Mercados no Mundo
Mercados Ontem
As principais bolsas mundiais fecharam o dia de ontem (12) em alta, impulsionadas pelo otimismo gerado pelas propostas preliminares da Comissão Europeia para um plano de fortalecimento do setor bancário da região. O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, afirmou que as autoridades locais devem coordenar esforços para recapitalizar os bancos por meio de injeções de capital público e privado, evidenciar a exposição de todos os bancos de importância sistêmica a dívidas soberanas e introduzir exigências de capital mais altas, ainda que temporariamente, depois de contabilizadas as posições das instituições financeiras. Barroso ainda afirmou que os bancos com baixo nível de capital deveriam ser impedidos pelos agentes reguladores de pagar dividendos (ou bônus). Ele acrescentou que levará todos esses planos a uma reunião de ministros de Finanças da União Europeia agendada para 23 de outubro.
Impulsionado por este otimismo, o S&P fechou o dia cotado a 1.207,25 pontos, com alta de 0,98%. Os destaques do dia ficaram para as ações de bancos (JP Morgan +2,79%, Citi +4,96% e Bank of America + 3,30%) e para performance negativa das ações da mineradora Alcoa, que caíram 2,43%, após a divulgação de seus resultados para o 3° trimestre, que vieram aquém das expectativas do mercado.
Mercados Hoje
Após as altas de ontem (12), onde o composto da região fechou com valorização de 1,65%, o mercado europeu opera hoje (13) em queda, devolvendo parte dos lucros. Os receios sobre a Europa, os decepcionantes dados da balança comercial chinesa, mostrando desaceleração das exportações (crescimento de 17,1% contra um esperado de 20,5%), resultados de empresas aquém das expectativas e as expectativas sobre os estoques de petróleo pressionam os mercados, levando o composto da região a uma queda superior a 1% até o presente momento. O euro opera em queda frente ao dólar. As commodities e os treasures também operam em queda até o momento.
As ações europeias seguem pressionadas com a afirmação do BCE de que forçar os investidores a assumirem perdas nos planos de resgate da região é um risco a estabilidade financeira. Além disso, tivemos uma queda de 5,9% sobre as ações do Carrefour, causada pelas declarações da companhia de que seus resultados podem cair em até 20% este ano.
O petróleo opera em baixa, com sinais de queda na demanda dos EUA e diminuição das importações chinesas, sugerindo o desaquecimento do consumo dos dois maiores consumidores mundiais. O cobre e demais commodities caem com as evidencias de desaceleração da demanda chinesa, cujas importações cresceram abaixo das expectativas, 20,9% contra 24,2% de crescimento esperado.
Investidores seguem atentos também com a temporada de balanços do terceiro trimestre, que começou ontem (12), após os resultados abaixo das expectativas da Alcoa. A Roche Holding também decepcionou o mercado com a divulgação de seus resultados hoje (13), levando as ações do grupo a uma queda superior a 4% ao longo do dia. Ainda no âmbito corporativo, temos hoje (13) a divulgação dos resultados da Google e do JPMorgan Chase. Nesse trimestre, as atenções não estão apenas voltadas para os resultados, e sim com qualquer declaração ou expectativa das empresas sobre o futuro econômico do setor, do país de atuação e da economia global.
Fechamento Ásia
Mercados asiáticos, acompanhando os mercados europeus e norte-americanos de ontem (12), tiveram um fechamento no positivo, com o composto encerrando o dia em alta de 1,25%. Os índices da região foram influenciados positivamente pelos anúncios de propostas preliminares da Comissão Europeia para um plano de fortalecimento do setor bancário da região ontem (12). As ações chinesas tiveram um desempenho abaixo do composto da região (subiram apenas 0,78%), em função de terem sido impactadas negativamente pelos dados da balança comercial, que mostraram um crescimento das exportações abaixo das expectativas, de 17,1% contra um esperado de 20,5%, preocupando os mercados quanto uma possível desaceleração econômica.
