Mercados no Mundo
Mercados Ontem
Em dia de pessimismo nos mercados internacionais, as principais bolsas europeias - com exceção da Bolsa de Londres que, subiu 0,14% na esteira do bom desempenho de mineradoras - tiveram uma sessão de baixas. Preocupações em relação à situação da dívida da Grécia seguiram pressionando os mercados, levando ações de empresas do setor financeiro a liderarem as perdas.
Em dia de agenda vazia nos EUA, sem a divulgação de indicadores relevantes, os principais mercados acionários do país fecharam a sessão em queda. Além da ausência de indicadores, a falta de notícias macroeconômicas e o feriado em alguns mercados asiáticos deixaram os investidores cautelosos, preferindo assim evitar ativos mais arriscados. Pode-se notar que incertezas em relação à situação de países da periferia da zona do euro seguem no radar.
Mercados Hoje
Mercados europeus, assim como os futuros norte-americanos operando em alta hoje, recuperando parte das perdas ocorridas ontem. Mercados semana passada enfrentaram a quinta semana seguida de queda, após o aprofundamento da crise de déficit na Europa, especialmente na Grécia, e com divulgações econômicas nos EUA piores do que o esperado. Assim hoje o composto europeu avançava 0,4%, enquanto os futuros do S&P com vencimento para junho avançavam 0,6%.
Sentimento dos investidores melhor hoje com a sinalização do presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, de que apóia uma rolagem da dívida grega, e de que é contra impor perdas aos detentores dos títulos do país, apoiando a compra de novos títulos emitidos pela Grécia, pelo mercado, a fim de repor a dívida a vencer. Além de Trichet, a chanceler alemã, Angela Merkel, disse ao presidente dos EUA, Barack Obama, que a União Européia irá superar essa crise de déficit, evitando contágio para demais países da região. Algumas expectativas sobre a possibilidade de implementação de uma nova rodada de estímulos quantitativos, QE3, nos EUA ajudam a dar algum suporte aos mercados também.
No campo das divulgações econômicas na Alemanha, foi divulgado os pedidos de fábricas de abril, que na comparação anual mostrou avanço de 10,5% contra esperado de alta em 9,0%. Na variação mensal o índice mostrou avanço de 2,8% contra esperado de alta em 2,0% As vendas no varejo da zona do euro avançaram 1,1% em abril na comparação anual, e na comparação mensal o avanço foi em 0,9%, acima dos 0,3% esperados pelo mercado.
Fechamento Ásia
Mercados asiáticos tiveram um fechamento em leve alta, principais índices da região fecharam sem direção clara definida, porém o composto conseguiu encerrar a sessão em magra valorização de 0,07%. Investidores na Ásia e no Pacífico reagiram aos mercados ontem, que pela falta de agenda, e ainda pessimismo persistente quanto à situação de déficit grega e dúvidas sobre a evolução da economia norte-americana, impactaram os mercados negativamente.
Destaques Agenda
Hoje nos EUA a agenda continua fraca com apenas três indicadores a serem divulgados, às 11h conheceremos o otimismo econômico de junho, com esperado em 42,0 no mesmo horário será divulgado as ofertas de empregos da industria de abril. E no final do pregão às 16h será divulgado o crédito ao consumidor de abril, com esperado em US$ 5 bilhões. Às 16h45 o presidente do Fed, Ben Bernanke, discursará para banqueiros em Atlanta. Amanhã o destaque fica com a divulgação do livro bege. Já na quinta-feira a agenda fica um pouco mais cheia com os novos pedidos de seguro desemprego, seguro desemprego, balança comercial de abril, e estoques no atacado. E para fechar a semana, na sexta-feira, conheceremos o índice de preços de importação de maio e o orçamento do governo de maio.
Agenda local bastante relevante hoje, já foi divulgado o IGP-DI de maio, que registrou alta de 0,01% contra esperado de alta em 0,32%. E às 09h será divulgado pelo IBGE o IPCA de maio, com esperado de alta em 0,47% na comparação mensal, e na comparação anual o esperado é alta de 6,56%. E às 11h será divulgado pela CNI a utilização da capacidade instalada de abril, com esperado em 82,2%. Amanhã o destaque fica para a decisão do COPOM quanto à meta Selic. Na quinta-feira teremos a primeira prévia do IGP-M de junho e para fechar a semana, na sexta-feira, conheceremos os dados das vendas no varejo de abril.
Brasil
Mercados Ontem
Em dia de forte aversão a risco no mercado doméstico, a Bovespa caiu 1,98%, encerrando o dia aos 63.067,73 pontos. Apesar do clima negativo nos mercados internacionais, a queda do Ibovespa foi muito superior, acompanhando o mau desempenho de empresas relacionadas aos setores de petróleo, siderurgia e construção civil. O giro financeiro totalizou R$ 5,990 bilhões.
Na esteira da queda do petróleo no mercado internacional, devido a preocupações em relação a uma possível diminuição da demanda em razão do cenário de desaceleração da economia global, as ações da Petrobras e da OGX tiveram uma sessão de fortes quedas.
Às vésperas da divulgação do IPCA de maio e em semana de decisão do COPOM, os investidores preferiram adotar um tom de cautela e realizar lucros, penalizando assim ações de empresas pertencentes ao setor de consumo e de construção civil.
