quinta-feira, 4 de agosto de 2011

[Ceoinvest] Bom dia! Segue nosso informativo do dia 4 de Agosto.

 

Mercados no Mundo

 

Mercados Ontem

 

As principais bolsas europeias encerraram o terceiro dia consecutivo com desvalorização. As incertezas sobre um possível rebaixamento da nota da dívida americana e os temores sobre a dívida europeia afetaram os ânimos dos investidores. Além disso, as perdas com aplicações em títulos gregos do banco francês, Société Générale, frustrou os investidores e reforçou o tom pessimista, levando os índices europeus a terminar o dia em queda. Assim o composto da região encerrou o dia em queda de 1,96%.

 

Os mercados americanos reverteram as perdas verificadas no início da abertura e terminaram o dia em alta após uma sessão muito volátil, em que os índices oscilaram entre o campo positivo e negativo diversas vezes. Investidores seguem pessimistas com a situação econômica global, a divulgação da taxa de desemprego norte-americana na sexta-feira deixa os investidores sem tomar posição clara nos mercados. Os dados negativos sobre o ISM de serviços, e pedidos de fábricas que não surpreenderam os mercados foram um dos destaques negativos da sessão, o lado positivo ficou com os números da ADP, que mostram criação de 114 mil postos de trabalho, enquanto o mercado aguardava criação de 100 mil postos. 

 

Mercados Hoje

 

As ações europeias revertem alta registrada no início das negociações, fazendo o composto recuar pelo quinto dia seguido, em queda de 1,04% acumulando perda de mais de 6% em quatro dias.. Os futuros do S&P aceleraram a queda para 0,8%, após os mercados terem dado uma trégua ontem (03), com expectativas de que o FED poderia elaborar um novo plano de alívio quantitativo, conhecido como QE3, na tentativa de reanimar a economia, após dados decepcionantes das últimas semanas, que colocam a recuperação econômica, em cheque.

 

Os mercados seguem tensos em relação à saúde econômica dos EUA, a cada dia que passa mais dados macroeconômicos divulgados decepcionam os investidores. Caso não ocorra uma recuperação gradual da economia, as agências de classificação de risco alertam para um possível rebaixamento do rating do país. Assim, investidores buscam proteção no ouro, que sem mantém próximo de níveis recordes, após o Japão e a Suíça adotarem medidas para desvalorizar as suas moedas, essas também consideradas portos seguros. O cobre e o petróleo também recuam com o pessimismo global.

Investidores monitorarão a decisão e discurso do presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, sobre a taxa de juros da região e fazem pressão para que o BCE retome a compra de títulos. Hoje pela manhã, o Banco Central da Turquia inesperadamente cortou os juros do país em 0,5% para 5,75%, elevando também os compulsórios de 1,5% para 5%, em uma tentativa de proteger a lira turca contra a desvalorização do dólar. No Reino Unido, o Banco Central da Inglaterra manteve a taxa de juros inalterada em 0,5% e o programa de recompra de títulos em 200 bilhões de libras. Na Alemanha, os pedidos de fábricas de junho vieram em alta de 1,8%, contra esperado de queda em 0,5% na comparação mensal, na comparação anual o índice mostrou avanço de 9,5% contra esperado de 6,7%. 

 

Fechamento Ásia

 

As principais bolsas asiáticas enceraram a sessão sem uma direção clara definida, porém o pessimismo em relação à evolução econômica dos EUA, e a crise de déficit da Europa continuam a pesar sobre os mercados. Assim, o composto encerrou o dia em forte queda de 2,55%. O BC japonês interviu no cambio do país, a fim de conter a apreciação cambial, que ameaça a recuperação da economia local. Ontem (03) a Suíça cortou juros para desestimular a compra do franco suíço, que junto com o iene e com o ouro estão sendo o refúgio dos investidores. O BC do Japão também ampliou os estímulos monetários, aumentou o fundo para compra de ativos de 10 para 15 trilhões de ienes, mantendo a taxa de juros inalterada, próxima de zero.  

 

Destaques Agenda

 

Agenda mais tranquila hoje nos EUA, às 09h30 serão divulgados os novos pedidos de seguro desemprego da semana passada, com esperado em 405 mil novos pedidos, pra os pedidos de seguro desemprego o esperado é em 3,7 milhões de pedidos. Amanhã os destaques ficam com os dados do payroll de julho e crédito ao consumidor de junho.  

 

Agenda local também com poucas atrações, já foi divulgado o IPC da FIPE de Julho, que ficou em alta de 0,30% contra esperado de alta em 0,27%. E às 10h30 será divulgado os dados da Anfavea de produção e vendas de veículos no mês passado. Amanhã o destaque fica com o IPCA de julho.

 

Brasil

 

Mercados Ontem

 

O Ibovespa encerrou mais um dia em queda, com desvalorização de 2,26%, máxima de 57.352 pontos e mínima de 55.249 pontos, gerando um volume financeiro de R$ 8,27 bilhões, acima da média de negociações diárias. O pregão já iniciou o dia em baixa, influenciado pela fragilidade do contexto econômico mundial. No final da manhã, dados macroeconômicos americanos referentes aos pedidos de fábricas e o setor de serviços intensificaram o tom pessimista do mercado brasileiro, levando o índice a operar o restante do dia no campo negativo, amenizado no final do dia pela recuperação das bolsas americanas.

 

Os destaques do dia ficaram por conta da Hypermarcas, Cielo e Ambev, com valorizações de 1,37%, 0,69% e 0,54% respectivamente. Já as maiores baixas foram a Gol, MMX e a Braskem, que caíram 8,14%, 7,14% e 6,43%. Em relação as blue chips, a Petrobrás ON e PN fecharam o dia com baixas de 2,76% e 2,96%. Já a Vale ON e PN encerrou o dia com queda de 2,62% e 2,66%.