Destaques Agenda
Agenda norte-americana se inicia às 09h30 com a divulgação dos dados da balança comercial americana do mês de agosto, onde é aguardado um déficit de US$ 45,8 bilhões, seguro-desemprego e de novos pedidos de seguro-desemprego, onde as expectativas giram em torno de 405 mil e 3,71 milhões, respectivamente. Às 10h45 teremos o nível de conforto do consumidor Bloomberg. Às 12h00 teremos os estoques de petróleo, onde é aguardado um aumento de 800 mil barris nos estoques de petróleo bruto. E o orçamento mensal, que deverá ser divulgado entre hoje (13) e amanhã (14). Para fechar a semana, na sexta-feira será divulgado o índice de preços de importação, vendas no varejo antecipadas, confiança do consumidor medida pela Universidade de Michigan e estoques de empresas.
Na agenda local serão divulgados às 12h30 os dados sobre a atividade econômica brasileira referente ao mês de agosto. As expectativas giram em torno de uma queda de 0,4% na comparação mensal e uma alta de 3,2% na comparação anual. Entre hoje (13) e amanhã (14) serão divulgados os dados da coleta de impostos de setembro e os números do CAGED da criação de empregos formais em setembro.
Brasil
Mercados Ontem (Terça-Feira - 11-10-2011)
A bolsa brasileira encerrou as negociações de hoje, véspera de feriado, cotada aos 53.838 pontos, apresentando uma valorização de 1,06%, atingindo na máxima do dia 54.113 pontos e uma mínima aos 52.820 pontos. O giro financeiro alcançou R$ 6,29 bilhões.
A bolsa brasileira foi influenciada pelo cenário externo, focada na questão da expansão da Linha de Estabilidade Financeira Européia (EFSF). Assim, o Ibovespa iniciou o pregão no campo negativo, devido às incertezas a cerca do assunto, entretanto, ganhou força e recuperou as perdas no decorrer da tarde. Na agenda macro econômica os dados de vendas no varejo abaixo das expectativas dos analistas colaborou com o início das negociações no campo negativo.
As principais blue chips brasileiras fecharam em alta. As ações ON e PN da Petrobrás avançaram 0,68% e 1,32%, respectivamente. Enquanto os papéis ON e PNA da Vale com alta de 1,46% e 1,72%.
Fluxo Bovespa
Os investidores estrangeiros ingressaram no dia 07 de outubro, segunda-feira, R$ 15,23 milhões na Bovespa, quando o índice fechou em queda de 2,00%. Neste mês de outubro, os investimentos estrangeiros apresentam saldo negativo de R$ 239,31 milhões. No acumulado ano, os investimentos estrangeiros apresentam saldo negativo de R$ 599,44 milhões. Já os investidores Pessoa Física ingressaram R$ 48,88 milhões na Bovespa no dia 07 de outubro. Neste mês, os investidores pessoas físicas ingressaram R$ 232,69 milhões na Bovespa. No acumulado do ano, o saldo de pessoa física apresenta déficit de R$ 4,800 bilhões.
Mercados Hoje
Mercado local, na volta do feriado nacional, deverá ter leve correção sobre as altas de ontem (12) e depois seguir os índices mundiais, que operam em queda na esteira da realização de lucros, sem maiores notícias negativas que impactem o recente otimismo dos investidores com as propostas preliminares da Comissão Europeia para um plano de fortalecimento do setor bancário da região.
} Aes Tietê - De acordo com o jornal "Valor Econômico", a AES Tietê recebeu a licença prévia do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) para o projeto de uma usina termelétrica em Canas, interior de São Paulo, com capacidade de 550 megawatts e investimento estimado em R$ 1,1 bilhão. O projeto participará do leilão A-5 do dia 20 de dezembro e caso saia vitorioso, iniciará suas operações em 2016. A notícia é marginalmente positiva para a companhia, pois além da geração futura de caixa, retira a acusação sobre a companhia de descumprimento do contrato de concessão. Conforme o "UM Bom dia" apurou anteriormente, a companhia sofreu pressão dos órgãos públicos, como a secretária de energia do Estado de São Paulo e do próprio governo estadual, para a expansão de 15% da capacidade geradora, sob risco de multa e perda da concessão.
