Depois da Fitch, Moody's pode elevar rating brasileiro após revisão no 2º trimestre
SÃO PAULO – Apesar de dizer na última semana que a situação do Brasil "não é a ideal", a Fitch elevou a nota de classificação de risco do País nesta segunda-feira (4), para BBB, com perspectiva estável.
A Fitch é uma das partes da trinca das principais – e mais influentes – agências de classificação de risco no mundo, completada por Standard & Poor's e Moody's. Então, conseguida uma elevação, quais as chances de mais upgrades no curto prazo?
De modo geral, as chances são boas. Quando o Brasil obteve grau de investimento, a S&P foi a primeira a elevar a nota do País, seguida pela Fitch em menos de um mês. Já a Moody's demorou mais quase um ano e meio para alterar o rating brasileiro.
Moody's: revisão no segundo trimestre
Desta vez, o processo pode ser diferente. A Fitch saiu na frente, e pode vir seguida da Moody's, que tem perspectiva positiva para a nota, o que significa que é possível que haja um novo upgrade na próxima revisão.
Segundo a agência, essa revisão deve acontecer já neste trimestre – isso ainda não foi feito, mas a Moody's não divulga o momento em que o rating é colocado em revisão. O processo normalmente é concluído em no máximo três meses – contudo, Mauro Leos, o analista responsável pela classificação de risco brasileira, já afirmou que no caso da nota do País, o processo não deve ser tão demorado.
Em outubro passado, Leos afirmou que um novo upgrade seria possível – entretanto, uma repetição da última vez (que contou com uma elevação e uma perspectiva positiva) seria "difícil", já que o País ainda gera muitas dúvidas e ainda tem que passar por reformas de longo prazo.
Entre as questões avaliadas pela Moody's estão as prioridades econômicas e seu prazo – ou seja, se o foco é no curto ou médio prazo -, qual o tamanho da desaceleração da economia, investimentos em infraestrutura e poupança de longo prazo e os caminhos da questão fiscal.
S&P: sem prazos
No caso da Standard & Poor's, o processo funciona de modo um pouco diferente. A nota, segundo explica a agência, não precisa ser colocada em revisão para então ser reavaliada – depois de atribuída, o analista responsável está sempre monitorando a situação do país em questão para possíveis mudanças no rating.
Entretanto, não há expectativas de que isso seja feito muito em breve – a perspectiva da nota é estável. Cabe dizer, contudo, que Milena Zaniboni, diretora da agência de classificação de risco, afirmou que o corte de R$ 50 bilhões anunciado no início do ano pelo governo é "o que queríamos ver [do País]". "Essa redução é importante para o rating se manter", disse Milena na última semana.
Confira a nota do Brasil segundo as três principais agências de rating:
S&P Moody´s Fitch Grau AAA
AA+
AA
AA-
A+
A
A-
BBB+
BBB
BBB-Aaa
Aa1
Aa2
Aa3
A1
A2
A3
Baa1
Baa2
Baa3AAA
AA+
AA
AA-
A+
A
A-
BBB+
BBB
BBB-Investimento BB+
BB
BB-
B+
B
B-
CCC
CC
C
DBa1
Ba2
Ba3
B1
B2
B3
Caa
Ca
C
WrBB+
BB
BB-
B+
B
B-
CCC
CC
C
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