segunda-feira, 27 de junho de 2011

[Ceoinvest] Bom dia! Segue nosso informativo do dia 27/6

 Mercados no Mundo

 

Mercados Ontem (sexta-Feira 24/06)

 

Principais bolsas europeias fecharam em queda. O composto europeu recuou 0,1%. A única exceção foi da bolsa de Londres, que encerrou em alta, puxada por mineradoras e construtoras. Mesmo depois das notícias do fechamento do pacote de austeridade de cinco anos entre a Grécia, FMI e EU, os mercados ainda reagem com cautela, pois na próxima semana, o primeiro ministro grego George Papandreou ainda precisa que as medidas de austeridade sejam aprovadas no parlamento grego. Ontem à noite (23), a agência Moody´s alertou que muitos bancos italianos poderão ter seus ratings rebaixados, e também surgiram rumores de que o rating italiano estaria ameaçado. Tais fatores levaram o setor bancário italiano a sofrer fortes quedas, com a negociação de algumas ações sendo temporariamente suspensas, trazendo mais instabilidade aos mercados.

 

Nos EUA, as bolsas caíram pelo terceiro dia consecutivo, com preocupações com os bancos italianos, que mantiveram o foco na crise de déficit europeia. O índice S&P fechou em queda de 1,1% nesta sexta-feira. Na semana, o índice apresentou queda de 0,2%. O Fed reduziu nesta semana as estimativas de crescimento da economia americana, porém em seu discurso, não foi pontuada uma terceira rodada de estímulos quantitativos, conhecida como "QE3", pois ainda pairam dúvidas á respeito da eficácia de mais estímulos econômicos. Fatores positivos como o crescimento maior que o esperado do PIB nos EUA e o fechamento do pacote de austeridade grego foram encobridos pelo pessimismo dos investidores frente às notícias pessimistas vindas da Europa.

 

Mercados Hoje

 

Mercados na Europa e futuros norte-americanos sinalizando recuperação, após operarem em queda no início das negociações. Assim, o composto europeu operava em leve alta, inferior a 0,1%, e os futuros do S&P avançavam 0,2%.

 

Investidores bastante receosos com o desenrolar da crise de déficit grega, hoje está programado para começar um debate de três dias no parlamento grego, sobre a aprovação de um pacote de austeridade fiscal de 78 bilhões de euros, que é necessário para a liberação da próxima etapa de ajuda internacional ao país, a votação final está programada para ocorrer no dia 29 quarta-feira. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse que os bancos do país já caminham para um acordo de rolar 70% das suas posições em dívida grega até 2014, sinalizando que as instituições financeiras europeias participarão do socorro ao país. 

 

 

As commodities como petróleo e cobre continuam recuando, o petróleo ainda sofre influencia negativa sobre as declarações da Agência Internacional de Energia (AIE), da semana passada de que irá liberar 60 milhões de barris de petróleo da reserva de emergência, a fim de repor parte da oferta deixada pela Líbia, e o cobre assim como demais commodities metálicas, recuam com receio sobre a desaceleração econômica nos EUA, com investidores atentos à agenda norte-americana hoje e ao longo dessa semana.

Fechamento Ásia

 

Mercados asiáticos encerraram a sessão em queda. Algumas bolsas subiram, como a chinesa, que subiu pelo quinto dia consecutivo, após melhoras das expectativas sobre aperto monetário no país. As maiores corretoras locais passaram a indicar compra de ações, pois projetam alta dos índices locais. Já o composto encerrou o dia em queda de 1,01%, refletindo expectativas negativas sobre a Grécia, e a espera dos dados dessa semana nos EUA. O premiê da China, Wen Jiabao, disse que o país continuará investindo no mercado de dívida soberana da Europa, dando um voto de confiança ao continente, e que não estão cortando as posições compradas em euro.

