terça-feira, 10 de maio de 2011

Nota da Brasil Foods sobre o parecer da procuradoria que dificulta a fusão das marcas Sadia e Perdigão:

 

São Paulo, 10 - A Brasil Foods (BRF) divulgou há pouco nota sobre o parecer da Procuradoria

Federal Especializada junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre a

operação societária que envolve Sadia e Perdigão. Conforme o comunicado, a procuradoria

sugeriu ao Cade que a operação seja aprovada, mas condicionada a restrições, "desde que

possibilitem, efetivamente, que um terceiro agente econômico possa contrastar o poder de

mercado gerado para a BRF e/ou que se possibilite repartir com os consumidores as

eficiências decorrentes da operação".

Segundo a BRF, "nos termos do parecer, a hipótese de reprovação somente se daria se não

for encontrada uma alternativa que atenda às premissas indicadas, fato não considerado ou

cogitado pela empresa, que, durante todo o processo esteve e está aberta a uma solução

negociada".

A companhia, ressalta, no comunicado, que o parecer da procuradoria não tem conteúdo

decisório ou vinculante e "trata-se apenas de mais um documento de auxílio ao julgamento da

operação pelo Cade, que não está limitado aos seus termos". De acordo com a BRF, é

importante destacar que o parecer "não está baseado em qualquer fato novo, mas sim no

conjunto de documentos produzidos até o presente momento".

"A BRF reafirma a sua convicção de que existem argumentos técnicos capazes de demonstrar

ao Cade que a operação é pró-concorrencial e reforça a presença e a competitividade do

Brasil no exterior", diz a empresa. "Tendo em vista a ausência de barreiras relevantes à

entrada, a existência de intensa rivalidade e a geração de substanciais sinergias e eficiências

que serão repassadas ao consumidor final, a BRF se mantém confiante na aprovação da

operação pelo Cade", acrescenta.

"Por fim, a empresa esclarece que continua defendendo a sua opinião junto ao Cade,

acreditando em uma solução na esfera administrativa, sem, no entanto, abrir mão de todos os

meios de defesa dos seus interesses", conclui. (Equipe AE) Fonte: Agência Estado/Broadcast

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