segunda-feira, 20 de junho de 2011

[Ceoinvest] Bom dia! Segue nosso informativo do dia 20/6

Mercados no Mundo

 

Mercados Ontem (Sexta-feira 17/06/2011)

 

Mercados na Europa enfim conseguiram um dia de recuperação, após terem iniciado o dia em campo bastante negativo, o discurso da chanceler alemã, Angela Merkel, e do presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmarem que apóiam um novo pacote de ajuda financeira à Grécia, dando indicações de que os membros da União Européia irão lutar contra um possível default do pais, tentando restabelecer a confiança dos investidores no país. Mesmo assim ainda existem grandes riscos para a Grécia, como a não aprovação das medidas de austeridades fiscais elaboradas pelo governo, tão necessárias para ao país continuar recebendo o pacote de ajuda acordado no final do ano passado, e ainda novas ajudas financeiras da União Européia. Assim o composto europeu encerrou a sessão subindo 0,16%, já na semana o índice acumulou queda de 0,35%.

 

Nos EUA, assim como na Europa, os mercados reagiram positivamente aos discursos da Angela Merkel e Nicolas Sarkozy, dando apoio à reestruturação da dívida da Grécia, como comentado anteriormente, muito dos próximos passos sobre ajuda ao país estão amarrados à aprovação pelo parlamento grego do plano de austeridade proposto pelo governo. No final da sessão a Moody's soltou nota de que o rating da Itália está em revisão para possível rebaixamento, porém os mercados se apoiaram na melhora da expectativa sobre a Grécia e à espera das reuniões dos líderes europeus no final de semana, e início dessa semana, mas o fechamento por lá não foi conciso, o índice S&P 500 e o Dow Jones fecharam em alta, já o Nasdaq fechou o dia no negativo. 

 

Mercados Hoje

 

Mercados na Europa e futuros norte-americanos iniciando a semana em queda, o composto europeu apresentava recuo de 0,9% enquanto os futuros do S&P recuavam por volta de 0,50%, com investidores desde a Ásia até a Europa e Estados Unidos, preocupados com a crise de déficit grega, seu agravamento e disseminação para os demais países da região. Nesse final de semana, líderes europeus, que estavam reunidos em Luxemburgo, não chegaram a um acordo sobre se a Grécia irá receber ou não uma nova tranche de US$ 17 bilhões, do pacote de ajuda de 110 bilhões de euros dado ao país, para julho, essa nova tranche é necessária para que o país evite uma moratória da dívida, e a decisão sobre a mesma deverá ser adiada até o começo de julho, o que é ruim para o sentimento dos investidores. Os líderes europeus continuam pressionando o primeiro-ministro grego, George Papandreou, a realizar mais cortes de gastos do governo para receber os pacotes de ajuda financeira.

No campo das divulgações econômicas hoje a agenda nos EUA e na Europa é bastante fraca, a agenda norte-americana é vazia sem nenhum destaque relevante a ser divulgado, porém ao longo da semana os investidores ficarão de olho nos dados de vendas de casas, decisão do FOMC em relação à taxa de juros, e também dados sobre a atividade econômica. Na Europa apenas a Alemanha divulgou dados relevantes, o índice de preços ao produtor de maio ficou em alta de 6,1% na comparação anual, um pouco abaixo dos 6,3% esperados pelo mercado, na comparação mensal o índice ficou estável em relação a abril, enquanto o mercado esperava alta de 0,1%.

 

Fechamento Ásia

 

Mercados asiáticos tiveram um início de semana negativo. A única bolsa que apresentou alta foi a japonesa, que teve tímida variação positiva de 0,03%. Já os demais mercados encerraram a sessão em queda. O composto recuou 0,7%, com os investidores decepcionados após líderes europeus terem falhado em chegar a um acordo, sobre se a Grécia irá receber mais uma tranche de US$ 17 bilhões para julho, parte do pacote de ajuda ao país de 110 bilhões de euros firmados no final do ano passado. Assim a questão grega permanece indefinida, gerando mais aversão ao risco e busca por proteção em ativos mais seguros. 

