terça-feira, 2 de agosto de 2011

[Ceoinvest] Bom dia! Segue nosso informativo do dia 2 de Agosto.

 Mercados no Mundo

 

Mercados Ontem

 

O As principais bolsas europeias encerraram o dia em forte baixa após a divulgação de dados da agenda norte-americana. Os mercados europeus, que chegaram a operar com valorização, perderam o ímpeto positivo em função dos resultados desfavoráveis sobre o índice de atividade industrial americano e dos indicadores de manufatura na Europa, que vieram aquém das expectativas, fortalecendo as preocupações sobre o ritmo da recuperação da economia mundial. O principal destaque negativo do dia foi a desvalorização das empresas ligadas ao setor financeiro, que com os investidores bastante preocupados com a crise de déficit que assola a região venderam pesado as ações do setor. O composto europeu encerrou o dia em queda de 1,22%.

 

Os mercados norte-americanos chegaram a operar com leve valorização durante o dia, reagindo ao pronunciamento do presidente do país, Barack Obama, sobre um acordo para elevação do endividamento dos EUA. Porém, os fracos dados divulgados, do índice de manufatura, que registrou 50,9 pontos, e a proximidade do deadline da dívida americana contribuíram para aumentar a aversão ao risco dos investidores, assim os índices norte-americanos encerraram a sessão em direção oposta ao da abertura.

 

Mercados Hoje

 

Após dados econômicos decepcionantes divulgados ontem (01) nos EUA, que fizeram todo o otimismo com o acordo entre democratas e republicanos, anunciado pelo presidente Barack Obama no domingo (31/07), para elevar o teto da dívida do país ser totalmente revertido em pessimismo em relação à recuperação econômica norte-americana, hoje (02) os mercado continuam nessa esteira negativa. O composto europeu recuava 0,90%, enquanto os futuros do S&P caíam por volta de 0,4%.

 

Ontem à noite, a Câmara dos Representantes aprovou a proposta de lei para elevar o teto da dívida norte-americana, foram 269 votos a favor contra 161 votos contra. Agora o mercado espera a votação no Senado marcada para hoje, último dia para aprovação, a fim de se evitar um default da dívida do país. Após a aprovação no Senado, a lei irá para a assinatura do presidente e os mercados poderão respirar mais aliviados sobre esse assunto, porém só sobre esse assunto, já que as dúvidas sobre a saúde da recuperação econômica do país persistem.

Os investidores ficarão de olho na agenda de hoje, com a divulgação dos gastos pessoais de junho e também seguem bastante preocupados com a crise de déficit na Europa, que indica como Itália e Espanha na lista das próximas vítimas, os juros dos títulos desses dois países se aproximam de nível recorde, em relação ao título da Alemanha, evidenciando a aversão ao risco dos investidores para segurar o risco de default desses títulos em suas carteiras. Além de todos esses receios o medo do rebaixamento do rating dos EUA nos próximos meses persiste. 

 

No campo das divulgações econômicas, na Zona do Euro, foi divulgado o índice de preços ao produtor de junho, que na comparação mensal ficou estável enquanto o mercado aguardava uma leve alta de 0,1%. Na comparação anual o índice mostrou avanço de 5,9% em linha com as projeções do mercado. No Reino Unido foi divulgado o PMI da região, que ficou em 53,5 em junho, levemente acima dos 53,1 esperados pelo mercado.

 

Fechamento Ásia

 

Mercados asiáticos caíram nesta terça-feira (02), apagando todo o ganho de 1,4% ocorrido ontem (01). O desapontamento com a divulgação do ISM industrial norte-americano, que ficou em 50,9 contra esperado em 54,5, muito próximo a sugerir retração da atividade no país, decepcionou e muito o mercado, que estava mais otimista com o anuncio do acordo entre democratas e republicanos para elevar o teto da dívida dos EUA, colocando mais dúvidas sobre a recuperação econômica norte-americana. Assim, o composto asiático encerrou o dia em queda de 1,73% liderado pelas empresas exportadoras.

 

Destaques Agenda

 

Agenda norte americana começa a ser divulgada hoje, às 09h30, com a divulgação da renda pessoal de junho com esperado de alta em 0,2%, para os gastos pessoais de junho o esperado é alta de 0,1%. Amanhã os destaques ficam com os números da Challenger da redução de postos de trabalho de julho, os números da ADP, da criação de empregos no mês passado, o ISM de serviços e os pedidos de fábricas de junho. Na quinta-feira serão divulgados os novos pedidos de seguro desemprego e seguro desemprego. E na sexta-feira para fechar a semana serão divulgado os dados do payroll de julho e crédito ao consumidor de junho.  

 

Agenda local com apenas um importante dado a ser divulgado, às 09h conheceremos a produção industrial de junho, com esperado de queda em 0,4% na comparação mensal, e alta de 2,6% na comparação anual. Amanhã a agenda local é vazia, sem nenhum dado relevante a ser divulgado, na quinta-feira os destaques ficam com o IPC da FIPE de julho, e os dados da Anfavea da produção e vendas de veículos. E para fechar a semana na sexta-feira será divulgado o IPCA de julho.