 

Fluxo Bovespa

 

Os investidores estrangeiros ingressaram no primeiro dia de agosto, segunda-feira, R$ 115,70 milhões na Bovespa, quando o índice fechou em queda de 0,49%. No acumulado do ano, os investimentos estrangeiros estão positivos em R$ 404,55 milhões. Já os investidores Pessoa Física ingressaram, no dia 01 de agosto, R$ 108,54 milhões na Bovespa. No acumulado do ano, o saldo de pessoa física está negativo em R$ 4,499 bilhões.

 

Mercados Hoje

 

Mercados continuam na esteira das preocupações com a crise de déficit européia, e também com os sinais mais fortes de que a economia dos EUA está dando de desaceleração. Investidores seguem na expectativa dos dados a serem divulgados nos EUA amanhã e no Brasil também, enquanto aguardam qualquer novidade sobre uma possível nova rodada de estímulos nos EUA conhecida como QE3.

 

}  CSN - A Companhia Siderúrgica Nacional abandonou os planos para fundir as operações de minério de ferro da Casa de Pedra, da qual detém 100% do controle acionário, com a Nacional Minérios S/A, cujo controle é dividido entre a CSN (60%) e um consórcio de empresas japonesas e coreanas (40%). O objetivo da operação era unir os ativos das duas mineradoras e realizar um IPO. O problema é que com a fusão, os sócios da Namisa teriam sua participação diluída.

 

}  Cyrela Comercial Properties - De acordo com um comunicado enviado pela companhia na quarta-feira (03/08), o conselho de administração da CCP aprovou um programa de recompra de ações no valor de R$ 75 milhões a ser realizado nos próximos 12 meses, correspondendo a 10% do free-float dos papéis da empresa. A notícia é positiva para os papéi             s da administradora, uma vez que sinalizam a confiança da companhia na rentabilidade futura de suas projetos e a atratividade dos preços atuais de suas ações.

 

 

}  LOG-IN - A empresa de logística anunciou ontem (03/08) por meio de um fato relevante, que obteve a licença ambiental do Ipaa (Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas) para a construção do Terminal Portuário das Lajes, localizado próximo ao pólo industrial de Manaus. De acordo com a Log-In, o projeto de 600 mil m² terá um investimento inicial de R$ 200 milhões, permitirá após a sua conclusão, a elevação da capacidade de movimentação anual da companhia em 660 mil toneladas por ano. A notícia é marginalmente positiva para os papéis da empresa, à medida que a implantação do projeto ainda depende da autorização da ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).

 

}  Marisa - A companhia divulgou ontem, após o pregão, seus números referentes ao 2° trimestre de 2011, que vieram marginalmente abaixo das expectativas do mercado. A receita líquida foi de R$ 632,8 milhões, crescimento de 24,86% em relação ao mesmo período do ano passado,  28,07% acima do trimestre anterior e superando as expectativas do mercado em 13,55%, que totalizavam R$ 557,3 milhões. Já o EBITDA ficou em R$ 125,7 milhões, 22,75% acima do resultado do 2T10,  crescimento de 67,38% em relação ao trimestre anterior e abaixo das expectativas do mercado em 2,31%, que totalizavam R$ 128,7 milhões. O lucro líquido divulgado foi de R$ 71,2 milhões, crescimento de 31,85% em relação ao mesmo período do ano passado, 97,78% acima do 1T11, em linha com as expectativas do mercado, que eram de R$ 71,7 milhões. O destaque positivo ficou para o aumento da receita líquida, que foi impulsionada pela sazonalidade das vendas no mês de junho e início das coleções de inverno. Além disso, a ampliação da área de vendas de 52 mil m² em relação ao 2T10 também colaborou para elevar o volume de vendas da companhia no trimestre. O destaque negativo ficou para a piora do perfil da divida da companhia que vem aumentando sua concentração em dívida de curto prazo, a qual representa hoje 59% da dívida total, ante 19%, no 2T10, e 55% no 1T11. Em linhas gerais, os números apresentados vieram abaixo das expectativas do mercado, devendo ter um impacto marginalmente negativo sobre as ações da Marisa, no entanto, aguardaremos o conference call a ser realizado hoje para maiores detalhes.

 

 

}  MPX - Segundo o jornal "O Estado de São Paulo", hoje (3/8), o empresário Eike Batista inaugura, no município de Tauá (CE), a primeira usina de energia solar comercial do Brasil. O projeto demandou R$ 12 milhões, com apoio do Governo do Estado e o Banco Interamericano de Desenvolvimento, e possui 4.680 painéis que tem uma capacidade de 1 megawatt, suficiente para abastecer 1,5 mil residências. O objetivo é expandir a capacidade para até 5 megawatts e reduzir o preço do megawatt-hora solar de R$ 500 para R$ 140, valor comercial de energia das hidrelétricas. O projeto faz parte de um plano anunciado em 2008 pelo empresário, que pretende chegar a uma produção de 1.000 megawatts até 2015.

 

}  TIM - De acordo com o jornal "Valor Econômico", ontem (3/8), a direção da TIM apresentou algumas diretrizes a analistas sobre o modelo de negócios para banda larga residencial, que será apresentado integralmente em outubro e iniciará as operações no início de 2012. Adquirida no mês passado da Companhia Brasiliana, a Atimus (empresa de infraestrutura de telecomunicações) possibilitará a companhia oferecer pacotes de acesso a Internet de 10 a 100 megabits por segundo a 20% do gasto estimado de uma tele sem uma rede de fibra ótica tão capilarizada como a da Atimus, que passa por 8 milhões de domicílios na grande São Paulo e na região metropolitana do Rio de Janeiro. A notícia é de cunho informativo.

 

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