 

Destaques Agenda

 

Começo de semana com agenda norte-americana bastante relevante, às 09h30 será divulgado a renda pessoal de maio, com esperado de alta em 0,4%. No mesmo horário conheceremos os gastos pessoais do mês passado, com esperado de alta em 0,1%. E mais tarde às 11h30 será divulgado o índice de atividade do Fed de Dallas de junho, com esperado em -3,1. Amanhã os destaques ficam para o índice S&P/CaseShiller, dos preços de casas de abril, confiança do consumidor de junho e o índice industrial do Fed de Richmond. Na quarta-feira os destaques ficam para as solicitações de empréstimos hipotecários e vendas de casas pendentes de maio. Já na quinta-feira os destaques ficam com os novos pedidos de seguro desemprego da semana passada, seguro desemprego e o índice dos gerentes de compras de Chicago. E para fechar a semana na sexta-feira, será divulgado o número final da confiança do consumidor medida pela Universidade de Michigan, gastos com construção de maio e ISM industrial de junho. 

  

Início de semana com agenda local bastante relevante, às 08h foi divulgado a confiança do consumidor de junho medida pela FGV, que ficou em 118,0 acima dos 115,4 registrados em maio. Também já foi divulgado o IPC-S até o dia 22 de junho, que ficou em -0,15% contra esperado de -0,12%. O custos com construção de junho ficaram em alta de 1,43% contra esperado de alta em 1,52%. Também já foi divulgado o tradicional boletim Focus, com os detalhes no quadro ao lado. Às 10h30 serão divulgados os dados da conta corrente de maio, com esperado em -US$3,7 bilhões, e o saldo de investimentos estrangeiro de maio com esperado em US$ 3 bilhões. Amanhã os destaques ficam para o IPC da FIPE, e o total de empréstimos em aberto de maio. Na quarta-feira será divulgado o IGP-M de Junho e o relatório trimestral sobre a inflação do Banco Central. Já na quinta-feira conheceremos o coeficiente da dívida/PIB de maio, e para fechar a semana na sexta-feira, o destaque fica para a produção industrial do mês passado.

 

Brasil

 

Mercados Ontem (Sexta-Feira - 24/03)

 

Em dia de liquidez mais fraca devido a emenda do feriado de Corpus Christi, os investidores tiveram que lidar com agenda norte-americana bastante relevante, e também com diversos sentimentos mais negativos vindos da Europa, assim o nosso índice fechou em queda de 0,29% aos 61.016 pontos, na semana o Ibovespa ficou estável com queda de 0,07% e no mês o índice recua 5,58%, o giro financeiro da sessão foi abaixo da média, totalizando R$ 4,243 bilhões.

 

O nosso índice chegou a abrir em alta, com notícias mais animadoras vindas da Grécia, porém como essas notícias de um novo pacote sendo costurado entre União Européia e FMI, dependem da aprovação das medidas de austeridade ao país na semana que vem, o pessimismo voltou a tomar conta fazendo os mercados reagirem negativamente. Petrobrás entre as blue chips foi a que mais sofreu após anúncio de que a Agencia Internacional de Energia (AIE), irá liberar 60 milhões de barris de petróleo das reservas de emergência, fazendo a commodity cair mais de 4,5% na véspera, afetando o desempenho das ações da estatal, que recuaram 1,98% nas ações ON e 1,68% nas ações PN. 

 

Fluxo Bovespa

 

Os investidores ingressaram no dia 21 de junho, terça-feira-feira, R$ 165,42 milhões na Bovespa, quando o índice subiu 0,42%. No mês de junho, o saldo acumulado de recursos estrangeiros está negativo em R$ 711,73 milhões. No ano, o déficit acumulado está em R$ 1,478 bilhões. Os investidores Pessoa Física retiraram, no dia 21 de junho R$ 116,53 milhões na Bovespa.  No mês de junho, o saldo está negativo em R$ 392,06 milhões. No acumulado do ano, o saldo da pessoa física está negativo em R$ 3,113 bilhões.

 

Mercados Hoje

 

Mercado local continuará reagindo às bolsas internacionais, que operam nas expectativas do desenrolar dos problemas da dívida grego, e também a espera dos dados econômicos que serão divulgados hoje nos EUA. Por aqui o nosso mercado poderá ter alguma sustentação na melhora do cenário de aperto monetário chinês, e também reagirá aos importantes dados locais dessa semana, que na quarta-feira conta com IGP-M de junho e relatório trimestral sobre inflação do Banco Central, e na sexta-feira os dados da produção industrial de maio.