 

Brasil

 

Mercados Ontem

 

A Bovespa encerrou o dia em baixa de 0,49%, aos 58.535,74 pontos, com máxima de 59.541 pontos e mínima de 58.167 pontos, gerando um volume financeiro equivalente a R$ 5,2 bilhões. A bolsa brasileira iniciou o pregão em alta, no mesmo sentido das bolsas asiáticas, impulsionado por perspectivas positivas de republicanos e democratas, sobre acordo firmado para elevação do teto do déficit norte-americano, que ainda precisa ser votado nas duas casas antes de virar lei, isso tudo até amanhã, que é o prazo final para evitar default da dívida do país.

Mesmo com acordo anunciado no domingo pelo presidente dos EUA, Barack Obama, o pessimismo do mercado continua, o medo dos investidores é o de que o país perca o seu tão importante AAA rating, fazendo os mercados recuarem junto com as notícias macroeconômicas e aversão ao risco em relação à crise de déficit na Europa.

 

Quanto as blue chips, a Petrobrás ON encerrou o dia estável, enquanto que a PN, com alta de 0,38%. Já a Vale ON e PN fecharam o dia em direções opostas, com alta de 0,04% e baixa de 0,07%, respectivamente.

 

Fluxo Bovespa

 

Os investidores estrangeiros ingressaram no dia 28 de julho, quinta-feira, R$ 133,02 milhões na Bovespa, quando o índice fechou em alta de 0,72%. No mês de julho, o saldo acumulado de recursos estrangeiros está positivo em 1,386 bilhões. No acumulado do ano, os investimentos estrangeiros estão positivos em R$ 275,63 milhões. Já os investidores Pessoa Física retiraram, no dia 28 de julho, R$ 32,090 milhões na Bovespa. No mês de julho, o saldo está negativo em R$ 657,26 milhões na Bovespa. No acumulado do ano, o saldo de pessoa física está negativo em R$ 4,612 bilhões.

 

Mercados Hoje

 

Mercado local, assim como os mercados internacionais, ficará de olho na aprovação do acordo para elevar o teto do déficit dos EUA no Senado, estando também atentos à divulgação da agenda norte-americana, que hoje conta com renda pessoal e principalmente gastos pessoais de junho, na esperança de que saiam números mais animadores após os fracos dados do ISM industrial divulgado ontem (01). Na agenda local, antes da abertura, os investidores acompanharão os dados da produção industrial de junho, com esperado em -0,4%. Além desses fatores de atenção, o receio do rebaixamento do rating da dívida norte-americana e também do agravamento da crise de déficit na Europa seguem pressionando os mercados. 

 

}  BR Malls - A companhia divulgou ontem após o pregão, seus números referentes ao 2° trimestre de 2011, que, em linhas gerais vieram acima das expectativas do mercado. A receita líquida foi de R$ 199,4 milhões crescimento de 62,06% em relação ao mesmo período do ano passado,  11,35% acima do trimestre anterior e 6,35% maior que as expectativas do mercado, que totalizavam R$ 187,5 milhões. Tal crescimento foi impactado pelo repasse do aumento da inflação nos reajustes contratuais de aluguel nos shoppings da empresa, que somaram R$118,6 milhões no 2T11, valor 64,5% superior pela comparação anual. Além disso, o aumento no número de empreendimentos do portfólio da BR Malls, que totalizou 30 shoppings frente aos 23 estabelecimentos no 2T10, também gerou um impacto positivo no faturamento da companhia, registrando um crescimento de 53,2% frente ao mesmo período de 2010. Já o EBITDA totalizou R$ 159,2 milhões, montante 58,80% superior ao divulgado pela companhia na comparação anual e 14,27% maior que o 1T11. Em relação ao lucro líquido, a administradora de shoppings alcançou R$ 115,3 milhões, expansão de 56,72% sobre o mesmo período do ano anterior, principalmente influenciado pelo forte resultado operacional advindo do elevado turnover das lojas que geraram o aumento expressivo de 233,5% na taxa de transferência dos estabelecimentos e do maior aluguel por m² cobrado nesses shoppings, que subiram 25,3% sobre o 2T10. O destaque positivo ficou para o maior spread na renovação dos contratos com os lojistas, alcançando 27,4% contra 22,3% no 2T10, em decorrência da alta demanda por espaços comerciais nos shoppings do portfólio da companhia.  Acreditamos em um impacto positivo para as ações da companhia diante dos sólidos resultados apresentados pela BR Malls.

