Apenas a pressão inflacionária em alguns dos principais países compradores poderá esfriar a demanda por minério de ferro no mundo, afirmou José Carlos Martins, diretor de Marketing, Vendas e Estratégia da mineradora, nesta sexta-feira.
Em teleconferência com analistas, Martins e outros executivos da empresa se mostraram otimistas com o mercado nos próximos meses e previram que os preços do minério de ferro no terceiro trimestre deverão ficar estáveis em relação ao segundo trimestre.
"O risco real que vemos é o aumento da inflação que levaria os governos a adotar medidas para esfriarem suas economias, o que poderia ser um risco para a demanda de minério", disse Martins na telecoferência no início da tarde.
Ele acredita, no entanto, que os fundamentos para o mercado continuam positivos.
No segundo trimestre, a previsão do mercado era de um reajuste de 20 por cento para o minério de ferro e a expectativa de alguns era de que o preço subisse ainda mais no terceiro trimestre.
Mas a Vale vê uma acomodação dos preços após a definição dos valores para o segundo trimestre.
"Os fundamentos continuam fortes e a previsão é de estabilidade", disse Martins sem dar detalhes dos ajustes trimestrais da empresa.
Apesar de voltar a citar o foco principal em crescimento orgânico, a Vale informou que segue estudando oportunidades de compras pontuais no mercado, a exemplo da oferta feita este ano pela sul-africana Metorex, e não descartou possíveis novas aquisições.
"Não descartamos avaliar oportunidades", disse o diretor financeiro da Vale, Guilherme Cavalcânti.
Os executivos comentaram sobre o atraso de alguns projetos, revelados no balanço do primeiro trimestre, divulgado na quinta-feira. Eles informaram que além da demora de licenciamentos ambientais há escassez de mão-de-obra e outros recursos, que dificultam a execução dos inúmeros projetos da empresa.
Em respota a analistas, a empresa confirmou que o projeto de Moatize, em Moçambique, entrará em operação este ano até setembro, estendendo por um mês a entrada em operação que era prevista para agosto.
Já o polêmico projeto de níquel de Goro, na Nova Caledônia, que entrou em operação em meados do ano passado, foi citado pelos executivos da empresa como um que tem enfrentado desafios tecnológicos que não estavam previstos.
( Fonte: Reuters /Por Denise Luna)
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