quinta-feira, 17 de março de 2011

Bolsa de Tóquio volta a fechar em queda e perde 1,4%

Terceira baixa em quatro sessões foi influenciada por nervosismo em torno de possível desastre nuclear e, para exportadoras, mínima recorde do dólar no início do pregão
    Hélio Barboza, da Agência Estado

    TÓQUIO - A Bolsa de Tóquio fechou em queda pela terceira vez nas últimas quatro sessões, pois os investidores continuaram nervosos, ainda que o mercado tenha interrompido as perdas à tarde diante da esperança de que as autoridades japonesas estivessem fazendo progressos para evitar um desastre nuclear em grande escala. Sobre as ações das companhias exportadoras também pesou o fato de o dólar ter despencado para uma mínima recorde de 76,75 ienes no começo do pregão asiático. O índice Nikkei 225 perdeu 131,05 pontos, ou 1,4%, e fechou aos 8.962,67 pontos, depois e ter fechado em alta de 5,7% na quarta-feira.

    O mercado futuro mais uma vez desempenhou um papel crítico na trajetória do mercado à vista, puxado pelos temores de que a dramática desvalorização do dólar pressione os balanços corporativos. Com a aproximação do fechamento do ano fiscal, muitas das maiores exportadoras japonesas haviam planejado repatriar seus lucros a taxas bem mais generosas, acima dos 80 ienes por dólar. Depois do fechamento do mercado, a moeda norte-americana era cotada bem acima dos 79 ienes, em parte por causa da expectativa de que o Banco do Japão (BOJ, banco central) possa intervir para levantar a cotação do dólar.

    Graças a uma combinação de fatores, o mercado futuro acabou conseguindo uma virada. Entre esses fatores incluíram-se os sinais visuais de que algum progresso estava sendo obtido na luta para esfriar a problemática instalação nuclear de Fukushima Daiichi, no nordeste do país. Helicópteros da Força de Autodefesa do Japão começaram a jogar água nos reatores superaquecidos e as autoridades disseram que cabos de energia de uma fonte externa poderiam ser ligados nesta tarde (no horário do Japão).

    "Haverá mais alívio para o mercado se pudermos confirmar que esta medida levará a uma queda real nas temperaturas do reator", disse o estrategista Toshikazu Horiuchi, da Cosmo Securities. O vice-diretor de estratégia de investimentos da Daiwa Securities Capital Markets, Yumi Nishimura, disse que também cresceu a expectativa de que o Japão possa intervir no câmbio. Mais cedo, o ministro das Finanças, Yoshihiko Noda, declarou que o grupo das sete maiores potências mundiais (G-7) discutirá numa videoconferência ministerial o impacto do terremoto sobre a economia japonesa e os mercados financeiros.

    Declarações moderadamente otimistas da Associação de Petróleo do Japão sobre a restauração gradual das operações desde o terremoto da última sexta-feira também melhoraram o sentimento em relação às ações das refinarias. As informações são da Dow Jones

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