 

}  JBS - Segundo notícia publicada no jornal "Valor Econômico", a JBS informou que não irá mais vender seus abatedouros na Argentina que foram afetados por conta da redução de rebanhos e restrições governamentais para a exportação das carnes em 2010. Segundo o diretor da unidade da JBS na Argentina, Artemio Listoni, a empresa usará a marca Swift, adquirida em 2005 na Argentina, para atuar nos segmentos de patês, linguiças e hambúrgueres no país. Ainda segundo a notícia, Artemio espera que as vendas na Argentina em 2011 alcancem entre US$ 400 milhões a US$ 500 milhões, enquanto para o próximo ano, a meta da companhia será de atingir US$ 600 milhões em vendas. A notícia é de cunho informativo, não devendo impactar sobre os preços dos ativos da companhia.

 

}  Pão de Açucar - Na sexta-feira (24), o Tribunal de Comércio de Nanterre, tribunal francês formado por comerciantes e que costuma analisar casos de litígio no setor, autorizou a apreensão de 150 documentos na sede do Carrefour, dos quais 22 e-mails demonstraram estar diretamente ligados a discussões entre o Carrefour e Diniz. Com isso, o Casino, principal sócio do grupo do Diniz, fundamenta o pedido pelo processo de arbitragem que havia solicitado no início de junho. Apesar do Casino já ter informado que pretende exercer sua opção de obter o controle do Grupo Pão de Açúcar em 2012 e de ter aumentado sua participação na empresa em 3,3%, o que sinalizou seu interesse no negócio, essa informação deve ter impacto marginalmente negativo sobre as ações do Pão de Açúcar.

 

}  Petrobrás - De acordo com publicação oficial no site da ANP, a companhia descobriu indícios de hidrocarbonetos em dois poços - um em Sergipe e outro no Rio de Janeiro. O poço 1-BRSA-941-RJS faz parte do bloco C-M-146, na bacia de Campos, com uma profundidade final prevista de 3.800 metros e uma lâmina d'água de 50 metros. Já o poço 6-BRSA-942D-SE, o qual está localizado no bloco de Ilha Pequena, possui indícios de gás e de petróleo, com uma profundidade total estimada em 2.440 metros. A notícia é marginalmente positiva para a companhia, porém não deverá trazer grande impacto sobre suas ações na sessão de hoje.

 

}  Setor de Bebidas - Em uma pesquisa de tendências realizada pela "Nielsen", que estuda o comportamento do consumo de uma cesta de 134 categorias de produtos, as vendas de bebidas alcoólicas tiveram crescimento de apenas 1,3% entre janeiro e abril de 2011 em relação ao mesmo período de 2010, enquanto no ano passado, esse percentual chegou a 10,1% sobre a mesma base de 2009. Somado a isso, as vendas de cerveja tiveram queda de 0,1% comparado com o ano anterior, enquanto em 2010 , esse mesmo indicador avançou 14% sobre os dados de 2009. As razões apontadas pela "Nielsen" indicam que a recente alta dos preços das bebidas alcoólicas e o maior endividamento das famílias brasileiras foram os responsáveis pela redução no consumo de cerveja no Brasil. A notícia é marginalmente negativa para as empresas que comercializam bebidas alcoólicas.

 

}  Setor de Saúde - Segundo matéria divulgada no jornal "Folha de São Paulo", depois de 1 ano, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) voltou a cobrar o ressarcimento das operadoras de planos de saúde pelo atendimento de seus conveniados em hospitais públicos. Apenas nos primeiros cinco meses de 2011, a agência arrecadou R$ 25 milhões, valor que representa apenas 25% do total efetivamente cobrado neste ano (R$97 milhões), mas que já é superior à soma da arrecadação de 2008, 2009 e 2010. A notícia é de cunho informativo, não devendo impactar sobre o preço dos ativos das companhias do setor.

 

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