quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Expectativa para o dia: Veja as previsões do resultado da Vale

 

Números a serem apresentados não devem desapontar o mercado que, de uma forma geral, tem mostrado otimismo

Números a serem apresentados não devem desapontar o mercado que, de uma forma geral, tem mostrado otimismo

Expectativas das corretoras apontam para números robustos, ainda que inferiores aos apresentados no terceiro trimestre do ano passado. A queda no preço do minério de ferro teria prejudicado o resultado.

Diversas casas de análise aproveitaram a semana para divulgar aos investidores suas perspectivas para os resultados da Vale, cuja divulgação está prevista para esta quinta-feira (24/2).

Depois de forte oscilação no preço de commodities minerais, a unanimidade é que os resultados da companhia serão impactados negativamente pela baixa nos preços do minério de ferro.

Ainda assim, os números a serem apresentados não devem desapontar o mercado que, de uma forma geral, tem mostrado otimismo. Os analistas da Ágora esperam um aumento de 2,5% no volume de vendas, acompanhado de uma queda de 5,6% no preço do minério de ferro. O lucro líquido deve alcançar os R$ 8,155 bilhões no período.

Segundo o relatório assinado por Marco Melo, essa queda deve ser compensada pelo incremento do preço nas principais commodities metálicas, com destaque para o cobre e para o níquel, que tiveram variação positiva de 18,8% e 14,6% respectivamente.

"Em suma, acreditamos que a queda do preço do minério de ferro deve ser compensada pela continuidade da demanda global robusta por minerais e metais", sinaliza o documento.

Com isso, a recomendação para o papel preferencial classe A da mineradora (VALE5) é de compra, com um preço-alvo de R$ 87,30, um potencial de valorização de cerca de 75%.

O Banco Fator ressalta a alta do preço do minério de ferro no mercado à vista ao longo do trimestre, assim como a Spinelli Corretora, que lembra que esse valor já chega próximo às suas máximas históricas. No entanto, o Fator não deixa de mencionar a redução entre 10% e 13% no preço dos contratos válidos para o quarto trimestre do ano passado. 

O relatório assinado por Rodrigo Fernandes e Hering Shen sinaliza a estimativa de 80,5 milhões de toneladas vendidas ao longo do trimestre, representando uma alta de 2,5%. Na expectativa dos analistas, o quarto trimestre deve trazer um lucro líquido de R$ 9,391 bilhões para o período. A Spinelli, por sua vez, projeta lucro líquido de R$ 8,112 bilhões.

Nesse contexto, o Banco Fator recomenda manutenção do papel da Vale em carteira a um preço-alvo de R$ 59. Já o relatório da Spinelli, assinado por Max Bueno, recomenda compra para o papel, sem delimitar preço-alvo.

A corretora Brascan espera um resultado "muito positivo", impulsionado por maiores volumes de vendas de minério de ferro e pela recuperação dos negócios de cobre e níquel, dos quais espera elevação de 5% e 17% nas vendas, respectivamente.

"Vale lembrar que grande parte desta recuperação deve-se à normalização das operações em Sudbury", destaca o relatório assinado por Rodrigo Ferraz.

No entanto, apesar de todo o otimismo, o relatório espera uma redução de 9% no lucro líquido da Vale em comparação com o trimestre anterior, o que deve resultar num valor de R$ 9,561 bilhões.

O preço-alvo para dos papéis fica mantido em R$ 67,79. A expectativa é que os papéis tenham desempenho acima da média de mercado.

Por fim, o BTG Pactual, em relatório assinado por Edmo Chagas, Antonio Heluany e Humberto Meirelles, sinaliza que o resultado da mineradora não deverá ser elemento-chave para as decisões dos investidores durante a operação de sexta-feira (25/2), dia seguinte da divulgação dos resultados.

Bárbara Ladeia   (bladeia@brasileconomico.com.br)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Twitter: