De olho no preço do petróleo, Goldman Sachs eleva preços-alvo de Petro, OGX e HRT
Por: Tainara Machado
SÃO PAULO - O Goldman Sachs revisou suas projeções para o setor petrolífero na América de modo que as previsões reflitam um cenário em que o barril de petróleo do tipo WTI, negociado em Nova York, deva oscilar entre US$ 100 e US$ 110 pelos próximos dois anos. Para Arjun Murti, Joe Citarrella, Siddharth Ramtri e Will Su, responsáveis pelo relatório, os preços da commodity precisarão estar bem acima desse patamar para começar a ocasionar racionamento da demanda.
Ou seja, antes de afetar negativamente a procura pela commodity, os preços terão que superar - e bastante, diz o Goldman - a faixa dos US$ 120 por barril, e até então os analistas do banco esperam que o rali das ações do setor continue, já que por enquanto elas ainda são negociadas refletindo um barril de petróleo a US$ 90.
A visão mais positiva é baseada na premissa de que a forte demanda pela commodity continuará a exceder a capacidade de expansão da oferta pelos países que não fazem parte da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), o que terá como efeito não só diminuir o nível de ociosidade da capacidade de produção dos países do cartel como também baixar os estoques da commodity.
OGX: uma das favoritas
Apesar de classificar o setor como atrativo, o Goldman Sachs só alterou substancialmente as projeções para uma ação brasileira exposta ao setor, a OGX (OGXP3). Os analistas do banco de investimentos classificaram a ação como uma das favoritas entre as que têm beta (índice que mede a relação entre risco e retorno) mais alto, dada a posição significativa da empresa na Bacia de Campos e em outras oportunidades interessantes de exploração tanto em terra quanto no mar.
Apesar de classificar o setor como atrativo, o Goldman Sachs só alterou substancialmente as projeções para uma ação brasileira exposta ao setor, a OGX (OGXP3). Os analistas do banco de investimentos classificaram a ação como uma das favoritas entre as que têm beta (índice que mede a relação entre risco e retorno) mais alto, dada a posição significativa da empresa na Bacia de Campos e em outras oportunidades interessantes de exploração tanto em terra quanto no mar.
Assim, por causa do time de administração competente da petrolífera, de sua posição de reservas e do valor dos recursos já descobertos, aliado ao potencial do risco exploratório de supreender positivamente, o Goldman Sachs mostra confiança na perspectiva de valorização da ação e recomenda compra. Desse modo, o preço-alvo para seis meses dos papéis, que era de R$ 29, passou para R$ 32, impressionante potencial de valorização de 68% em relação ao fechamento de segunda-feira (14).
O Goldman não deixa de lembrar que desde novembro as ações são pressionadas na bolsa, já que os investidores demonstram preocupação com o adiamento do farm-out (venda de parte das concessões de exploração) planejado. "Em contraste ao que é consenso, continuamos a achar que farms-outs em geral são complicados e consomem muito tempo, ainda mais quando se trata de uma situação de exploração em que um vasto potencial de recursos foi descoberto e pode chegar a bilhões de barris em termos absolutos", apontaram os analistas, mostrando que não estão tão preocupados com este atraso.
Os riscos para a projeção incluem volatilidade do câmbio e dos preços do petróleo, além de decepções com a exploração e o risco-País do Brasil.
Petrobras e HRT
Já para as ações da HRT (HRTP3), o Goldman Sachs sugere recomendação neutra, embora o preço-alvo de seis meses tenha passado de R$ 2.000 para R$ 2.400, o que representa um potencial de valorização de 15,66%.
Já para as ações da HRT (HRTP3), o Goldman Sachs sugere recomendação neutra, embora o preço-alvo de seis meses tenha passado de R$ 2.000 para R$ 2.400, o que representa um potencial de valorização de 15,66%.
No caso dos ADRs (American Depositary Receipts) da Petrobras (PETR3, PETR4), o preço-alvo passou de US$ 43 para US$ 44 para os papéis representativos das ações IN (potencial de 10,55%), enquanto no caso dos recibos preferenciais, a projeção foi de US$ 39 para US$ 40, upside de 15,1%, também em relação ao fechamento de segunda.
Também essas estimativas foram ajustadas para refletir a nova visão do Goldman Sachs para o setor, mas no caso da estatal, a taxa de desconto é de 12%, de modo a refletir potencial influência do governo na companhia. Para as empresas canadenses e norte-americanas, esse desconto é de 9%, enquanto as outras petrolíferas brasileiras têm o preço-alvo calculado a partir de um desconto de 11%.
Preços já caminhavam para cima
Em relação aos conflitos no Oriente Médio e no norte da África e a pressão nos preços do petróleo, o Goldman Sachs acredita que alguns investidores estão atribuindo demasiada importância ao papel que as tensões têm na valorização da commodity. "Desde 2009, achávamos que em algum ponto de 2012 a dinâmica entre oferta e demanda iria apertar de modo que preços 'racionadores da demanda' seriam necessários - e não contemplávamos em nosso cenário-base tensões na região", indicam os analistas.
Em relação aos conflitos no Oriente Médio e no norte da África e a pressão nos preços do petróleo, o Goldman Sachs acredita que alguns investidores estão atribuindo demasiada importância ao papel que as tensões têm na valorização da commodity. "Desde 2009, achávamos que em algum ponto de 2012 a dinâmica entre oferta e demanda iria apertar de modo que preços 'racionadores da demanda' seriam necessários - e não contemplávamos em nosso cenário-base tensões na região", indicam os analistas.
E embora admitam que a instabilidade na região tenha colaborado para a evolução dos preços no primeiro trimestre de 2011, o banco não considera correta a atribuição de toda a responsabilidade aos eventos, dando importância também ao forte consumo da commodity que vem sendo registrado.
Fonte: Infomoney
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