto a desvalorização do dólar como a desaceleração do IPCA na coleta diária feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
MERCADOS INTERNACIONAIS
Com um início positivo da temporada de balanços corporativos e o aumento surpreendente no superávit comercial da China em dezembro, os mercados internacionais deixaram os temores com a zona do euro um pouco de lado e embarcaram em uma onda otimista nesta manhã, mas sem abandonar completamente a cautela. Ontem, após o fechamento do mercado em Nova York, a Alcoa, maior produtora de alumínio dos EUA, deu início à temporada de balanços. A companhia reportou prejuízo líquido de US$ 191 milhões no quarto
trimestre de 2011. Apesar do resultado negativo, a conta foi prejudicada por fatores extraordinários e a receita na verdade subiu, superando as expectativas dos analistas, o que animou os investidores. Além disso, a Alcoa revelou uma perspectiva muito positiva para 2012. Na madrugada, a China divulgou que seu superávit comercial em dezembro subiu para US$ 16,52 bilhões, ante US$ 14,53 bilhões em novembro. O valor superou de forma significativa o superávit de US$ 7,8 bilhões esperado pelos economistas ouvidos pela Dow Jones. Mas apesar do avanço inesperado em dezembro, no acumulado de 2011 o superávit comercial da China caiu 14,5% ante 2010, para US$ 155,14 bilhões. É a terceira queda consecutiva e o menor nível desde 2005. Por um lado, isso pode sugerir que o país está se tornando menos dependente das exportações, servindo como evidência de que está havendo progresso no reequilíbrio da economia em direção à demanda doméstica. Do outro lado, a forte desaceleração das importações em dezembro sinaliza que a economia da China está se desacelerando, o que pode forçar as autoridades a adotarem medidas de estímulo em breve.
Um fator positivo vindo da Europa foi a afirmação da Fitch, de que o rating triplo A da França provavelmente não será rebaixado este ano. Mas a agência disse também que a Itália é o país que oferece o maior risco para o euro, em meio à crise da dívida soberana na região. O país tem uma quantidade "alarmante" de bônus que precisam ser pagos em 2012, lembra a Fitch. Os investidores também estão de olho na reunião da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, na qual elas devem discutir a crise da dívida na zona do euro. O encontro ocorre por volta das 17h (de Brasília). Não está previsto nenhum comunicado, mas é esperado que as duas pressionem por uma aceleração na conclusão do segundo pacote de resgate para a Grécia. Hoje o comissário de Assuntos Econômicos e Monetário da União Europeia, Olli Rehn, disse que a negociação para a reestruturação da dívida grega deve ser concluída em breve.
Por volta das 14h, a Bolsa de Frankfurt subia 2,22%, Londres avançava 1,66% e Paris ganhava 2,33%. O euro também tinha um desempenho positivo, subindo para US$ 1,2780, de US$ 1,2765 no fim da tarde de ontem em Nova York. O dólar recuava para 76,79 ienes, de 76,84 ienes ontem. O índice ICE Dollar, que pesa a moeda norte-americana ante uma cesta de seis principais rivais, perdia 0,22%, a 80,872 pontos.
Nos EUA, o Departamento de Comércio divulgou que os estoques no atacado subiram 0,1% em novembro ante outubro, para o valor sazonalmente ajustado de US$ 468,88 bilhões. O resultado ficou bem abaixo do esperado pelos analistas, que previam um aumento de 0,6%. Isso pode sugerir que as empresas estavam incertas em gastar e relutantes em ampliar demais os estoques caso a demanda se tornasse pouco robusta. Entretanto, as vendas no atacado registraram crescimento mensal de 0,6% em novembro, para US$ 407,90 bilhões.
No horário mencionado acima, o índice Dow Jones subia 0,81%, o Nasdaq avançava 1,08% e o S&P tinha ganho de 1,07%. Se o S&P encerrar a sessão no nível atual, perto de 1.295 pontos, será seu maior fechamento desde 28 de julho.
Um indicador sobre o sentimento nos pequenos negócios, divulgado hoje pela Federação Nacional de Negócios Independentes (NFIB, na sigla em inglês), teve alta de 1,8 ponto, para 93,8 Pontos. Apesar da melhora, a quarta consecutiva, o indicador permanece perto de leituras consideradas recessivas.
As ações da Alcoa subiam 1,09% por volta das 14h10. Os papéis da Eastman Kodak disparavam 28,92%, após notícia de que a empresa está organizando uma nova estrutura de negócios e pretende acelerar uma "transformação digital".
As commodities se beneficiaram da queda do dólar e do aumento das importações chinesas. No horário citado o cobre para março subia 2,40%, a US$ 3,4980 a libra-peso na Comex. O petróleo WTI para fevereiro tinha valorização de 1,19%, a US$ 102,51 o barril na Nymex. O ouro para fevereiro ganhava 1,80%, a US$ 1.636,30 a onça-troy.
No mercado de Treasuries, os preços caem (com respectivo movimento inverso dos juros) com os investidores se preparando para a venda de um bônus de três anos esta tarde. O juro da T-note de 10 anos avançava para 1,9695%, de 1,960%. O juro do T-bond de 30 anos subia para 3,0320%, de 3,025%.
