segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Ibovespa bate 68 mil pontos na melhor semana desde julho

 

Weruska Goeking   (wgoeking@brasileconomico.com.br) 

Ações da siderúrgica Usiminas são alvo de arbitragem por parte dos investidores

Ações da siderúrgica Usiminas são alvo de arbitragem por parte dos investidores

Após quedas sucessivas, o Ibovespa se recuperou em um movimento de ajuste e encerrou a semana em campo positivo, com alta de 3,51%. É o maior ganho semanal desde julho de 2010.

"O índice está passando por um ajuste natural do mercado. Derrubar para 65 mil pontos foi um exagero e agora o mercado está se recuperando", afirma Roberto Alem, economista da M2 Investimentos.

O Ibovespa encerrou o último pregão da semana com leve alta de 0,56%, aos 68.066 pontos. O volume financeiro foi de R$ 5,657 bilhões, com 509.105 negócios realizados.

"As dúvidas iniciais dos investidores relacionadas aos emergentes se dissiparam e estamos começando a receber um pouco mais de fluxo. Além disso, ainda somos muito dependentes das bolsas de Nova York e o mercado lá fora continua razoavelmente bom", explica o professor de Finanças Gil Deschatre.

Nesta sexta-feira, Dow Jones valorizou 0,16%, Nasdaq subiu 0,08% e Standard & Poor's 500 teve alta de 0,19%.

"Acho que estamos começando a ver uma luzinha no fim do túnel", diz o professor. Para ele, os próximos pregões serão decisivos para ditar os rumos do principal índice acionário do país.

"Temos que passar acima de 68 mil pontos, mas não só um dia, tem que se manter nesse patamar. Se ultrapassar, vamos buscar os 73 mil pontos", prevê Deschatre, que diz ainda que se o Ibovespa cair novamente para 65 mil pontos os investidores devem aproveitar para entrar comprando no mercado.

Destaques

Entre as maiores altas do dia ficaram as ações de companhias do mercado imobiliário, que se reposicionaram no mercado. "Elas estão se recuperando das quedas do início do ano com o aumento dos juros, mas continuam caindo no comparativo anual", diz Roberto Alem. 

A MRV Engenharia (MRVE3) saltou 4,47% e encerrou o pregão cotada a R$ 13,80. PDG Realty (PDGR3) e Rossi Residencial (RSID3) também tiveram valorização, com altas de 4,46% e 4,14%, nessa ordem.

Os ativos preferenciais da Usiminas (USIM5) registraram alta de 3,6%, enquanto os papéis ordinários (USIM3) caíram 1,27%. Para Alem, o movimento é de arbitragem e os investidores estão tentando equiparar os valores das ações da companhia, após a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) anunciar que estaria estudando mudanças no controle da Usiminas. 

No ano, USIM5 tem valorização de 9,76% enquanto USIM3 salta 23,98%. Já Gil Deschatre acredita que as ações já dispararam na época do anúncio e que agora os papéis estão se acomodando, após "excessos".

Ainda em meio à discussão da concorrência trazida pela Bats Global Markets, as ações BM&FBovespa (BVMF3) caíram 1,76%, cotadas a R$ 11,69. O lucro líquido da bolsa somou R$ 1,14 bilhão em 2010, um avanço de 29,9% sobre 2009.

Os papéis da Vale (VALE5) se desvalorizaram 0,73% após o reajuste do compulsório na China, que prejudica as exportações da empresa. A companhia também informou nesta sexta-feira que vai interromper a operação de um forno no Canadá por um período mínimo de 16 semanas.

Câmbio

No mercado de câmbio, o dólar encerrou o dia em alta de 0,28% frente ao real, a R$ 1,666 para compra e R$ 1,667 para venda. No acumulado da semana, a moeda teve fraca oscilação positiva de 0,04%.

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