 

 

}  Cielo - Segundo uma notícia vinculada ao jornal "Valor Econômico", a companhia de cartões de crédito fechou uma parceria com a "Credicard" para participar das transações realizadas com o cartão "Diners Club International", bandeira que atualmente possui 500 mil cartões e market-share de aproximadamente 5% do mercado doméstico. Além disso, o acordo prevê o compartilhamento das operações com bandeira americana Discover, empresa detentora da marca "Credicard" e que possui uma base de clientes global com aproximadamente 50 milhões de usuários. Com o acolhimento do acordo, a Cielo se tornará a única empresa credenciadora das bandeiras mais importantes do mercado doméstico como: Elo, Diners, Amex, Visa e Mastecard. A notícia é marginalmente positiva para os papéis da companhia no médio prazo.

 

}  Itaú Unibanco - A companhia divulgou ontem (02), depois do pregão, seus números referentes ao 2° trimestre de 2011, que, em linhas gerais vieram em linha com as expectativas do mercado. A receita líquida de intermediação financeira foi de R$ 23,4 Bilhões, crescimento de 24,09% em relação ao mesmo período do ano passado, 4,86% superior ao trimestre anterior e 23,6% acima das expectativas, que totalizavam R$ 18,9 Bilhões. Já as despesas com PDD totalizaram R$ 5,1 bilhões, aumento de 27,08% na comparação anual e 16,60% superior ao trimestre anterior. A despesa de provisão de devedores duvidosos totalizou 1,6% da carteira de crédito no segundo trimestre de 2011, crescimento de 0,1 p.p em relação ao trimestre anterior. O lucro líquido divulgado foi de R$ 3,6 bilhões, 13,82% acima do ano anterior, 2,04% superior na comparação trimestral e 1,23% inferior as expectativas do mercado. Tal resultado foi influenciado pela expansão de 22% dos empréstimos e pelo aumento de 11% das receitas com serviços financeiros, ambos com relação ao mesmo período do ano passado. A companhia também destacou que o Índice de Basiléia permaneceu em 16,1%, estável na comparação trimestral e melhora de 0,4% com relação ao ano passado. Além disso, o nível de inadimplência total alcançou 4,5% no segundo trimestre de 2011, aumento de 0,3 p.p em relação ao trimestre anterior, devido ao crescimento do índice nas operações com pessoas jurídicas de 3,1% para 3,5%, na comparação trimestral, principalmente por conta do setor de pequenas e médias empresas. Em linhas gerais, os números apresentados vieram em linha para abaixo das expectativas do mercado. Aguardaremos o conference call, a ser realizado hoje para maiores detalhes.

 

}  TAM Linhas Aéreas - De acordo com o jornal "Valor Econômico", a TAM realizou ontem (01) uma reestruturação no seu alto escalão, através da saída de um dos seus principais executivos, o vice-presidente comercial e de alianças, Paulo Castello Branco. Segundo pessoas próximas a Castello Branco, a saída tem como motivo a reestruturação estratégica da companhia pela futura fusão com a LAN Chile, anunciada em agosto do ano passado e que pode ser concluída em março do ano que vem. A decisão teria sido tomada pelo conselho de administração em conjunto com o executivo. A notícia é de cunho informativo, não devendo impactar sobre os ativos da companhia.

 

}  Usiminas - A companhia divulgou hoje antes da abertura do pregão, seus números referentes ao 2° trimestre de 2011, que, em linhas gerais vieram dentro das expectativas do mercado. A receita líquida foi de R$ 3,02 bilhões, queda de 15,6% em relação ao mesmo período do ano passado,  e levemente abaixo do trimestre anterior. Além disso, o número divulgado veio 6,2% abaixo das expectativas do mercado, que totalizava R$ 3,2 Bilhões. Tal desaceleração foi impactada pelo menor número de toneladas vendidas em relação ao 2T10 e do aumento do preço médio de vendas de aço no 2T11 frente ao 1T11. Já o EBITDA atingiu R$ 365,3 milhões, apresentando uma forte queda de 58,1% em comparação com o segundo trimestre do ano passado, como conseqüência da elevação dos custos de matérias-primas e mão-de-obra superiores a 5% sobre o primeiro semestre de 2010. Em relação ao trimestre anterior, o EBITDA demonstrou uma alta de 8,4%, beneficiada pelo maior volume de vendas no mercado interno sobre o 1T11, alcançando 85% do faturamento da siderúrgica no período. Sobre o lucro líquido, a Usiminas registrou R$ 157,0 milhões no 2T11, valor 54,8% inferior ao mesmo trimestre do ano anterior e 881% acima do 1T11. Vale lembrar que no período anterior, o lucro líquido foi impactado negativamente pelas perdas contáveis decorrentes da vendas das ações da Ternium, enquanto o pior desempenho sobre o 2T10 ocorreu devido aos impactos do aumento dos custos e menor volume de vendas pela companhia. O destaque positivo ficou para o maior preço médio da tonelada no mercado interno, que subiu 2% em relação ao 1T11 e aumento de 5% nas cotações do mercado externo frente ao trimestre anterior. Acreditamos em um impacto neutro para as ações da Usiminas à medida que o cenário para a siderurgia brasileira continua fortemente pressionado pelo aumento das importações e elevação dos custos operacionais das companhias , apresentando uma contínua pressão sobre os resultados das empresas do setor.

 

 

pp

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