} BM&F Bovespa - Segundo uma notícia vinculada ao jornal "Estado De São Paulo", a bolsa brasileira assinou ontem (12/10) durante a reunião anual da "Federação Mundial das Bolsas" sediada em Johannesburgo, uma carta de apoio para a formação de uma aliança entre as principais bolsas dos mercados emergentes. O acordo que reúne as bolsas "BM&F Bovespa", a "Micex" (Rússia), a "National Stock Exchange" (Índia), a "Hong Kong Exchange" (HK) e a "Johannesburg Stock Exchange (África)", permitirá aos investidores aplicar em moeda local nos contratos de índices atrelados ao desempenho dos mercados participantes até o final do primeiro semestre de 2012. De acordo com o presidente da bolsa de Hong Kong, Charles Li, a aliança entre as principais bolsas de valores dos países emergentes deverá consolidar um mercado com cerca de 9.481 empresas com um valor de mercado estimado em US$ 9 trilhões e movimentação diária de aproximadamente US$ 422 bilhões, permitindo o acesso de investidores estrangeiros aos produtos financeiros de cada mercado. Ainda segundo o presidente da BM&F Bovespa, Edemir Pinto, a aplicação nos índices acionários estrangeiros deverá ser a primeira etapa do acordo assinado na África entre os participantes da aliança, sendo que somente após a conclusão dessa etapa, deverá ser cogitada a dupla listagem de ETF´s formadas pelos papéis de um setor nas bolsas integrantes do acordo para facilitar o acesso dos investidores às ações das companhias brasileiras. A notícia é positiva para as ações da BM&F Bovespa.
} Cyrela - A incorporadora divulgou ontem (12/10) seus dados pré-operacionais relativos ao terceiro trimestre de 2011. De acordo com as informações, a Cyrela atingiu R$ 1,44 bilhão em vendas contratadas, valor 41% superior ao registrado no mesmo período do ano passado e 13,1% menor que o trimestre anterior, alcançando nos nove primeiros meses de 2011 um total de vendas de R$ 4,1 bilhões, volume 13% acima do divulgado pela Cyrela nos 9M10, atingindo 56% de seu guidance referente às vendas para 2011. Já em relação aos lançamentos, a companhia registrou R$ 1,75 bilhões no 3T11, demonstrando uma alta expressiva de 29,% pela comparação anual e 6,2% acima sobre os lançamentos atingidos no 3T11. Ao que se refere à velocidade de vendas da Cyrela, a companhia alcançou 20,7% no trimestre, valor 4,3 p.p inferior ao 2T11. Consideramos a notícia neutra para os papéis da construtora, porém o relatório divulgado ainda carece sobre maiores detalhes em relação à rentabilidade dos projetos da companhia, nos quais esperamos que sejam divulgados em 09 de novembro com seus resultados operacionais do 3T11.
} Marfrig - Em entrevista cedida ao jornal "Valor Econômico", o presidente da Marfrig, Marcos Molina, anunciou uma reestruturação das operações da companhia, com foco na redução de custos, e a contratação de Juliano Godoy, ex-Ambev, para tocar o projeto. Uma das principais medidas consiste na unificação das divisões de bovinos do Brasil, Argentina e Uruguai, que representam 35% da receita da companhia, totalizando uma economia de R$ 80 a R$ 100 milhões, de acordo com os analistas. Outras medidas incluem a inauguração de um centro de distribuição único em São Paulo, em substituição a seis regionais, a melhoria do capital de giro e a criação de um centro de serviços compartilhados no país, reunindo área como RH, contas a pagar e a receber em um escritório em Itajaí (SC). O executivo reconheceu a alta alavancagem de 3,9x, contudo, reiterou que a alta relação dívida líquida/EBITDA se deve as recentes aquisições e que o foco atual da companhia é a geração de caixa, que é negativa desde 2007. A notícia é positiva para as ações da companhia.
