A Ptax é calculada pelo BC e usada como referência para contratos futuros e outros derivativos
No primeiro dia do novo cálculo da Ptax (taxa de referência do câmbio), o dólar à vista fechou a R$ 1,558 para venda, em baixa de 0,26%.
É a menor cotação desde janeiro de 1999.
A Ptax, definida às 13h05, foi de R$ 1,5599 para venda.
Mesmo com a definição da Ptax na metade do dia, o mercado continuou funcionando normalmente durante a tarde, embora com volume reduzido. O próprio Banco Central atuou, com um segundo leilão de compra de dólares às 15h28.
A Ptax, calculada pelo BC e usada como referência para contratos futuros e outros derivativos, agora é uma média aritmética feita a partir de consultas com os principais bancos do mercado. Até quinta-feira (30/6), era uma média ponderada por volume de todas as operações de câmbio à vista.
Profissionais de mercado previam uma redução do volume, principalmente por causa de uma diminuição da liquidez no mercado de "casado", em que as operações são combinadas com negócios no mercado futuro. Operadores ressaltaram, no entanto, que o feriado de segunda-feira (4/7) nos Estados Unidos também contribuiu para enfraquecer os negócios durante a tarde.
De acordo com o operador de uma das principais corretoras que operam "casado", o volume nesse segmento foi de cerca de US$ 1,3 bilhão, abaixo da média anterior de US$ 2 bilhões.
No mercado à vista, o volume registrado na clearing da BM&FBovespa era de US$ 1,9 bilhão, sendo que US$ 1,3 bilhão foi fechado antes das 13h. No futuro, o giro estava dentro dos padrões recentes, com cerca de 284 mil contratos negociados até as 16h30 para o vencimento agosto - mas apenas 84 mil contratos trocaram de mãos após a definição da Ptax.
Mas, na opinião de Jorge Knauer, diretor de tesouraria do Banco Prosper, o novo método para calcular a Ptax não foi o responsável pela quinta queda seguida do dólar.
"A gente teve bolsa subindo... um aumento substancial na curva mais longa dos juros futuros, e de forma geral um ambiente positivo lá fora", disse Knauer.
O aumento dos juros futuros acontece após o Relatório de Inflação do Banco Central, que na quarta-feira (29/6) levou analistas a revisarem para cima projeções para a alta da Selic em 2011.
Já a alta das bolsas, ainda em consequência do alívio com a situação na Grécia, foi impulsionada pela surpresa positiva com os dados do setor manufatureiro dos Estados Unidos.
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Fonte Brasil Econômico - Por Silvio Cascione/Reuters
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