sexta-feira, 11 de março de 2011

Vale acumula queda de 7% nos últimos três pregões


Vale acumula queda de 7% nos últimos três pregões

Por: Bárbara Ladeia  Fonte: Brasil econômico


Gráficos dão tendência mista para o papel que já acumulam perdas de 7,14% no mês

Gráficos dão tendência mista para o papel que já acumulam perdas de 7,14% no mês

As ações da Vale engataram três quedas consecutivas e fecharam abaixo do suporte da análise técnica. Os gráficos dão tendência mista para o papel, que já acumula perdas de 7,14% em março.

Sob os olhares da análise técnica do agente autônomo Cláudio De Lucca, os papéis VALE5 perderam um suporte importante ao cair abaixo dos R$ 46,20 nesta quinta-feira (10/3) - uma queda de 3,30% -, deixando um cenário tumultuado para a abertura da sexta-feira (11/3).

Por um lado, a expectativa pode não ser das melhores. "Se considerarmos que a média móvel de 200 períodos - que considera a média das cotações de fechamento de 200 pregões - foi tocada, corremos o risco de entrar em um ciclo de baixa", sinaliza De Lucca que lembra que, graficamente, o canal de baixa está bem desenhado.

"Para sairmos dele, é necessário um rompimento da Linha de Tendência de Baixa."

Se o movimento de queda for efetivado e o papel perder os R$ 46, a tendência é ele buscar o próximo suporte aos R$ 44,5, acumulando mais uma desvalorização de 3,2%.

Sob outro ponto de vista, no entanto, os osciladores também apontam para uma tendência de alta no curto prazo.

O fechamento de quinta-feira acontece fora das chamadas Bandas de Bollinger, que são três curvas traçadas para medir a margem de oscilação de um ativo em determinado período. "Esse fechamento fora das Bandas de Bollinger é um indicador importante de momento de compra para o papel", sugere De Lucca.

Nesse mesmo sentido, o Índice de Força de Relativa apontado pelo gráfico do especialista aponta para uma alta no curto prazo. "Essa linha de IFR 30 não é comum para Vale. Ela só aconteceu uma vez no último ano. Depois que o IFR marca 30, sempre vem um repique de alta."

Assim, no curtíssimo prazo, a expectativa de De Lucca é que venha uma sequência de pequenas altas que poderá alcançar os R$ 48,89 no melhor dos cenários.

As resistências ficarão em R$ 49,79, R$ 48,34 e a última aos R$ 48,89, onde seria o ponto máximo desse repique para uma reversão de tendência.

"O ponto mais difícil de romper será os R$ 48,34, dentro de mais ou menos quatro dias", diz De Lucca.

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