} Setor Siderúrgico - De acordo com um artigo publicado no jornal "Valor Econômico", o congresso anual da "Word Steel Association (WSA)", que reúne os principais produtores de aço do mundo, dos quais são responsáveis por aproximadamente 85% do volume de aço produzido no mercado, informou ontem (12/10) que revisou para baixo as expectativas do consumo do produto para 2012 ao projetar um o crescimento da demanda pelo aço no próximo ano de 5,4%, valor abaixo das estimativas anunciadas no início de 2011, dos quais esperavam por um crescimento de 6,5% no consumo de aço mundial para 2012. Segundo a entidade, a desaceleração do crescimento dos principais países desenvolvidos, em especial a União Européia, juntamente com as incertezas dos impactos da crise financeira na economia real dos mercados emergentes, foram os principais fatores que levaram ao órgão a revisar suas estimativas para o crescimento do consumo de aço em 2012. A notícia é marginalmente negativa para as empresas do setor.
} Telebrás - De acordo com um decreto publicado na edição dessa quinta-feira (13/10) no "Diário Oficial da União", o governo brasileiro autorizou um aumento de capital de até R$ 300 milhões para a Telebrás, empresa que oferece serviços ligados à telecomunicação e internet a empresas privadas e estatais, por meio da emissão de novas ações e créditos da União. Acreditamos que as informações são marginalmente negativas para as ações da companhia no curto prazo, porém aguardaremos maiores detalhes sobre a operação para avaliarmos melhor os impactos sobre os papéis da Telebrás.
Resultados
} Localiza - A companhia divulgou nesta terça-feira (11), após o fechamento do pregão, seus números referentes ao 3° trimestre de 2011, que vieram marginalmente acima das expectativas do mercado. A receita líquida totalizou R$ 757,5 milhões, aumento de 15% com relação ao mesmo período do ano passado, 7,2% superior ao trimestre anterior e 0,1% acima das expectativas do mercado, que totalizaram R$ 756,6 milhões. A receita líquida na divisão de aluguel de carros, que equivale a 31,9% da receita total, apresentou crescimento de 15,9% na comparação anual, devido ao aumento de 12,7% no número de diárias e 2,5% nas tarifas médias de aluguel, decorrentes da alteração no mix e nas negociações com os clientes. O faturamento com o aluguel de frotas, que representa 15,5% do montante, também apresentou forte crescimento de 26,4% na comparação anual, totalizando R$ 117,4 milhões, resultado do crescimento de 20,3% no volume de diárias e de 4,6% na tarifa média de aluguel. Além disso, a receita líquida com a venda de semi-novos, que equivale a 52,1% da receita líquida, expandiu 11,4% com relação ao mesmo período do ano passado, devido ao aumento de 6% na quantidade e 2,6% nos preços médios dos carros vendidos. Já o EBITDA totalizou R$ 216,2 milhões, crescimento de 21% na comparação anual, aumento de 7,8% com relação ao trimestre anterior e 4,8% acima das expectativas do mercado, que totalizaram R$ 206,2 milhões. O EBITDA foi influenciado pelo aumento de 2,7 p.p na margem EBITDA do segmento de aluguéis, resultado da expansão de 1,7 p.p na divisão aluguel de carros e do aumento de 3,2 p.p no segmento de aluguel de frotas. Além disso, o resultado foi beneficiado em R$ 10,6 milhões, em razão de reversão de provisões, referentes à decisão judicial favorável à companhia em processo fiscal. E o lucro líquido foi de R$ 75,3 milhões, aumento de 0,5% na comparação anual, 1,8% superior ao trimestre passado e 6,2% acima das expectativas. O lucro líquido permaneceu relativamente estável nas bases anuais, já que apesar do aumento do EBITDA em R$ 37,5 milhões, houve crescimento de R$ 16 milhões na depreciação de carros, decorrentes da expansão da frota média da divisão de aluguel de carros e de frota. Além disso, a companhia apresentou crescimento de R$ 18,4 milhões nas despesas financeiras, resultado do aumento de R$ 329,1 milhões na dívida líquida média. O destaque positivo ficou para a expansão da margem EBITDA, que apresentou crescimento de 5,3 p.p na comparação anual, aumento de 2,2 p.p com relação ao trimestre anterior e 3,4 p.p acima da médias das expectativas do mercado. Em linhas gerais, os números apresentados vieram marginalmente acima das expectativas do mercado, devendo ter um impacto positivo sobre os ativos da Localiza. Aguardaremos o conference call, a ser realizado hoje (13) para maiores detalhes.
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