Fonte: Agência Estado - Broadcast
MERCADOS INTERNACIONAIS
Com um início positivo da temporada de balanços corporativos e o aumento surpreendente no superávit comercial da China em dezembro, os mercados internacionais deixaram os temores com a zona do euro um pouco de lado e embarcaram em uma onda otimista nesta manhã, mas sem abandonar completamente a cautela. Ontem, após o fechamento do mercado em Nova York, a Alcoa, maior produtora de alumínio dos EUA, deu início à temporada de balanços. A companhia reportou prejuízo líquido de US$ 191 milhões no quarto
trimestre de 2011. Apesar do resultado negativo, a conta foi prejudicada por fatores extraordinários e a receita na verdade subiu, superando as expectativas dos analistas, o que animou os investidores. Além disso, a Alcoa revelou uma perspectiva muito positiva para 2012. Na madrugada, a China divulgou que seu superávit comercial em dezembro subiu para US$ 16,52 bilhões, ante US$ 14,53 bilhões em novembro. O valor superou de forma significativa o superávit de US$ 7,8 bilhões esperado pelos economistas ouvidos pela Dow Jones. Mas apesar do avanço inesperado em dezembro, no acumulado de 2011 o superávit comercial da China caiu 14,5% ante 2010, para US$ 155,14 bilhões. É a terceira queda consecutiva e o menor nível desde 2005. Por um lado, isso pode sugerir que o país está se tornando menos dependente das exportações, servindo como evidência de que está havendo progresso no reequilíbrio da economia em direção à demanda doméstica. Do outro lado, a forte desaceleração das importações em dezembro sinaliza que a economia da China está se desacelerando, o que pode forçar as autoridades a adotarem medidas de estímulo em breve.
Um fator positivo vindo da Europa foi a afirmação da Fitch, de que o rating triplo A da França provavelmente não será rebaixado este ano. Mas a agência disse também que a Itália é o país que oferece o maior risco para o euro, em meio à crise da dívida soberana na região. O país tem uma quantidade "alarmante" de bônus que precisam ser pagos em 2012, lembra a Fitch. Os investidores também estão de olho na reunião da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, na qual elas devem discutir a crise da dívida na zona do euro. O encontro ocorre por volta das 17h (de Brasília). Não está previsto nenhum comunicado, mas é esperado que as duas pressionem por uma aceleração na conclusão do segundo pacote de resgate para a Grécia. Hoje o comissário de Assuntos Econômicos e Monetário da União Europeia, Olli Rehn, disse que a negociação para a reestruturação da dívida grega deve ser concluída em breve.
Por volta das 14h, a Bolsa de Frankfurt subia 2,22%, Londres avançava 1,66% e Paris ganhava 2,33%. O euro também tinha um desempenho positivo, subindo para US$ 1,2780, de US$ 1,2765 no fim da tarde de ontem em Nova York. O dólar recuava para 76,79 ienes, de 76,84 ienes ontem. O índice ICE Dollar, que pesa a moeda norte-americana ante uma cesta de seis principais rivais, perdia 0,22%, a 80,872 pontos.
Nos EUA, o Departamento de Comércio divulgou que os estoques no atacado subiram 0,1% em novembro ante outubro, para o valor sazonalmente ajustado de US$ 468,88 bilhões. O resultado ficou bem abaixo do esperado pelos analistas, que previam um aumento de 0,6%. Isso pode sugerir que as empresas estavam incertas em gastar e relutantes em ampliar demais os estoques caso a demanda se tornasse pouco robusta. Entretanto, as vendas no atacado registraram crescimento mensal de 0,6% em novembro, para US$ 407,90 bilhões.
No horário mencionado acima, o índice Dow Jones subia 0,81%, o Nasdaq avançava 1,08% e o S&P tinha ganho de 1,07%. Se o S&P encerrar a sessão no nível atual, perto de 1.295 pontos, será seu maior fechamento desde 28 de julho.
Um indicador sobre o sentimento nos pequenos negócios, divulgado hoje pela Federação Nacional de Negócios Independentes (NFIB, na sigla em inglês), teve alta de 1,8 ponto, para 93,8 Pontos. Apesar da melhora, a quarta consecutiva, o indicador permanece perto de leituras consideradas recessivas.
As ações da Alcoa subiam 1,09% por volta das 14h10. Os papéis da Eastman Kodak disparavam 28,92%, após notícia de que a empresa está organizando uma nova estrutura de negócios e pretende acelerar uma "transformação digital".
As commodities se beneficiaram da queda do dólar e do aumento das importações chinesas. No horário citado o cobre para março subia 2,40%, a US$ 3,4980 a libra-peso na Comex. O petróleo WTI para fevereiro tinha valorização de 1,19%, a US$ 102,51 o barril na Nymex. O ouro para fevereiro ganhava 1,80%, a US$ 1.636,30 a onça-troy.
No mercado de Treasuries, os preços caem (com respectivo movimento inverso dos juros) com os investidores se preparando para a venda de um bônus de três anos esta tarde. O juro da T-note de 10 anos avançava para 1,9695%, de 1,960%. O juro do T-bond de 30 anos subia para 3,0320%, de 3,025%.
Fonte: Agência Estado - Broadcast
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