Destaques Agenda

 

Agenda norte americana começa a semana bastante vazia, sem nenhum dado relevante a ser divulgado amanhã a agenda conta com apenas um destaque, será divulgado as vendas de casas existentes de maio. Na quarta-feira (22), os destaques ficam para as solicitações de empréstimos hipotecários, índice de preços de casas e a decisão do FOMC sobre a taxa de juros dos FED Funds. Na quinta-feira (23) será divulgado os novos pedidos de seguro desemprego, seguro desemprego e vendas de casas novas. E para fechar a semana, na sexta-feira (24), será divulgado os pedidos de bens duráveis e a segunda revisão PIB do primeiro trimestre.

 

Semana brasileira começa com alguns destaques na agenda local, às 08h30 foi divulgado o boletim Focus, com os detalhes na tabela ao lado, às 11h será divulgado a balança comercial semanal, até a terceira semana de junho, e às 15h será divulgado os dados do CAGED da criação de empregos de maio, com esperado de 247,5 mil postos de trabalho. Amanhã conheceremos a segunda prévia do IGP-M de junho, e o IPCA-15 desse mês. Na quarta-feira o destaque fica para a taxa de desemprego de maio. Já na quinta-feira a agenda é vazia pois é feriado no Brasil, e sexta-feira a agenda continua sem destaques.

 

Brasil

 

Mercados Ontem (Sexta-feira 17/06/2011)

 

Assim como nos EUA e na Europa, após muita indefinição o nosso índice encerrou o dia no campo positivo, ganhando força próximo do fechamento, garantindo alta de 0,29% aos 61.059 pontos, na máxima o índice alcançou alta de 0,64%, e na mínima amargou perda de 0,52%, o giro financeiro ficou em R$ 5,761 bilhões. Na semana o índice amargou perda de 2,61%, no mês a queda é de 5,51% e no ano 11,90%.

As notícias que movimentaram lá fora também surtiram efeitos internos, na ponta positiva o discurso da Angela Merkel e do Sarkozy, dando apoio à reestruturação da dívida grega, e a revisão do rating da Itália para possível rebaixamento pela Moody's na ponta negativa. Assim as ações ON da Petrobras encerraram o dia em queda de 0,77%, as ações PN recuaram 0,21%, e o preço do barril do petróleo negociado na Nymex caiu 2,04% aos US$ 93,01 o barril. As ações da Vale também fecharam em queda, as ON encerraram a sessão caindo 0,51% e as ações PNA em queda de 0,16%.   

 

Fluxo Bovespa

 

Os investidores estrangeiros retiraram no dia 15 de junho, quarta feira-feira, R$ 70,14 milhões na Bovespa, quando o índice caiu 0,97%. No mês de junho, o saldo acumulado de recursos estrangeiros está negativo em R$ 839,81milhões. No ano, o déficit acumulado está em R$ 1,606 bilhões. Os investidores Pessoa Física retiraram, no dia 15 de junho R$ 23,35 milhões na Bovespa.  No mês de junho, o saldo está negativo em R$ 57,27 milhões. No acumulado do ano, o saldo da pessoa física está negativo em R$ 2,778 bilhões.

 

Mercados Hoje

 

Mercado local deverá reagir negativamente às últimas notícias em relação à crise de déficit grega, com isso o nosso índice, em dia de agenda vazia nos EUA e Europa, deverá seguir a tendência dos mercados mundiais e sofrer influência da agenda interna, principalmente o boletim Focus.

 

}  Ambev - Segundo comunicado enviado pela empresa na sexta-feira (17), a agência de classificação de risco Standard & Poors elevou o rating da Ambev de BBB+ para A-. O motivo para a elevação, segundo instituição, foi o perfil financeiro, forte liquidez e fluxo de caixa da companhia o que diminui sua exposição à volatilidade econômica e ao risco dos países em que atua. Além disso, para a agência o rating também reflete o forte perfil de negócio, que é sustentado por marcas fortes e por expectativa de crescimento favorável. Essa informação é marginalmente positiva já que a Fitch Rating já havia elevado o rating da Ambev de BBB para A-, o que apenas confirma as expectativas quanto a performance da empresa.