Fluxo Bovespa
Os investidores estrangeiros retiraram, no dia 02 de junho, quinta-feira, R$ 118,57 milhões na Bovespa, quando o índice subiu 1,27%. No ano, o déficit acumulado de recursos estrangeiros está negativo em R$ 655,83 milhões. Os investidores Pessoa Física retiraram, no dia 02 de junho R$ 123,20 milhões na Bovespa. No acumulado do ano, o saldo da pessoa física está negativo em R$ 2,710 bilhões.
Mercados Hoje
Mercado local deverá reagir aos índices de inflação que já foram divulgados hoje, e que será divulgado às 09h. o IGP-DI divulgado às 08h mostrou avanço de 0,01% em maio na comparação mensal, bem abaixo dos 0,32% esperados pelo mercado. Os investidores ficarão de olho na divulgação do IPCA antes da abertura, que caso siga essa tendência do IGP-DI o sentimento deverá ser positivo, com boa performance dos setores de consumo, bancos e construção civil.
} Brasil Ecodiesel - Em mais um passo para tentar incorporar à companhia a produtora de soja e algodão Vanguarda, ontem (06), após o fechamento do mercado, o Vila Rica I Fundo de Investimentos em Participações - braço de investimentos de Bañuelos na Brasil Ecodiesel - enviou carta ao conselho de administração da companhia, pedindo convocação de assembléia de acionistas para votar a destituição do conselho de administração e do conselho fiscal. O Vila Rica propõe a reformulação do número de assentos no conselho, de sete para seis membros, além de eleição dos novos conselheiros e definição de nova data para término do mandato do colegiado. Cabe ressaltar que o atual conselho havia rejeitado a incorporação da Vanguarda em maio. De acordo com Marcelo Paracchini, principal executivo da Veremonte, empresa de Bañuelos, o desejo é que o novo conselho aprove a criação de um comitê técnico para avaliar a proposta de incorporação. Por outro lado, Silvio Tini, um dos principais acionistas da Brasil Ecodiesel, é o maior opositor da incorporação, alegando que precisava de tempo para "digerir" a aquisição da Maeda Industrial, feita em dezembro de 2010. Sem nada definido, a notícia deve trazer instabilidade às ações da Brasil Ecodiesel..
} Suzano - O grupo Suzano fechou a compra do controle do grupo Cepemar, que compreende em seis empresas que prestam serviços ambientais para companhias das áreas de petróleo e gás, mineração e siderurgia, papel e celulose, energia, entre outras. Após a aquisição, a Suzano assume 55% de participação da nova holding. A operação foi provisoriamente batizada de HES (Holding Environment Services) e ficará sob o guarda-chuva da IPLF, empresa paralela à Suzano Holding. Para 2011, a expectativa é que a HES alcance faturamento de R$ 100 milhões. Além disso, segundo o presidente da nova holding, Ronnie Vaz Moreira, inicialmente estão previstos investimentos adicionais de R$ 50 milhões na operação nos próximos três anos. O valor do negócio não foi divulgado. A notícia é marginalmente positiva para o grupo Suzano, uma vez em que aponta uma diversificação de seus negócios, estreando em um segmento muito fragmentado no país. Porém, sem a divulgação de valores, as ações da companhia não deverão sofrer grandes alterações.
} OGX - A companhia anunciou ontem à noite (06) seu plano de negócios para as descobertas nas Bacias de Campos e de Parnaíba. De acordo com Paulo Mendonça, Diretor Geral de Exploração da OGX , os recursos que possui em caixa, de US$ 5,1 bilhões, irão permitir um fluxo de caixa positivo em 2014 e assegurar uma produção estimada de 730.000 barris de óleo equivalente por dia até o final de 2015. A fim de financiar as atividades de exploração e produção, a companhia captou US$ 8 bilhões, incluindo US$ 1,3 bilhão em colocação privada de ações em 2007, US$ 4,1 provenientes do IPO em 2008, e outros US$ 2,56 bilhões em emissão de títulos de dívida no exterior neste ano. Além disso, a companhia informou que na bacia de Campos, a produção do primeiro projeto (complexo de Waimea) começará em outubro de 2011, com uma produção de até 20 mil barris por dia por meio do poço OGX-26. Já a produção do segundo projeto (complexo de Waikiki) deve começar no quarto trimestre de 2013. Na Bacia do Paraíba, o início da produção de gás está previsto para o segundo semestre de 2012. A empresa espera que novos projetos potenciais lhe permitirão atingir um patamar de produção de aproximadamente 1,4 milhão de barris de 2019 em diante. A notícia é apenas informativa.
} Brasil Foods - Às vésperas do julgamento pelo Cade da fusão entre Sadia e Perdigão, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou na última sexta-feira (03) um ofício requerendo vista dos autos do processo. Caso esse pedido seja aceito pelo relator do caso, Carlos Ragazzo, ou caso for à votação pelo plenário, o julgamento, que está previsto para ocorrer amanhã (08), será suspenso até que o MPF se pronuncie. A notícia é apenas informativa, porém traz mais incertezas em relação à data do julgamento do processo da fusão entre a Sadia e Perdigão, principal driver para a empresa no curto prazo.
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