 

}  Petrobrás - Segundo uma notícia publicada pelo "Valor Econômico", a Petrobrás pretende produzir até 8 mil barris de petróleo por dia até novembro nos EUA a partir de três poços no país, localizados em Cascade e Chinook. De acordo com a estatal, o atraso de um ano após a data programada, foi ocasionado pela necessidade de cuidados rigorosos na extração de petróleo nos EUA após o vazamento do poço Macondo, da BP, e pela complexidade da rede logística utilizada para o transporte do petróleo extraído dessas áreas. A notícia é  marginalmente positiva para os papéis da companhia uma vez em que apontou início da produção em uma área considerada estratégica.

 

 

}  Setor Elétrico - Segundo o jornal "O Estado de São Paulo", a construção da megahidrelétrica de Belo Monte está sendo altamente criticado devido à utilização exclusiva da vazão natural do rio, sem o desenvolvimento de um reservatório. A ausência de um reservatório de água implica em uma produção menor em períodos de seca, diminuindo a capacidade média para apenas 4.571 MW, bem aquém de sua capacidade total de 11.233 MW. De acordo com a notícia, na seca, a produção poderá cair para meros 690 MW, exigindo a economia da água dos reservatórios de outras usinas para atender a futura expansão da demanda, prevista pelo Plano Decenal de Energia 2011/2020. A notícia é marginalmente negativa para as empresas envolvidas no consórcio de construção da usina, porém acreditamos que este efeito já foi precificado sobre os ativos.  

 

}  Setor de Saúde - De acordo com o jornal "O Estado de São Paulo", entra em vigor hoje (20/6) uma nova norma da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) determinando prazos máximos para o agendamento de consultas e dos exames em laboratório de análises clínicas.  A notícia comprova a tendência do governo em aumentar a sua intervenção no setor de planos de saúde, através de medidas regulatórias e é de cunho informativo, não devendo impactar sobre os ativos do setor.

 

}  TIM - De acordo com matéria divulgada no jornal "O Estado de São Paulo", a TIM decidiu investir R$ 1 bilhão em sua rede de acesso, com contratos de três anos com a Ericson, a Huawei e a Nokia Siemens. De acordo com o diretor de rede da TIM Brasil, Marco Di Costanzo, "a ampliação da rede é preventiva". Porém, os recursos já eram previstos no plano de investimentos anunciado pela operadora, que devem somar R$ 8,5 bilhões de 2011 a 2013. De acordo com Di Costanzo, cerca de 75% da rede atual de segunda geração (2G) será substituída e serão instaladas 1,8 mil novas estações. A notícia é apenas informativa, uma vez em que os investimentos já eram previstos em seu plano de investimentos.

 

}  Vale- O governo Argentino decretou nesta sexta-feira (17) que a Vale possui 5 dias úteis para apresentar, ao governo da província de Mendoza, um novo plano de investimentos para seu projeto de potássio no Rio Colorado que atenda as reivindicações governamentais, caso contrário a concessão da mina pode ser cassada. De acordo com o governo argentino, que suspendeu as obras civis que estavam sendo realizadas na região, a empresa desrespeitou a especificação dos prazos de cada investimento em curso e não atendeu ao acordo chamado de "Compre  Mendocino", que prevê a contratação local de 75% da mão de obra do projeto e  preferência aos fornecedores da região. O governo argentino também pressiona a companhia para construir uma estrada que ligue a jazida aos municípios de Malargüe e General Alvear. A companhia ainda é acusada de se apoderar de ossos de dinossauros encontrados no local da mina. O subsecretário de Hidrocarbonetos de Mendoza, Walter Vasques, afirmou que "se a empresa não entende esse conceito (Compre Mendocino), não nos interessa que desenvolva suas operações aqui". Em nota oficial a Vale afirmou que apresentará "toda a informação requerida necessária para assegurar o cumprimento do compromisso" estabelecido com a província.  A notícia é marginalmente negativa para as ações da companhia.   

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